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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

22/06/2014 07:25

Barbearia na 14 de Julho mantém o local do mesmo jeito há 50 anos

Anny Malagolini
Cadeiras são as relíquias preservadas pelo barbeiro. Foto: Cleber GellioCadeiras são as relíquias preservadas pelo barbeiro. Foto: Cleber Gellio

Na Rua 14 de Julho, em uma das últimas barbearias da cidade, o “Salão Santista” comemora 50 anos com os mesmos costumes e ainda nas mãos do paraguaio Domingos Roaborando, de 74 anos.

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O piso na barbearia é o sinal da idade do prédio construído na década de 30. O restante dos objetos também vestígios do passado.

O charme fica por conta das três cadeiras de barbeiro, genuínas relíquias. Com o vermelho transformado em laranja pelo tempo, são preservadas por Domingos desde que abriu o salão. “Éramos em três, mas foi caindo o serviço e só restou eu”, explica sobre o motivo de ter mais cadeiras do que barbeiros no local.

As peças vintage por ali não são uma questão de modismo retrô e sim de tradição. “Passam aqui para tirar foto, já perguntaram preço, mas não vendo”, afirma.

Desde os 20 anos, quando ainda morava do outro lado da fronteira com Ponta Porã, ele já exercia o ofício, que foi passado em família.

Ele veio do Paraguai e quando chegou na Capital abriu o ponto, numa época em que o local sequer era asfaltado. “Era como um bairro”, lembra.

A simplicidade do lugar também é marcada pelos clientes. O aposentado Luido Sandim da Silva, de 78 anos, virou amigo. Ele acompanha o barbeiro há 30 anos. “Se eu tiver dinheiro eu corto o cabelo e se eu não tiver eu corto também, criamos uma amizade”, brinca

E mesmo com o número reduzido de clientes, o salão fica aberto de segunda a sábado, a partir das 8 horas. O corte de cabelo custa R 15, 00 e a barba R 10,00.

Simplicidade do local é marcado pela clientela e pelo passado intacto.Simplicidade do local é marcado pela clientela e pelo passado intacto.
O amigo de 30 anos corta o cabelo em uma das cadeiras que já completam 50.O amigo de 30 anos corta o cabelo em uma das cadeiras que já completam 50.



Que bela matéria. Pra começar sempre vi a rua 14 de julho como a "cara de Campo Grande". É a rua que mais gosto e pela qual eu mais transito.
Quanto à barbearia do Sr. Domingos, tenho boas recordações. Ali, no começo dos anos 90 eu aparava sempre minha barba (ainda preta..rss). Não com o Sr. Domingos, mas com o outro colega dele, também paraguaio - o Augusto.
E confesso que o melhor dia na barbearia era na sexta-feira à tardinha. Sempre tinha uma canja de polcas paraguaias, as vezes com direito a harpa.
Bons tempos!
Hoje o meu barbeiro Augusto, luta pela vida, com a saúde debilitada.
Restou o Sr. Domingos.
Que Deus dê a ele e ao Augusto, saúde e vida!
 
Juvenal Coelho em 22/06/2014 14:24:30
Tradicional e genuíno o "seu" Domingo é ainda o velho e conhecido Barbeiro.Instalado ao lado de antigos comércios como a Casa dos Fogões, Casa dos Fazendeiros e o Hotel da Estação a barbearia resiste ao tempo e desde suas cadeiras de ferro e o próprio barbeiro, há muitas historias a contar de peões a "coronéis" clientes de seu Domingo. A barbearia contrasta com o chamado cabeleireiro unissex, coisas que antigamente não existia.Contando a historia de Campo Grande vamos esperar a da semana que vem.
 
Samuel Gomes em 22/06/2014 11:39:03
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