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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

18/11/2016 06:15

Com doações e mutirão de 2 meses, irmãos dividem altar em casamento triplo

Thailla Torres
Casamento tripo deu certo e rendeu uma festa emocionante aos irmãos que selaram a união no mesmo dia. (Foto: Reginaldo Almeida)Casamento tripo deu certo e rendeu uma festa emocionante aos irmãos que selaram a união no mesmo dia. (Foto: Reginaldo Almeida)

Se todo casamento tivesse a alegria dessa família, histórias como a dos irmãos Diego, Alessandra e Wanessa iam servir de inspiração todos os dias. Juntos, os três viveram um momento emocionante quando decidiram subir ao altar de uma vez só. Dos preparativos ao momento do sim, o que não faltou foi coração apertado para quem chegou a acreditar que esse momento não daria certo.

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O casamento dos sonhos já era esperado pelos três, mas a ideia de fazer tudo no mesmo dia veio da cunhada, Geysa Rodrigues da Costa, de 33 anos, esposa de Diego. Sentada com os pais do noivo e as cunhadas, em uma reunião de família, surgiu o plano audacioso.

"Estava na igreja pedindo a Deus para saber como eu poderia iniciar o casamento. Meu coração sempre queria muito. Quando eu cheguei aqui, a Alessandra perguntou quando eu ia casar e disse que seria já em novembro. Foi aí que eu resolvi perguntar porque a gente não casava todo mundo junto", sugeriu.

De início, a ideia veio como um susto e as irmãs de Diego chegaram a questionar se dividir um momento tão importante daria certo. "No começo todo mundo ficou meio assim. Elas um pouco receosas, mas foi o primeiro passo que a gente deu", descreve Geysa.

No dia 12 de novembro veio o momento do sim. (Foto: Reginaldo Almeida)No dia 12 de novembro veio o momento do sim. (Foto: Reginaldo Almeida)

A primeira dificuldade foi o investimento financeiro. Com pouco dinheiro, as irmãs pensaram até em desistir da data. "Era  muito gasto e a gente não tinha de onde tirar. Sinceramente, pensamos em desistir", lembra a Alessandra Nunes de Matos, de 37 anos.

Sem muito tempo, o jeito foi se unir diante da correria para que tudo saísse como esperado e dentro de um orçamento enxuto. "Foram só dois meses na correria. Até nisso teve alguns momentos que a gente se preocupou para não dar nenhuma briga. Mesmo quando uma pensava uma coisa e a outra vinha com uma ideia diferente", lembra Geysa.

Foram justamente os detalhes em tão pouco tempo que tornaram o casamento diferente. As noivas contaram com a ajuda de amigos e parentes, que fizeram um trabalho formiguinha para tornar o momento especial.

Com pouco dinheiro no bolso, teve tia que presenteou as noivas com os buquês. Outros deram de presente o dinheiro para comprar bebidas. Teve gente que pagou o salão de beleza e até parente que fez questão de contribuir fazendo as lembrancinhas.

"Foi um casamento colaborativo, graças à família. Aqui todo mundo é unido e eles entraram no sonho com a gente. Foi um pouquinho daqui e outro dali, até que a gente viu que estava tudo pronto", lembra Wanessa Nunes de Matos, de 33 anos.

Quando os noivos acharam que todo mundo já havia ajudado demais, a família apareceu com mais uma surpresa. "Fizeram um chá de panela pra gente. Foi uma festa maravilhosa, eu fico arrepiada só de lembrar. Eles falaram que íamos ensaiar um flash back, mas quando chegamos no lugar tinham fotos nossos e anunciaram que era nosso chá de panela. Até nisso teve apoio da família", comemora Alessandra.

Emoção e alegria definem o dia tão sonhado pelas noivas. (Foto: Reginaldo Almeida)Emoção e alegria definem o dia tão sonhado pelas noivas. (Foto: Reginaldo Almeida)

Depois de fechar quem faria o cerimonial, definir a data na igreja e o buffet, faltou detalhes importantes como os vestidos e as alianças. Na busca pela economia, as noivas resolveram arriscar mais uma vez, quase de olhos fechados, compraram tudo pela internet no site Ali Express‎, mesmo com o medo de dar errado. "Era o mais barato que a gente encontrou. Então decidimos comprar tudo pela internet. Mas ficamos com medo, do vestido não chegar ou de ter uma surpresa desagradável com o modelo", conta Geysa.

Para o desespero coletivo, quem pediu primeiro recebeu o vestido faltando pouco tempo para o casamento. "Eu fui a primeira a pedir e o meu foi o último a chegar. Eu já estava desesperada. Até carta a gente fez pedindo pelo amor de Deus, para enviarem o vestido, porque essa data era muito importante pra gente", descreve Alessandra.

Por sorte, tudo chegou a tempo e as noivas conseguiram até bordar cada um deles. 

Às vésperas da cerimônia, pasmem, ainda tinha muita coisa para trás. Aliança que não tinha sido entregue, padrinho que nem sequer tinha conseguido terno e gravata. Noivos naquela calma de fazer qualquer noiva ficar de cabelo em pé... Mesmo assim, as 3 deram as mãos e decidiram pelo tudo ou nada. "A gente já tinha ido até ali, deu um desespero, uma ansiedade, mas era tudo que a gente queria. Tinha que ir em frente", lembra Alessandra.

No dia 12 de novembro veio o momento do sim. "Foi uma sensação emocionante. Até difícil de descrever. Depois de tudo que a gente havia feito, vimos a realização de um sonho. Cada um tinha um sonho diferente com o casamento e graças a união da nossa família, a gente conseguiu fazer isso juntos", diz Alessandra. 

Na família, emoção e expectativa para os próximos anos de comemoração. "A gente já está pensando na próxima festa dos 5 anos de casados. Vamos comemorar juntos. Porque a gente conseguiu reunir amor e simplicidade em um dia tão importante, mesmo diante do medo. Acho que fizemos certo em dar o primeiro passo. Se voltássemos atrás, faríamos tudo de novo", declara Geysa com apoio dos três irmãos.




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