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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

14/08/2016 07:25

Após ter o 1º filho, Ana procura mãe biológica para saber porque foi abandonada

Thailla Torres
Quero ter a oportunidade de ouvir o que ela tem a dizer. (Foto: Fernando Antunes)Quero ter a oportunidade de ouvir o que ela tem a dizer. (Foto: Fernando Antunes)

Na infância já era comum para Ana Luiza de Lima escutar do irmão mais velho que ela era adotada, mas isso nunca foi motivo de tristeza. Todo amor que recebeu dos pais não deixava espaço para o interesse de revelar uma nova história. Foi com a experiência de ser mãe que um dia tudo mudou. Para aumentar a curiosidade, ela descobriu que não havia nascido em Campo Grande e por isso, publicou um vídeo nas redes sociais para tentar descobrir onde está a mãe a biológica.

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Aos 32 anos, ela conta que o sentimento de proteção despertou a vontade de entender o porquê de ter sido deixada quando ainda era um bebê. "Eu nunca tive problema com isso, sempre soube que fui adotada, mas depois que eu tive meu filho, carregar ele 9 meses dentro da minha barriga, pegá-lo no colo e amar, me fez pensar: Por que minha mãe me abandonou?", indaga. 

Ana viveu com a mãe biológica durante os primeiros 6 meses e só depois foi entregue para outra família. A informação veio acompanhada com a surpresa de que Campo Grande nunca foi sua terra natal. Ana nasceu em Maringá, no Paraná, notícia que trouxe um ponta de esperança do reencontro. 

Ana Luiza, no colo da mãe adotiva com poucos meses de vida. (Foto: Arquivo Pessoal)Ana Luiza, no colo da mãe adotiva com poucos meses de vida. (Foto: Arquivo Pessoal)

Os pais adotivos já faleceram e eram a única esperança de desvendar o paradeiro. "Minha mãe nunca quis falar do assunto e eu sempre a respeitei. Não achava que chegaria esse momento, mas ela acabou falecendo e levando toda a verdade com ela. Mas hoje eu quero muito encontrar", diz. 

Encontrar a mãe biológica é estar a frente com as respostas que podem preencher o vazio no coração de Ana Luiza. "Eu fico imaginando que ela nunca esqueceu que teve uma filha. Pode passar 10 ou 20 anos, ela não deve ter esquecido. E eu só queria ouvir o que ela tem a dizer, não espero mais que isso. Qualquer informação vai valer a pena", comenta. 

É tanta ansiedade diante da esperança, que ela nem consegue pensar o que vai dizer se um dia conseguir encontrar a mãe. "Acho que isso só vou saber na hora. Quero escutar o porquê dela me deixou, porque talvez não seja nada daquilo do que eu sempre ouvi", garante. 

Como os pais não autorizaram ninguém a revelar detalhes da adoção, ela já ouviu muito boato sobre a mãe. "Estou pronta para ouvir de tudo, não espero nada dela e nem procuro um final feliz. Mas já ouvi de tudo um pouco, até que ela não me quis porque casaria com um homem rico que não me aceitaria. Mas isso eu preciso ouvir dela", explica.

Levando firme o desafio de encontrar a mãe, ela publicou um vídeo no Facebook que já tem mais de 5 mil visualizações, contando a própria história. Publicou fotografia de quando ainda era bebê no colo da mãe adotiva, na esperança que alguém a reconheça. "Eu tô movimentando o que posso e acho que é impossível ninguém saber disso, tudo deixa um rastro nessa vida..."

Ela ainda faz questão de reforçar que mesmo querendo saber a verdade, nada vai mudar o amor pelos pais. "Minha mãe se tivesse aqui não iria querer que eu fosse atrás. Mas eu nunca tive falta de mãe e nem de amor. Continuo tendo uma família e é ela que eu vou continuar amando. Mas o amor que eu sinto pelo meu filho trouxe junto alguns 'porquês' e também me coloco no lugar dela, acho natural saber", finaliza. 

Abaixo, está o video que Ana Luiza compartilhou no facebook

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