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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

24/05/2014 09:26

Bolinha de gude e brincadeiras de roda voltam a fazer o recreio da garotada

Anny Malagolini
O jogo é a preferência entre os meninos do Educandário Getúlio Vargas.O jogo é a preferência entre os meninos do Educandário Getúlio Vargas.

Eles são lindos mostrando as mãos cheias de bolas de gude. Os meninos se divertem durante o recreio no Educandário Getúlio Vargas, em Campo Grande, mostrando que não há brincadeira sadia que seja substituída ainda nos tempos de hoje, desde que sejam incentivadas.

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As reações das crianças são diversas ao tocarem no que só conheciam de ouvir falar, algumas até engraçadas. Paulo Izaias, de 13 anos, conheceu o jogo em 2009, assim que entrou no Educandário. “Pensei que era decoração de aquário, achei estranho quando soube que dava para brincar com isso”.

O que para o garoto não passada de uma um simples “enfeite”, agora é disputa e até item para coleção. “Acho que eu gosto por isso, não é só jogar, as bolitas são importantes”, comenta.

O estudante Gabriel Borges, de 14 anos, conta que só ouvia comentários entre os mais velhos, antes de aprender a jogar, há 6 anos. “É difícil encontrar alguém que joga fora daqui”, reclama.

Ao lado, João Pedro, é bem menor. Tem 8 anos e já elegeu a brincadeira como a preferida. Ganha até mesmo do futebol e do videogame. Orgulhoso, ele fala que ensinou os amigos da rua de casa a jogar também. “Ninguém conhecia, então ensinei pra poder jogar em casa”.

Assim, a garotada vai saindo do mundo virtual e pisando na terra, lugar ideal para se jogar um dos tipos de bolinha de gude.

Boa ideia - “Brinquei de boneca até casar”, revela Nelly Maksoud, que trabalha no Educandário há mais de 40 anos. Segunda ela, a intenção ao incentivar brincadeiras clássicas, como as cantigas de roda, inclusive, é fazer as crianças "recuperarem a inocência", com atividades simples. Por isso, incentivou os professores para que recuperassem as brincadeiras.

“As crianças de hoje já não são mais crianças, quero resgatar isso. Vejo meninas de 11 anos que se portam como adultas e esquecem da inocência da idade. O mundo já é muito agressivo, as crianças têm é de brincar”, justifica.

Com a antiga construção do Educandário como cenário, as brincadeiras como “corre-cotia”, "esconde-esconde" e outras tradicionais fazem o recreio dos alunos diariamente e trazem à memória um tempo passado. Ali, nem parece que o ano é de 2014, dos tablets e celulares.

 

Alunos se reúnem embaixo das árvores da escola para jogar.Alunos se reúnem embaixo das árvores da escola para jogar.
Brincadeira de rodas das meninas.Brincadeira de rodas das meninas.



Bons tempos, em que a única preocupação que tínhamos era com a bronca de nossas mães, pois ao final da tarde, voltávamos para casa sempre muito sujos e com as roupas encardidas, após brincar, brincar e brincar na rua. Bolinha de gude, futebol de botão, carrinhos de lata ou madeira, "taco", "ximpa", arco e muitos outros brinquedos, que infelizmente, hoje a criançada pouco ou nada conhece.
 
Luis Fernando Ferreira da Silva em 24/05/2014 09:38:10
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