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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

04/04/2013 07:29

Com tanta propaganda contra, por que há uma geração de novos fumantes?

Anny Malagolini
Juliano e Luan (esqueda para direita), na nova geração de fumantes.Juliano e Luan (esqueda para direita), na nova geração de fumantes.

Nem a “diabolização” do cigarro impede a criação de uma nova geração de fumantes. Todo mundo critica, dá lição de moral, a propaganda é contra, as fotos nos maços são de gente morrendo, mas nenhum marketing ou pressão contra a nicotina é o suficiente. Sempre tem uma turma de 17, 18 anos, fumando em rodinhas por aí.

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A velha história de começar a fumar para entrar em um grupo ou parecer bacana, ainda se repete. “Queria saber a sensação e todo mundo fumava”, admite o músico Eric Till. Ele conta que aos 19 anos chegou a fumar dois maços de cigarros por dia. Depois da “overdose de nicotina”, nunca mais conseguiu se livrar do hábito. Mas agora, jura: só fuma socialmente, também para economizar.

Além da saúde abalada pelos excessos do fumo, os gastos com o cigarro comprometeram planos. “Com o dinheiro gasto em cigarros poderia financiar um carro ou comprar qualquer outra coisa útil”, diz.

Um cálculo rápido comprova. Eram mais de R$ 300,00 por mês, contabilizando um maço barato, de R$ 5,00. Já a prestação do carro pode sair por R$ 320,00, com uma entrada gorda.

Para a nova geração de fumantes. Não adianta nem apelo de mãe. “Meu pais descobriram, ficaram tristes e pediram para eu parar, mas comprava com o meu dinheiro e quis continuar. Se a pessoa quer fumar, que fume, não precisa de toda essa campanha”, reclama Eric.

A “bituca” de cigarro do pai foi o primeiro “trago” na vida de Bruno Bianchi, aos 14 anos de idade. Mesmo com broncas após o episódio, ele começou a fumar. Mais de sete anos depois, o vício ainda não é explicito diante a mãe. “Ela não gosta do cheiro, então não fumo perto dela. Posso até estar com o cigarro acesso, mas na frente dela não dou nenhuma tragada”.

Para ele, as maiores chatices por fumar estão na balada. “O fumante também tem de ser respeitado. Por isso deveria haver algumas regras para esses locais, como lugar para sentar, cinzeiro. Mas tudo em um espaço organizado e aconchegante ou algum carimbo ou algo do tipo, para que a pessoa possa sair, fumar o cigarro, e voltar à balada e continuar curtindo a noite”, sugere.

Bruno lembra que nunca passou por nenhuma situação constrangedora por causa do cigarro, porque aprendeu com a mãe que sempre tem alguém que se incomoda com o cheiro. Por isso, acha ideal os “fumódromos”, em bares e boates.

Parar de fumar é uma ideia que pouco assombra o rapaz, que compara o vício ao churrasco. “Acho que tudo que a gente gosta tem um lado ruim, até o churrasco do fim de semana”.

Fumante há três anos, a universitária Ana Vitória sente o preconceito por conta do vício até no convívio familiar. O preconceito começa pelo histórico, a mãe e uma tia de Ana são ex-fumantes.

Ela acredita que por ser mulher e jovem "sempre fazem cara feia". Aos 19 anos, conta também que certa vez estava perto de um bar, por volta das 23 horas e, ao passar com filho pediu à criança para não olhar para Ana, que estava com o cigarro na mão. O fato de não poder fumar em qualquer local incomoda, "por ser discriminatório".

Pior é que o risco de morrer também não impressiona, pelo menos aos amigos Luan Araujo Moraes, de 22 anos e Juliano Souza, de 24 anos.

Ainda criança, aos 12 anos, Luan começou a fumar por influência dos amigos. Nem a morte da mãe, vítima de câncer de esôfago, causado pelo cigarro, fez com que ele mudasse de ideia. Em 10 anos, Luan conta que já parou por dois meses. Segundo ele, “foi um período sacrificante”, tomado de mau humor.

Já Juliano é enfático, não liga para qualquer censura: “comecei porque quis”. O rapaz teve curiosidade, foi lá e comprou, isso aos 16 anos. Parar? Não está nos seus planos, apesar do cigarro já ter comprometido algumas oportunidades de emprego. “Na entrevista, se você responde que é fumante já encerram por ali mesmo”.




O pior não são os fumantes: o pior são os viciados em cocaína e outros, estão morrendo todo dia e aumentando a clientela brutalmente.
 
Olices Trelha em 04/04/2013 19:33:29
Sou fumante, respeito as pessoas ao meu redor, pois eu que sou fumante não gosto do cheiro do cigarro imagine quem não fuma, agora, toda essa história de que quem fuma é burro e isso ou aquilo, me poupe né, faço mal pra minha saúde, respeito os lugares que não se pode fumar, respeito as pessoas ao meu redor, pago imposto, compro com meu dinheiro, qual o problema em eu ser fumante??
Hoje as pessoas querem muito cuidar da vida dos outros, antes de apontar 1 dedo para algué, perceba que tem 3 dedos apontados a ti mesmo.
Essa "Onda" de policamente correto tá acabando com tudo, não pode isso, não faz aquilo, como se os "não fumantes" não cometessem atos erroneos contra a própria saúde ou pior contra outras pessoas!!!
 
