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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

12/03/2014 14:21

Bar que despertou a ira das mulheres amanhece com paredes pichadas

Anny Malagolini
O bar fica na avenida Manoel da Costa Lima, 34.O bar fica na avenida Manoel da Costa Lima, 34.

Depois da repercussão de postagens na página do Rockers no Facebook e até campanha de boicote contra o bar, o lugar amanheceu com pichações na fachada, chamando o proprietário de homofóbico, machista e racista.

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Segundo Diego Manciba - alvo das agressões, o crime foi gravado pela câmera de segurança externa. Mesmo assim, "para encerrar a discussão", ele diz não querer divulgar as imagens. “Eu quero terminar com isso, mas não sei ainda o que vou fazer e não sei por que surgiu isso. Aqui é frequentado por gays também”, justifica.

Essa confusão começou no dia 8 de Março, data de homenagem as mulheres que foi comemorada com publicações na página do Rockers no Facebook do tipo: “Feliz dia do... Vai lá com sua amiguinha” ou "Feliz dia do.. Amiga me segura que eu vou dar na cara dessa vagabunda".

As mennas que frequentam a casa ficaram ofendidas e ontem, antes de aparecerem as pichações, a estudante Juliana Sartomen, de 24 anos, publicou em sua conta pessoal no Facebook uma campanha para boicote ao bar, mas ela garante não ter nenhuma relação com as manifestações a tinta na porta do Rockers.

O proprietário enfim pediu desculpas, também ontem, e explicou que o objetivo das “brincadeiras” não era ofender ninguém. Agradeceu aos clientes que entenderam a "piada" por conheceram a “ideologia” da causa. 

A acadêmica de Ciências Biológicas, Geisseli Alice, de 22 anos, foi a primeira a divulgar a foto da fachada do bar pichada. Ela também afirma que não teve nenhum envolvimento com a depredação. Diz que fotografou depois que uma amiga a avisou. Mesmo assim, declarada feminista, ela defende o ato. “Assim como ele pode se expressar como ele quis, as pessoas também podem se expressar. Eu tentei dialogar com ele em outras postagens que também tiveram apelo preconceituoso”, comenta.

Segundo ela, o que deve ter levado a acusações de racismo e homofobia, são ironias em relação a homossexuais, também atribuidas a Diego. "Ele diz, por exemplo, que quem usa bonés da marca John John beija homens e costuma dizer: Fala baixo comigo que eu não sou suas negas”.

A moça vai longe para dar peso ao que muita gente costuma repetir por ai. "A origem desse comentário vem dos senhores das fazendas, da época da escravidão, que tinham as negras como amantes, e suas esposas brancas costumam dizer isso para afirmar que não sou suas escravas. Isso é continuar a opressão contra o povo que foi escravizado, e isso foi o estopim”.

Brava, ela sentencia: “Frequentava o bar de quarta a sábado, mas vou deixar de ir”.




Pois é Daniel Barbosa, só entende a brincadeira quem tem vocação para ser ignóbil!!
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 13/03/2014 09:39:57
Galera, foi uma brincadeira! Apesar de, neste caso, "machismo" não ser crime como racismo, é necessário habilidade para subtender a ideia: a de valorizar as mulheres nos dizeres, supostos machistas, pelo facebook. Enfim... só não entende a brincadeira quem tem complexo de inferioridade!!
 
Daniel Barbosa em 13/03/2014 00:54:14
Essa retranca, "eu hein", é deboche com a causa das pessoas que protestaram nos muros de tal bar, com a forma de protesto? O intuito é ironizar o fato? Não me parece fruto de um bom trabalho jornalístico.
 
Bárbara de Almeida em 12/03/2014 17:54:58
É... Ortega y Gasset disse "o homem é o homem e sua circunstância", eu diria que a mulher também! rsss
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 12/03/2014 15:22:40
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