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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

27/09/2016 07:07

Casais passam horas montando quebra-cabeça, mas criam regras para não dar briga

Naiane Mesquita
Raquel e Ademar montam quebra-cabeças desde 2007 (Foto: Naiane Mesquita)Raquel e Ademar montam quebra-cabeças desde 2007 (Foto: Naiane Mesquita)

Ademar jura que tem uma metodologia para montar o quebra-cabeça. Separa por cor, formato, tipo, enfim, tudo que for possível. Obcecado por terminar o serviço, ele já “traiu” a mulher Raquel e continuou juntando as peças mesmo sem a presença dela. Quase deu briga. Por isso, uma nova regra foi criada, só vale brincar junto.

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“Eu sou muito metódico. Gosto de separar tudo certo antes de começar”, explica Ademar Farias, 31 anos. Na lista do casal tem quebra-cabeça de até cinco mil peças. “A primeira vez que montamos um quebra cabeça foi em 2007, um pequeno. Depois compramos um de mil peças e demos de presente para o meu pai”, relembra Raquel Alvarenga, 38 anos.

Há 11 anos juntos, os dois explicam que gostam de fazer quase tudo juntos, desde pintar e rebocar parede até montar quebra-cabeça. “Nunca brigamos, mas o Ademar é bem metódico e ele fica focado em terminar. Eu já sou mais calma, gosto de viver o momento, ir montando devagar. Ele tenta montar sem mim, mas eu acho quase uma traição. Igual ver série sem a pessoa”, brinca Raquel.

Os dois recentemente terminaram um de 5 mil peças. "Não deu para emoldurar, a gente ia colar, mas nem tinha espaço. Então eu desmontei, mas separei certinho, cataloguei, para não ter jeito de perder", explica. 

 

Casais passam horas montando quebra-cabeça, mas criam regras para não dar briga
Casais passam horas montando quebra-cabeça, mas criam regras para não dar briga

O hobby de Raquel e Ademar não é tão incomum entre os casais. Tem gente que briga feio, outros só dão risada e tem aqueles que viram na brincadeira uma forma de aliviar a solidão e a saudade de casa. Foi o caso da fotógrafa e jornalista Daniela Araújo, 35 anos, e o bancário Jean Jorge da Silva Araújo, 36 anos.

O casal começou a montar quebra-cabeça depois do nascimento da filha. “A gente morou um tempo em Curitiba. A minha família quanto a dele é de Campo Grande e a gente tinha uma filha bebezinha, de 7 meses. Não tinha para onde ir, ficar andando, saindo de casa naquele frio e para se ocupar, decidimos montar o quebra-cabeça”, afirma Daniela.

Como Jean viajava muito, Daniela separava com antecedência as peças que eles usariam para montar. “Era algo em família e que a gente gostava muito de fazer juntos”, conta.
Segundo a jornalista, só teve uma vez que a brincadeira quase deu briga. “Ele disse para eu esperar ele chegar para separar as peças. Eu decidi ir adiantando, comecei a mexer e o cachorro comeu a peça. Montamos, mas ficou faltando um pedaço”, ri.




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