Marcio Brunholi em 04/04/2013 19:32:45
ENQUANTO TIVER ARTISTAS DA GLOBO FUMANDO E FAZENDO APOLOGIA AS DROGAS NADA MUDARÁ!!
 
Paulenir de Barros em 04/04/2013 18:09:33
Acho que deveria ser criado fumódromos , distante pelo menos 35 km dos centros urbanos.
 
juraci montanha em 04/04/2013 17:17:11
Porque o brasileiro só se incomoda quando afeta o bolso; é uma droga de fácil acesso. Se o preço do cigarro fosse 100 reais, duvido que seria assim
 
Candido da Costa Silva em 04/04/2013 16:21:58
Nesse caso não dá para ser "suave". Quem fuma é burro e pronto. Sobretudo quem começa agora com o vício. Eu acredito que essas pessoas não deveriam ter direito ao SUS, pois oneram em muito o custo dos serviços. Seguros e planos de saúde deveriam ser mais caros para essas pessoas tb. Penso que o governo deveria tomar medidas no sentido de proibir a inserção "glamurosa" do cigarro em filmes, permitindo apenas aquele onde os personagens fumantes sofressem as consequências de seu vício.
 
Eduardo Figueiredo em 04/04/2013 16:05:01
já diz o velho ditado.. antigamente era bonito fumar e feio dar a bunda, hoje é bonito dar a bunda e feio fumar.. sinal dos tempos!
 
JOÃO PEREIRA em 04/04/2013 11:29:17
parem de fumar, fumei por 37 anos e só parei porque perdi um irmão com 53 anos de
idade, causa mortis infarto do miocárdio provocado pelo tabagismo. A gente acha que
o cigarro só faz mal aos outros e não para si próprio. Acabou minha tosse, subaco de cobra
na boca nunca mais, durmo melhor, os alimentos são mais saborosos, não engordei
pois não combati a abstinencia da nicotina com doce e sim com muita água. Nos primeiros
90 dias foi terrivel mas venci a batalha. Já fazem 01 ano e 08 meses. Ainda sonho com
esta praga chamada cigarro, mas acho que não volto mais a fumar.
 
regis potter em 04/04/2013 10:35:41
E olha o comentário feito pelo rapaz, "O fumante também tem que ser respeitado", fumo é um vício, assim como drogas e bebidas, entre outras coisas, você deve respeitar o vício sim e trata-lo, não respeitar do jeito que os "viciados" querem, com regalias de lugares reservados para eles, isso é um absurdo, tenha consciência que fumar é um vício, e é vício sim, pq bonito não é, cheiroso não é, estiloso piorou, sexy só se for no presídio, barato não é, ou seja é um vício e na minha opinião até pior do que as drogas ilícitas pq o cigarro é liberado tranquilamente pelo governo que ganha na mamata seus altos impostos. Triste isso. Procurem tratamento e vão viver uma vida saudável, usar um bom perfume, ter um bom paladar, sentir-se bem e fazer outros sentirem-se bem perto de vocês.
 
Ricardo Almeida em 04/04/2013 10:09:14
Realmente vimos pelos comentários da reportagem que a ignorância do próprio ser humano é que acaba com o próprio ser humano, a falta de opinião própria, as cabeças não pensantes, enfim são tantas as razões que mostram o quão ruim é fumar mas ainda assim as pessoas insistem nesse mal, e na minha opinião, não tem desculpas, meu pai é fumante, minha mãe foi fumante, meu pai está com câncer no esôfago e minha mãe morreu de câncer no pulmão, mas morreu agora depois de grande, mas não é pq eles fumavam que eu comecei a fumar. Detesto cigarro, seu fedor podre e insuportável, penso que as pessoas que fumam poderiam pelo menos ter um pouco de senso de ridículo e se colocarem nos seus lugares. Já que estão acabando com suas próprias vidas, que acabem somente com elas e respeitem as nossas.
 
Ricardo Almeida em 04/04/2013 10:00:42
Tenho verdadeiro horror ao cigarro, mas convivo com vários fumantes. Já cansei de brigar e acabo me afastando dos amigos cada vez que acendem o maledeto. Fumar não só faz mal à saúde, como também ao meio ambiente. A quantidade de agrotóxico usada em uma plantação de tabaco é absurda, a queima de madeira(desmatamento/ diminuição de flora e fauna) para secar as folhas para o preparo do cigarro e a forma que as indústrias tratam os plantadores do tabaco é desumana. O documentário "Fumando espero" http://www.fumandoespero.com.br/ aborda o tema de forma inteligente, sem fazer reles apologias. Já perdi um grande amigo de câncer causado pelo cigarro e vi o seu sofrimento, e sempre vou insistir aos fumantes/dependentes que o cheiro da vida sem o cheiro do cigarro é bem mais gostosa.
 
Luciana Centeno em 04/04/2013 09:21:19
Ao ler esses comentários o que mais me entriga é a ignorância dessas pessoas no sentido de quem paga os males causados pelo cigarro somos nós,pois se gastam milhões com esses imbecís quando ficam doentes.
 
marco antonio em 04/04/2013 09:08:33
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