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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

12/07/2015 08:31

Com fusca vermelho e estiloso, pai repassa paixão por carros a filho ainda bebê

Naiane Mesquita
Alexandre resolveu comprar um fusca para Théo como herança sentimental para o filho (foto: Fernando Antunes)Alexandre resolveu comprar um fusca para Théo como herança sentimental para o filho (foto: Fernando Antunes)

Estacionado na garagem de casa, o fusca vermelho, estilo californiano do ano de 1964 chama a atenção de qualquer apaixonado por carro. Com uma pintura impecável e rodas que refletem a imagem do proprietário, o automóvel é cobiçado por muitos, mas ninguém tira de Théo.

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Com apenas dez meses de vida, o pequeno campo-grandense faz questão de dar algumas voltas no possante, sempre acompanhado do pai, o empresário Alexandre Calazans, 45 anos.

A tradição é de família. Foi Alexandre, inspirado pelo amor por carros que herdou do pai, que em dois meses antes do pequeno nascer resolveu viajar até o sul do país em busca do veículo.

“Eu sempre tive essa fantasia, queria deixar de lembrança uma coisa legal para o meu filho. Hoje, um fusca assim, nessas condições é muito difícil de ser encontrado. O dono sempre oferecia, mas na hora de vender ele recuava. Ele era apaixonado pelo carro, até a noiva dele chegou à cerimônia de casamento dentro do fusca”, explica Alexandre.

Se depender de Théo, o fusca já está aprovado (foto: Fernando Antunes)Se depender de Théo, o fusca já está aprovado (foto: Fernando Antunes)

O estilo californiano do veículo foi inspirado na época de ouro do porsche 356, que ficou famoso nas mãos do ator James Dean.

Todo mundo queria ter o porsche, mas como era caro, o jeito foi adaptar o fusca. Colocar grades no farol e mudar outros pontos. Esse fusca tem esse visual e por isso é tão especial”, afirma o atual tutor do veículo.

Para o pai de Théo, não há preço que pague o investimento do presente para o filho.

“Já me ofereceram R$ 25 mil pelo carro e eu paguei menos da metade desse valor. Eu até evito sair com ele na rua porque não quero nem ouvir as propostas. O carro é do Théo e jamais vou vender. É uma forma de lá na frente, quando eu for saudade, o meu filho olhar o fusca e lembrar que foi o pai dele quem deu, que eu comprei pensando nele”, diz.

A esperança é que o loirinho se apaixone pelo carro com o tempo, assim como Alexandre aprendeu a gostar de automóveis por influência do pai, o também empresário Ercílio.

“Meu pai diz que se tivesse tido a ideia na época faria a mesma coisa comigo. Ele ficou muito feliz com o presente. Eu sei que corre o risco do Théo crescer e não gostar de carros, mas eu acho difícil. Se ele resolver vender, eu compro dele”, brinca.

Desde os primeiros meses, Théo participa dos encontros da Confraria (Foto: arquivo pessoal)Desde os primeiros meses, Théo participa dos encontros da Confraria (Foto: arquivo pessoal)

Apesar do medo de Alexandre, é meio improvável que Théo não goste do fusca. Com menos de 1 aninho, ele adora brincar no veículo, deu a primeira volta no Dia das Mães e já participa dos encontros da Confraria dos Amantes de Fuscas e Derivados.

“Esses dias fizemos uma exposição nos portões abertos da Base Aérea. O Théo adorou. Ele fica rindo para o carro, brincando com o reflexo no pneu. O legal é que na confraria muitos filhos de proprietários vão aos encontros, gostam de carros. É o que me dá esperança”, ri, Alexandre.




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