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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

01/11/2015 07:12

Como casal imperial japonês é intocável, flores vão dar o recado da comunidade

Adriano Fernandes
A decoração remete as flores de Sakura, cerejeira que floresce por 15 dias, uma vez ao ano no Japão.(Foto: Marcos Ermínio) A decoração remete as flores de Sakura, cerejeira que floresce por 15 dias, uma vez ao ano no Japão.(Foto: Marcos Ermínio)

Amanhã o príncipe Akishino e a princesa Kiko do Japão vão passar por Campo Grande, cumprindo o roteiro da visita ao Brasil. Na Capital, a recepção será no Clube de Campo da Associação Esportiva e Cultural Nipo-Brasileira, que, desde já, é preparada para a recepção ao casal.

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O contato com o público será breve, de no máximo duas horas, mas sem qualquer interação, conforme regras que destoam bastante da informalidade que já é costume para o brasileiro. Mesmo com imposições, como não poder puxar conversa com os príncipes e nem sequer fazer uma selfie,  a organização do evento decidiu fazer com que a realeza se sinta em casa. As flores de cerejeira, feitas em papel de seda, vão dar o recado de respeito e emoção diante da presença dos dois por aqui. 

Todo o trabalho é voluntário, realizado pela colônia japonesa em Campo Grande, uma das maiores comunidades nipônicas do País. E o serviço não é pouco.

 

Dona Alice foi quem fez a manutenção das cerca de 10 mil flores decorativas de Sakura.(Foto:Adriano Fernandes)Dona Alice foi quem fez a manutenção das cerca de 10 mil flores decorativas de Sakura.(Foto:Adriano Fernandes)

A decoração tem como referência a técnica milenar do Origami e é fruto do trabalho paciente de dona Alice Haruco Arakaki, de 75 anos. Os varais com cerca de dez mil flores decorativas foram produzidos por ela e distribuídas pelo espaço de aproximadamente 450 metros quadrados. 

Mas muita coisa mudou até quando o assunto é preservar a tradição. “Antigamente, eu cortava cada flor manualmente, com tesoura. Mas hoje em dia, há gráficas que fazem esse tipo de recorte. Meu único trabalho foi montar o varal”, explica dona Alice.

O resultado é o visual delicado das flores de Sakura, espécie de cerejeira japonesa, que floresce apenas 15 dias por ano.

Durante três dias dona Alice se dedicou ao trabalho artesanal. “O Sakura é, para os japoneses, o que o ipê representa para os sul-mato-grossenses. Reproduzir esse ambiente, é uma forma de fazer com que o príncipe e a princesa enxerguem que mesmo aqui, nossa cultura não está esquecida. É muito gratificante pra mim”, comenta.

 

Yoshiko, é uma das voluntárias na montagem da decoração do ambiente.(Foto:Marcos Ermínio)Yoshiko, é uma das voluntárias na montagem da decoração do ambiente.(Foto:Marcos Ermínio)

Para compor a decoração do salão, que fica na saída para Três Lagoas, os adereços serão dispostos junto a um tecido especial branco. “A ideia é mesclar o branco do tecido, com o rosa das flores e formar um ambiente simples, mais delicado”, diz a decoradora Yoshiko Kikushi Porfirio. Ela também é uma das voluntárias, nos preparativos da recepção do casal imperial.

Para Yoshiko, a vinda do príncipe e da princesa do Japão é uma oportunidade rara. “Aqui estarão reunidos representantes da comunidade japonesa, de todo o Estado. É nossa obrigação recepcioná-los bem”,  acrescenta.

O príncipe e a princesa estarão nesta segunda, a partir das 14h30, no Clube de Campo da Associação Esportiva e Cultura Nipo-Brasileira. A previsão é de que no mínimo mil pessoas compareçam ao evento.




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