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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

08/02/2014 07:31

Autônomo encanta vendendo releituras de obras famosas, mas quase não lucra

Elverson Cardozo
Para chamar atenção, obras ficam expostas na rua. (Fotos: Marcos Ermínio)Para chamar atenção, obras ficam expostas na rua. (Fotos: Marcos Ermínio)

Ronaldo Custódio Jorge, de 41 anos, sempre foi vendedor autônomo e, no exercício da função, já trabalhou com quase tudo: de abacaxi a cadeiras de fibras, passando por móveis de madeira e, agora, quadros com releituras de obras famosas.

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Em Campo Grande, onde chegou há dois meses, ele não tem um ponto fixo. Procura os locais mais movimentos para expor o material que, de longe, chama a atenção.

O problema é que, por aqui, o homem passa mais tempo no sol, atendendo clientes que só querem dar uma olhadinha, do que vendendo. Também pudera. Apesar da exuberância, o preço, para a maioria, não é nada convidativo.

O mais barato, um quadro comum, com adesivo que simula o efeito 3D, custa R$ 50,00, enquanto o mais caro, a releitura da Última Ceia (pintada em tecido), de Leonardo da Vinci, sai por R$ 600,00, mas o preço médio varia de R$ 200,00 a R$ 400,00. O pagamento deve ser feito à vista.

Paisagens ganharam espaço na coleção que está à venda. Paisagens ganharam espaço na coleção que está à venda.
Romero Britto também ganhou releitura.Romero Britto também ganhou "releitura".

Ronaldo entende os clientes, sabe que o preço é “salgado”, mas continua apostando no novo negócio porque, mesmo vendendo um quadro por dia, o que tem sido comum, ela já lucra de R$ 150,00 a R$ 200,00. “Dá para ir se virando e ganhar o pão”, afirmou.

Na coleção que o vendedor deixa no meio da rua, para chamar atenção dos motoristas, têm paisagens, flores, animais e até os mosaicos de Romero Britto, pintados, claro, por outro artista, uma mulher, que faz a releitura.

Quadros encantam, mas venda ainda é franca, disse. Quadros encantam, mas venda ainda é franca, disse.

Todas os quadros, disse, são comprados prontos de uma fábrica em Santa Catarina. O local, prosseguiu, comercializa obras de artistas nacionais que ainda não estão em evidência. O preço é alto porque, além do lucro, a moldura influencia bastante.

Na Capital, Ronaldo já passou pelas Avenidas Euller de Azevedo, Júlio de Castilho, Via Parque, próximo à rotatória da Mato Grosso, entre outros locais.

Como não há um local definido, o Lado B deixa, a quem se interessar, o contato do vendedor: (67) 9804-9978.




Uso indevido de obras de terceiros sem autorização. Isso dá um processo...
 
Fabio Pellegrini em 09/02/2014 12:11:59
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