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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

03/07/2014 06:34

Cães inseparáveis fogem juntos e não se desgrudam até na hora da internação

Elverson Cardozo
Tico e Teco já não estão mais juntos, mas viveram uma relação de cumplicidade. (Foto:  Renan Kubota)Tico e Teco já não estão mais juntos, mas viveram uma relação de cumplicidade. (Foto: Renan Kubota)

Hoje Teco já superou a morte de Tico, mas o início foi difícil. Perder o irmão mais querido não estava nos planos do cãozinho, que foi resgatado, junto com ele, na beira de um córrego, durante uma enxurrada em Campo Grande.

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Os dois foram encontrados juntos, enroscados pelos pescoços, e permaneceram assim, carne e unha, até quando deu. Tico e Teco não estão mais juntos, mas o retrato deles está guardado com carinho por protetores e pela ONG Cão Feliz, entidade da qual se tornaram mascotes.

A amizade entre os cães é mesmo algo surpreendente. A fisioterapeuta Sara Marina Santos Espíndola, de 28 anos, sabe bem disso. Ela tem dois labradores, Linda e Peraba, que não se desgrudam por nada.

“Se um vai para o veterinário, o outro fica chorando. É assim na hora de passear também. São muito apegados. Comem e dormem juntos”, diz.

A dupla se dá muito bem. Linda só tem ciumes de Menina, uma Lhasa Apso que entrou para a família há 1 ao e seis meses. “As duas são apaixonadas pelo Peraba”, conta.

Na casa de Sara, Linda, Menina e Pereba vivem juntos. (Foto: Arquivo Pessoal)Na casa de Sara, Linda, Menina e Pereba vivem juntos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Tirando alguns desentendimentos nesse triângulo amoroso, os três são bons amigos. "Convivem super bem. Comem pertinho, ficam juntos no quarto”, conta a tutora.

Na casa do analista de controle de qualidade Sérgio Luiz Gama de Amorim, de 35 anos, a cumplicidade é entre Nina e Lola. Até na hora de fugir, as poodles, irmãs de ninhada, parecem combinar.

Há aproximadamente 6 meses, elas saíram da casa, durante uma distração do dono. Fugiram, mas ficaram juntas, mas não se abandonaram.

Nina e Lola estão, novamente, na casa de Sérgio. (Foto: Arquivo Pessoal)Nina e Lola estão, novamente, na casa de Sérgio. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Aonde uma ia a outra sai atrás. Acharam as duas juntas. A mulher pegou uma e outra começou a correr em volta, cercando”, relata.

A procura durou pouco mais de uma semana, mas a história terminou bem. Nina e Lola estão, de novo, em casa e continuam cúmplices. “Nunca teve brigas. Eles se respeitam muito. Dividem até o prato, que é o momento mais crítico da relação”, diz o dono.

Kiara e Félix, dois vira-latas resgatados pela ONG Cão Feliz, também são assim, mas o amor que um tem pelo outro vai além.

“Quando um tem que ser internado a gente não separa porque senão eles ficam chorando. Um dorme em cima do outro”, conta a presidente-fundadora da entidade Kelly Cristina Macedo, de 52 anos.




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