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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

06/09/2016 06:34

Ao perder carteira pela segunda vez, Ramão encontrou honestidade pelo caminho

Naiane Mesquita
Ramão mostra com orgulho a carteira encontrada (Foto: Fernando Antunes)Ramão mostra com orgulho a carteira encontrada (Foto: Fernando Antunes)

Ramão teve que ouvir um sermão da esposa ao chegar em casa e contar que tinha perdido a carteira mais uma vez. Dentro do objeto, constava não só os documentos pessoais como R$ 184,00, dinheiro reservado para pagar o aluguel da oficina de bicicletas que ele mantém no bairro Aero Rancho.

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“Fui até a auto peças do meu amigo para ver o conserto de um carro meu que está lá, de bicicleta mesmo, não sei quantas quadras, mas é um pouco longe. Chegando lá, ele me disse que a carteira estava caindo, que eu ia acabar perdendo. Esqueci de ajeitar e foi dito e feito. Caiu aqui pertinho da minha oficina, na volta”, explica Ramão Jaime Filho, 52 anos.

Mesmo assim, ele só foi dar conta que tinha perdido a carteira quando os guardas municipais do Parque Airton Sena o encontraram. “Sentei com uns amigos aqui perto e os guardas chegaram perguntando se eu era o Ramão. Nem acreditei. A carteira com os documentos e o dinheiro”, sorri.

Essa foi a segunda vez que Ramão perdeu a carteira (Foto: Fernando Antunes)Essa foi a segunda vez que Ramão perdeu a carteira (Foto: Fernando Antunes)

O valor R$ 184,00 era para pagar o aluguel da oficina de R$ 150,00. “O restante eu ia passar no supermercado, comprar alguma coisa para a família”, diz. Na casa de Ramão, mora a esposa e a filha mais nova, a caçulinha como ele diz, que tem 19 anos. “Minha mulher ficou brava com o velho aqui, mas fazer o que. Acontece de perder, ainda bem que acharam e me devolveram”, comemora.

Seu Ramão trabalha há 23 anos no Aero Rancho, bairro onde ele mora também. Mesmo com as sequelas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que ele sofreu há dois anos, continua trabalhando. O braço do lado direito tem alguns comprometimentos, assim como a memória. “Não funciona mais tão bem”, diz, com bom humor.

Essa não foi a primeira vez que ele perdeu a carteira. “Faz tempo que aconteceu. Na época tinha R$ 900,00 dentro e ninguém devolveu. Os documentos apareceram nos Correios, fui buscar lá. Mas o dinheiro eu nunca mais vi. Pelo menos dessa vez o final foi diferente. É claro que a gente fica feliz de encontrar pessoas honestas pelo caminho”, acredita.




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