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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

06/05/2016 06:10

Capelinha surgiu da gratidão e encanta quem visita sítio para tomar um café

Paula Maciulevicius
Simples e encantadora, capelinha ocupa lugar especial no sítio e no coração dos donos. (Fotos: Arquivo Pessoal)Simples e encantadora, capelinha ocupa lugar especial no sítio e no coração dos donos. (Fotos: Arquivo Pessoal)

Quando o sítio que recebeu o nome de Harmonia, no distrito de Rochedinho, foi escolhido para receber a casa e a produção de Anderson e Carlos, a primeira coisa em que pensaram foi na gratidão, por enfim terem encontrado o local perfeito. Como forma de agradecimento, desenharam uma capela que ficaria ali, para sempre, de portas abertas para eles e seus visitantes.

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Construída em 2013, a graciosidade está no simples. E o encanto, vem das mãos de quem chega com um presentinho ao ir tomar um café. "Foi para agradecer o que a gente tinha conquistado, queríamos sair da cidade, ter mais qualidade de vida. Foi um ano pesquisando. Seria uma forma de agradecer que ficaria para sempre", explica o produtor rural Anderson Medeiros, de 39 anos. 

Católicos, ele e Carlos demoraram dois anos para erguer a capela que leva o nome da santa a quem são devotos, Nossa Senhora Aparecida. E só ano passado é que ela foi abençoada pelo padre da igreja de Rochedinho. Mas a porta de duas folhas de madeira, feita a mão por eles, se abre para qualquer coração que tiver fé. 

Sob a iluminação da noite, capelinha está de portas abertas para os corações com fé. Sob a iluminação da noite, capelinha está de portas abertas para os corações com fé.

"Somos bem ecléticos em relação a isso, quem vai visitar o sítio é católico, crente ou tem outra religião, pode ir. Os clientes gostam, se emocionam e às vezes acabam doando alguma coisa para nós", enfatiza Anderson. Com os mais velhos de sua família é que ele aprendeu que o certo é você receber como doação aquilo que vai adornar a capela.

De início, eles até chegaram a comprar alguns artigos religiosos para dar a caracterização necessária. Mas quando a ideia se espalhou, os amigos trataram de se encarregar da missão.

Em breve deve chegar dois castiçais que estão há 50 anos na mesma família, de uma cliente. "É uma forma também das pessoas interagirem, ali é um espaço que não é só nosso", diz Anderson. 

Apesar de ter sido abençoada, a capela de Nossa Senhora Aparecida do sítio não pode realizar alguns ritos da igreja como casamento, por exemplo. Mas acalma corações e traz paz a quem ali para e reza.

Da varanda da casa já se enxerga a capelinha que ao nascer do sol presenteia quem olha lá dentro com a luz vinda dos vitrais do fundo. "Representa para nós uma paz, quando se tem essa parte física, de visualizar, acho que fica mais fácil até acreditar mais", descreve o produtor.

Nos dias em que não está bem, Anderson sai na varanda e desce até a capelinha, onde acende uma vela e reza. O mesmo acontece quando a paz de espírito é tamanha que o coração transborda agradecimento. "É como uma ponte e todo dia e hora que eu tenho que descer para tratar os animais, eu passo por ela. Tem um grande efeito, uma grande paz e não só para a gente, como também para quem vem nos visitar", resume.

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Capelinha não pode sediar casamentos, por exemplo, mas serve de cenário para eventos. Capelinha não pode sediar casamentos, por exemplo, mas serve de cenário para eventos.



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