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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

31/05/2014 07:35

Colombiano deixa esposa, emprego e pede dinheiro na rua para ver jogo no Brasil

Elverson Cardozo e Cleber Gellio
Lado B encontrou colombiano na Avenida Afonso Pena. (Foto: Cleber Gellio)Lado B encontrou colombiano na Avenida Afonso Pena. (Foto: Cleber Gellio)

O recado, sem acentuação correta, foi escrito com caneta azul, em cima de um pedaço de papelão e com a ajuda de um tradutor instalado no celular. O texto diz o seguinte, literalmente: “Olá eu sou colombiano Preciso de ajuda para viajar graças” (sic).

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A mensagem, compreensível, apesar dos erros, é de autoria de Vyilmar Stick, um rapaz de 27 anos, que está de passagem por Campo Grande, mas tem como destino a cidade Belo Horizonte, mais precisamente o estádio Minerão, onde, no dia 15, às 13h (meio dia em Mato Grosso do Sul), os times da Colômbia e da Grécia estreiam na Copa do Mundo.

Para por o plano em prática e ver o time do coração jogando no mundial, Stick diz que abandonou o emprego de chef de cozinha em um restaurante de Bogotá e deixou, inclusive, a esposa que, garante, entendeu a paixão pelo futebol e a decisão de viajar praticamente sem recurso.

Ele saiu com apenas R$ 1,8 mil e, na rua, pedindo para desconhecidos, vai conseguindo se manter. Na Capital, o jovem afirma que está hospedado em uma pensão e paga R$ 20,00 por pernoite, mesmo valor que tem gastado com alimentação.

A viagem, feita de ônibus, relata, começou no dia 15 de maio. Vyilmar chegou ao Brasil 10 dias depois, no último domingo (25). No Facebook, em sua página pessoal, onde se apresenta como Stick Acosta Guevara, o colombiano postou uma foto na divisa com a Bolívia, em Corumbá, a 419 quilômetros da Capital.

Recebeu mensagens de apoio: “irmão, você é grande campeão. (…) Tome cuidado e Deus te abençõe”, escreveu Maurício Sánchez. “Aproveite e cuidado. Um abraço”, registrou Beatriz Helena Hernandez Vargas.

Stick na fronteira da Bolívia com o Brasil. (Foto: Reprodução/Facebook)Stick na fronteira da Bolívia com o Brasil. (Foto: Reprodução/Facebook)

Na manhã desta sexta-feira, a equipe do Lado B o encontrou na Avenida Afonso Pena, na calçada da Fiems (Federação das Induístrias de Mato Grosso do Sul).

De chapéu preto e branco, óculos estilo aviador com armação dourada, camisa com estampa do Rio de Janeiro, calça jeans, tênis e uma pequena bolsa tiracolo, o turista torcedor, bastante extrovertido, faz a abordagem a motorista e pedestres, sempre segurando uma bandeira da Colômbia, nas cores amarelo, azul e vermelho.

“Quero participar do mundial no Brasil e ver pelo menos uma partida da Colômbia. Isso me basta, explica, em “portunhol”. Paulo Nantes resolveu contribuir. Tirou da carteira R$ 2,00 e deu ao viajante a quem, depois, elogiou. “Acho muito legal a iniciativa dele e o mais bacana é que ele é muito alegre. Parece com nós, brasileiros”.

Placa foi escrita com ajuda de um tradutor. (Foto: Cleber Gellio)Placa foi escrita com ajuda de um tradutor. (Foto: Cleber Gellio)



Como que as pessoas as vezes colocam a sua vida em risco por uma coisa banal, esse rapaz deixou tudo pra trás por causa de um time de futebol que nem sabem que ele existe, e o que é pior, ele nem sabe se vai conseguir chegar em BH onde é o jogo. Porque não se arriscar por uma coisa benéfica e aproveitável na vida como os estudos e aperfeiçoamento profissional.
 
Marcos Wild em 31/05/2014 20:16:21
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