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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

29/10/2013 06:07

Com exposição nas redes sociais, tendência é closet lotado e roupas encalhadas

Anny Malagolini
A publicitária assume que usa apenas 1/3 do que tem no closet (Foto: João Garrigó)A publicitária assume que usa apenas 1/3 do que tem no closet (Foto: João Garrigó)

A frase clássica da mulherada “eu não tenho roupa”, na maioria das vezes não se confirma nos armários, que vivem lotados, cada vez com mais peças encostadas. Hoje em dia então, são tantas fotos na balada, em casamentos, que a exposição no Facebook e do Instangram deixa a mulherada louca diante do desafio de não sair na foto de hoje com a cara da semana passada.

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A publicitária Lara Miranda, de 25 anos, assume: “Devo usar só 1/3 das peças que tenho”. O closet vive cheio e hoje ela soma cerca de 150 roupas. “Sempre levo roupa pra doação, senão acho que ia ter mais”, afirma.

A frequência de compras é mensal, todo mês precisa ter alguma coisa nova lá, não importa se é sapato, bolsa ou alguma blusinha. Mas já teve época de comprar toda semana. Entre peças que nunca foram usadas e compradas no impulso, ela arranjou uma solução. “Determinei o prazo de 6 meses e se eu não usar, passo adiante”.

Ela explica que há uma lógica para comprar, dividida em dois estilos. As peças básicas serão usadas no "dia-a-dia", e roupas que "chamam atenção" ficam para ocasiões especiais. "Sempre falo que me apaixono por algumas roupas, não importa se ela tá escondida ou esquecida em alguma arara, vou lá e levo", conta.

 

Vestido de festa é descartado por Letícia, mesmo com pouco uso (Foto: João Garrigó)Vestido de festa é descartado por Letícia, mesmo com pouco uso (Foto: João Garrigó)

Aos 18 anos, a estudante Letícia Assis coleciona em seu closet cerca de 300 peças, a maioria vestidos e roupas para usar na balada. Mas o que usa com frequência não chega a ser metade do que tem guardado e confessa que não gosta de repetir. “Não dá pra usar sempre, a roupa fica marcada, então, eu deixo no fundo do armário e acabo esquecendo lá”, admite.

Roupas de grife, ou que tem preço um pouco mais salgado, também valem. Então, as peças básicas, costumam fazer parte do que a estudante usa diariamente por não chamar a atenção. “Costumo comprar roupas mais caras para festas e eventos, e essas não da pra repetir, então acabo usando apenas uma vez”.

Ela conta que quando chega a hora de fazer uma “limpa” e renovar o que tem no closet, as roupas também são doadas, seja em instituições e até mesmo para primas. “Sempre dou, nunca vendi, pagam muito pouco, prefiro fazer caridade”, afirma.

Um destino vantajoso para as roupas sem uso do Closet é o brechó. Dolly Batista, proprietária da “Doka brechó” explica que vender as roupas usadas é uma maneira de ganhar dinheiro, mas é ilusão acreditar que vai recuperar o que foi gasto na compra.

As roupas, segunda ela, são avaliadas conforme o modelo se está na moda ou não, o tecido, acabamento e qualidade do tecido. Após analisar estes critérios, ela sugere um valor. “Não podemos pagar muito, senão não compensar revender, fica caro, e a ideia do brechó não é está”. Um exemplo da avaliação de Dolly é um vestido do estilista Arthur Callinam, que custou R$ 1,2 mil e foi comprado por ela para a loja por R$ 200,00,

Algumas vezes a etiqueta de grife garante um retorno melhor à dona original. A avaliação da peça até sobe, comenta Bruna Fernandes, proprietária da “Brecharia”, mas o dinheiro não aparece na hora. “Quando a peça é muito cara, faço uma consignação de produtos”, explica.

Como vender quase não compensa, a melhor saída mesmo é evitar o impulso, economizar e investir em algo que não tenha como ficar na gaveta ganhando mofo, como uma viagem.

Sem repetir roupa, Letícia esconde no armário vestidos de festa (Foto: João Garrigó)Sem repetir roupa, Letícia esconde no armário vestidos de festa (Foto: João Garrigó)



Pessoal sem problema. Tudo bem! Calma! Só me fala onde posso pegar as roupas. Eu aceito todas e repito.
 
