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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

14/01/2014 06:22

Casamentos de noivos “modernos” têm até máquina de cartão para colaborações

Elverson Cardozo
Gravata de Rafael tinha 1,5 metro e pedaço poderia ser pago no cartão. (Foto: Renan Kubota)Gravata de Rafael tinha 1,5 metro e pedaço poderia ser pago no cartão. (Foto: Renan Kubota)

Lua de mel patrocinada, dinheiro como presente e contribuição da gravata no cartão de crédito. Esses são apenas alguns exemplos das estratégias dos noivos “modernos”, que deixaram os padrões de lado, sem se importar com as regras de etiqueta, afinal, para alguns, não é “crime” esquecer recomendações tradicionais, mesmo as básicas.

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No casamento do bancário Rafael Bruno Ribeiro, de 28 anos, e da enfermeira Kelen Clagnam da Silva Ribeiro, 25, os convidados não tiveram saída na hora de passar a grana. A gravata para arrecadar dinheiro, encomendada pelo noivo, tinha 1,5 metro de tecido para ser cortado e o pagamento pelo “pedaço” poderia ser feito no cartão. Quem cedeu a maquininha foi um amigo, dono de uma boutique.

O convidado que, na abordagem, soltasse o “estou sem dinheiro” logo era convidado a escolher a função de débito ou crédito. A venda virou piada, mas todo mundo levou esportiva e brincadeira, no final, rendeu mais R$ 500,00 na conta dos noivos, além dos 1,5 mil pagos à vista, em espécie.

Com os R$ 2 mil Rafael e Kelen vão terminar de mobiliar a casa. A ideia de levar a máquina para o salão foi do noivo, que viu isso em outra festa. “Achei interessante. O pessoal também gostou. É uma maneira nova, divertida, de arrecadar, mas procurei não constranger porque tem gente que não pode ajudar”, disse.

Lua de Mel patrocinada – A “vaquinha” se estende além do salão. Dona de uma operadora de turismo em Campo Grande, Rosimeire Gonçalves Rocha, de 38 anos, está investimento em uma novidade. A empresária trabalha, desde o ano passado, com o sistema de cotas para viagens patrocinadas.

É a nova modalidade de “presente” que está sendo adotada pelos noivos. Funciona assim: o casal escolhe o destino, transporte, estadia, define um valor e o montante é divido, pela própria agência, entre padrinhos e parentes.

Noivo emprestou máquina de um amigo comerciante. (Foto: Renan Kubota)Noivo emprestou máquina de um amigo comerciante. (Foto: Renan Kubota)

Ela cita como exemplo os noivos que vão casar em março e já contrataram os serviços. Eles vão viajar para Natal, João Pessoal e São Paulo. O custo total da Lua de Mel, que inclui passagens aéreas, locação de veículos e diárias em hotel 4 estrelas, chega a R$ 5,5 mil, aproximadamente.

Como a lista de “padrinhos contribuintes”, no caso deles, tem 30 nomes, cada um deveria, em tese, pagar cerca de R$ 183,00, mas, para que o pedido não fique deselegante, eles serão convidados a contribuir com as contas pré-estabelecidas a partir de R$ 80,00. Só com a contribuição mínima, quase 50% da viagem já estará garantida.

Rosimeire não vê qualquer problema em incluir a “vaquinha” no planejamento de uma festa, ao contrário. Na avaliação dela, isso virou tendência. “Acho ótimo porque, às vezes, você ganha presente e nem usa. A viagem não. Você escolheu o destino, decidiu para onde quer ir e pode usufruir da forma que quiser”.

Cautela no pedido - O consultor e cerimonialista Gil Saldanha, de 25 anos, recomenda cautela. Mesmo nos casos onde o dinheiro é visto como “condição”, existem maneiras mais polidas de pedir a contribuição. Dinheiro no lugar de presente é, na avaliação dele, “muito errado”, mas, caso os noivos queiram, o ideal é que eles façam o pedido pessoalmente, ainda assim a iniciativa deve partir do convidado.

