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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

30/06/2016 06:20

Carro está detonado, mas é tanto assédio que jeito foi exagerar no "não vendo"

Thailla Torres
Mesmo velho e precisando de uma repaginada, o carro faz sucesso e recebe proposta diariamente. (Foto: Thailla Torres)Mesmo velho e precisando de uma repaginada, o carro faz sucesso e recebe proposta diariamente. (Foto: Thailla Torres)

De longe é possível avistar o veículo estacionado na rua, quase uma sucata. Mesmo assim, tem muita gente querendo comprar. De tanto assédio por conta do Ford Landau de 1982, a artesã Juciane Corrêa, de 31 anos, resolveu lotar o carro com o aviso "não vendo", na esperança que parassem de perguntar o preço.

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No entanto, os planos não renderam como o esperado. Mesmo com o exagero de recados, a campainha toca, pelo menos, 3 vezes ao dia, com pessoas implorando e fazendo propostas para levar a relíquia. Mesmo com o desgaste do tempo e a cobertura de poeira, todo mundo que gosta de carros antigos acaba demonstrando interesse. 

E foi justamente assim que o carro acabou virando parte da família. Foi Alexandre Augusto Tutes, marido de Juciane, que resolveu comprar o veículo em 2008 de um amigo que tinha alguns carros antigos. Como ele trabalha o dia todo, ela nos conta a história.

Juciane e a filha Beatriz cuidam juntas da relíquia do papai. (Foto: Thailla Torres)Juciane e a filha Beatriz cuidam juntas da relíquia do papai. (Foto: Thailla Torres)

"Ele é apaixonado por carros antigos, entende, acompanha documentários e sempre quis ter um carro como esse. Quando ele conseguiu comprar, a ideia era reformar. Mas a gente teve um monte de compromissos e ele até hoje não foi para a oficina", diz, lembrando tantas outras histórias que terminam assim.

Quando o marido comprou o Landau, os dois ainda namoravam. Depois veio o investimento na casa própria, o casamento, e há três anos chegou a filha Beatriz. Com tanta coisa para pagar, o sonho de ajeitar o carro foi ficando para trás.

"Tudo tem um gasto, depois que a nossa filha nasceu tivemos outras prioridades e o carro ficava ali estacionado na grama, mas de tanto ficar parado acabou matando o verde, por isso a gente resolveu deixar estacionado ali na frente", justifica. 

E foi aí que começou o interesse das pessoas. Quem passa na rua não perde a oportunidade de fazer uma proposta. Antes dos avisos, o número de gente perguntando era ainda maior.

"Eu não aguentava, toda hora alguém passava e perguntava o preço. Isso porque ele está sem reforma, imagina se tivesse novo? Já veio colecionador, vizinho e até os bêbados do bar passam aqui querendo comprar", diz aos risos. 

E Beatriz se diverte contando que é o carro velho do papai. (Foto: Thailla Torres)E Beatriz se diverte contando que é o "carro velho do papai". (Foto: Thailla Torres)

Imaginando que levar o carro para a oficina fosse um sonho já impossível de realizar, Juciane decidiu que era a hora de vender o carro, perguntou o preço para o marido e começou a dar o telefone dele para as pessoas negociarem.

"Ele jogou um preço alto, mas eu sabia que quem gostasse ia acabar comprando. Mas um dia eu percebi que ele nunca comentava sobre alguma negociação. Quando resolvi olhar o celular. descobri que ele não respondia a nenhuma proposta", revela.

Foi aí que ela percebeu que vender a relíquia nunca esteve nos planos do esposo e hoje ela batalha para que um dia possam juntos fazer a reforma. "Eu queria muito que ele se realizasse andando com o carro no fim de semana. Se tudo der certo, e a gente conseguir reformar, quero até, quem sabe, alugar para festas e casamentos", diz encantada. 

Mas antes, é a família que vai aplaudir em pé a conquista do pai. A filha Beatriz, aos 3 anos fica toda animada quando a mãe abre a porta do carro. "Esse é o carro velho da papai", diz a pequena. "Ainda quero que esse seja o veículo que faça parte dos 15 anos e, quem sabe, até o do casamento dela", diz a mãe otimista. 

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Restaurei um Landau. Se conselho fosse bom a gente vendia mas, posso dizer que é melhor vender e comprar um pronto, por uns R$ 50.000,00 a R$ 70.000,00. Sai barato, levando em conta a trabalheira e o dinheiro gasto, comprar pronto. Para um restaurador é negócio mas, para particular, o melhor é comprar pronto.
 
Lisandro Calir Biacchi Adames em 30/06/2016 13:48:41
Já que não querem vender, deviam tira-lo da rua e colocar numa garagem coberta, assim não vira criadouro do mosquito da dengue.
 
wild em 30/06/2016 11:20:46
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