Francisca Mesquita em 29/10/2013 16:55:36
É uma reportagem que permite conhecer um mundo APENAS imaginado para a maioria das pessoas. Closet? 200 peças? 300 peças? A moda é, nesta reportagem apresentada como algo para quem tem muito.Tanto que algumas instituições nos comentários até se habilitaram a ficar com o descarte de quem tem muito; não que se deva envergonhar de ter muito ou um pouco mais que algumas outras pessoas, pois vivemos numa economia capitalista e as diferenças fazem parte natural do processo.Mas a meu ver a reportagem errou o foco e por isso os comentários da Simony Oliveira expressam a falta de conhecimento técnico sobre o assunto a que se propôs a matéria.
 
Eneida Ribeiro em 29/10/2013 16:38:17
Gatas, a vida está lá fora. Com roupa legal ou não, o seu interior é que vale muito mais.
 
Paulo Miranda em 29/10/2013 16:28:59
Quanta futilidade em uma matéria só!! Não 'posso' repetir roupa. Tem argumento mais imbecil? Até a Kate Middleton repete, hahahhahah... Essas meninas não tem mães?
 
Alessandra Pereira em 29/10/2013 13:01:09
Quanta F U T I L I D A D E !
 
Ana Carolina Borges em 29/10/2013 12:55:27
Na boa? Acho a maior besteira essa coisa de "não posso repetir roupa"! Não pode por quê? Mata? Arranca pedaço? Machuca? Não!
A maioria das mulheres "não pode" porque as outras mulheres vão reconhecer a mesma roupa em eventos diferentes, vão falar, vão comentar, vão apontar... Quanta bobagem!
Não dou a mínima para isso, até porque, não é a roupa que faz a personalidade de alguém.
Não faço questão de ter inúmeras peças diferentes, da última moda, caras ou de marca. Faço sim, questão de me vestir de forma que faça com que eu me sinta bem, me sinta à vontade, confortável, até por quê, existem outras maneiras de gastar o dinheiro que ganho e outras prioridades.
Ah, e se eu chegar em algum lugar e tiver uma mulher com a roupa igual à minha, levo na esportiva, e ainda a chamo para "cantarmos"!
 
Mériele Oliveira em 29/10/2013 12:37:52
Rapaz, meu marido precisa ver essa matéria para beijar meus pés!! Fomos ontem ao shopping comprar roupa (pq lá tem ar condicionado e vários lojas juntas, mas roupas da nossa filhinha compro nos "brimos"), gastei 400 reais em roupas, tipo, antes dessa idade ao shopping, a última vez que comprei alguma coisa foi em abril!! Não entendo esse consumismo, sério mesmo...precisamos de tanto para viver?
 
Aline Vilela em 29/10/2013 12:32:53
A tendência não é ter closet lotado e roupas encalhadas e sim ter peças funcionais que podem compor os mais variados looks. Ter um guarda roupa abarrotado muitas vezes não garantem um bom estilo. Estar antenada na moda não é comprar tudo que aparece na TV, nas passarelas e nas revistas, isso é consumismo. Estar na moda é fazer escolhas certas de roupas que nos façam sentir bem, tem que haver um discernimento para não se tornar um escravo da Moda e do consumo.
 
Simony Oliveira em 29/10/2013 11:45:46
Se vocês tiverem interesse em doar para nossa entidade que é o Centro de Integração da Criança e do Adolescente - CICA (3387-9627) é só ligar que vamos buscar. A entidade atende a 180 crianças, adolescente e suas famílias e na medida do possível faz campanha para arrecadar roupas para estar repassando a essas famílias.
 
Entidade CICA em 29/10/2013 08:22:50
Lara Miranda e Letícia Assis, não deixem suas roupas mofando nos closets de vocês, pode fazer um pacote e nos enviar, pois aqui temos muitas pessoas que precisam dessas roupas. Juntem as vossas e demais pessoas digo, amigas de vocês que tem as mesmas oportunidades de comprar muitas roupas e deêm esse destino a elas. Beijos!!!!
 
MARIA APARECIDA DE SOUZA em 29/10/2013 08:08:33
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