“Eles podem procurar os noivos, pais ou cerimonial, que vai avisar sobre o que eles querem receber”, explicou. Mesma regra se aplica às cotas para viagens. “O presente tem que partir de quem quer presentear. Não pode ser algo estipulado ou uma condição para ser padrinho”, orienta.

O corte da gravata é polêmico, sentenciou. Trata-se de uma tradição antiga, condenada, porém, por qualquer fonte de estudo, de etiqueta ou curso. Mas existem os noivos que insistem no momento.

Apesar de não indicada, é “tradição”, neste caso, deve ser encarada como uma grande brincadeira. O casal deve tomar cuidado para não magoar. “Tem que ser organizado desta forma. O dinheiro é consequência”, disse, ao comentar que já viu arrecadações com maquininha de cartão, porquinho e até vaquinha.




Acho muito chato este tipo de coisa. Quem quer e pode contribuir certamente o fará. Particularmente acho brega pra caramba, constrangedor, mas cada um faça conforme entender.
 
Renata Freitas em 14/01/2014 22:38:02
Infelizmente existem pessoas mau humoradas, que apela para crítica e que não conseguem enxergar a intenção e a alegria de uma festa de casamento. Aqueles que nunca viram ou participaram "que atirem a primeira pedra." Acredito que nunca deixará de acontecer essa antiga 'caixinha/vaquinha'. Além de ser divertido, ao invés de constrangedor como muitos acham, os convidados nunca serão forçados e/ou obrigados a desembolsar R$ nada. Só será percebido, sem má intenção, pelo próprio dono da gravata que verá que voce tá quebrado no momento ou sem intenção de ajudar o casal no 45 do segundo tempo, só isso. O resto é muita diversão, azaração, comilança, fotos e drinks. Relaxa!!! A cabeça só vai doer noutro dia!!!
 
marco moraes em 14/01/2014 17:28:01
Temos que providenciar roupas, sapatos, salão de beleza, presentes e ainda mais essa?!!!! Deselegante ao extremo!
 
Izabel Costa Franco em 14/01/2014 17:11:10
TOP TOP TOP TOPISSIMO......................
 
THIAGO OCAMPOS em 14/01/2014 16:42:20
Sinceramente, ficaria muito constrangido se, estando em uma festa de casamento como convidado,passasse por uma situação deselegante dessa.
 
LUIZ CARLOS em 14/01/2014 14:52:38
ACHEI MUITO LEGAL A IDEIA MINHA IRMÃ CASOU E O PRESENTE ERA EM DINHEIRO, COMO ELA JÁ TINHA A CASA QUASE MOBILHADA SÓ PRECISAVA DE UMA GELADEIRA, ELA FÉS UM COFRE NO FORMATO DE UMA GELADEIRA E OS CONVIDADOS IAM CHEGANDO E DEPOSITANDO O DINHEIRO, E TODOS ADORARAM A IDEIA.
 
ILZA ALVES em 14/01/2014 14:51:14
Que coisa mais nonsense. Como diria a jornalista Sandra Annemberg, "que deselegante".

 
Paulo Cunha em 14/01/2014 14:22:25
Total falta de etiqueta; extremamente deselegante. Isso só traz constrangimento aos convidados pegos de surpresa. E outra, também acho que é inadequado lista de presentes para convidados que não sejam padrinhos. Se há outras prioridades, seja lua de mel ou mobília da nova casa, faça uma cerimônia mais simples.
 
Danilo Aquino em 14/01/2014 14:13:08
Pelo jeitao das figuras e vestimenta, deve ser casamento de Evangelicos.
Neste quesito (arrecadar dinheiro), eles são especialistas.
 
Reinaldo Sandim em 14/01/2014 14:10:00
Achei ótima ideia vou usar no meu casamento.........
 
jociel crespim em 14/01/2014 13:46:36
Além de modernos é uma ideia de espertos, mas vale tudo. No final vira tudo brincadeiras.
 
GENEROSA GONÇALVES FERNANDES em 14/01/2014 12:35:26
Não achei a ideia legal não, a tradição de vender a gravata é valida pro pessoal que já tá meio alto e tem uma graninha na carteira, mas máquina de cartão acho que já é demais, então presente é opcional né?
 
maximiliano nahas em 14/01/2014 09:56:36
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