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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

27/02/2016 07:12

Conduzida pelo pai e padrasto até o altar, noiva diz que respeito uniu a família

Naiane Mesquita
Natassha caminhando ao altar com os dois pais a conduzindo, o padrasto Daniel e o pai, João (Foto: Marcus Moriyama)Natassha caminhando ao altar com os dois pais a conduzindo, o padrasto Daniel e o pai, João (Foto: Marcus Moriyama)

Quando tudo estava pronto para o casamento, a noiva Natassha Pinheiro Garcia Ayres, 23 anos, percebeu que o arranjo de flores para o cabelo havia desaparecido. O corre-corre foi inevitável, enquanto alguns tentavam encontrar o objeto, o padrasto da jovem, Daniel Fernandes se dispos a bater de floricultura em floricultra procurando algo que pudesse deixar a noiva ainda mais bonita.

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“O Daniel é uma pessoa maravilhosa. Sempre nos demos bem, tanto que ele sempre me ajuda, ajudou em tudo do casamento, desde arrastar cadeira até a achar a flor para o meu cabelo. Era 16 horas e ele estava atrás de uma floricultura que estivesse aberta em Anastácio”, relembra a noiva.

Esse cuidado de Daniel é apenas uma prova do tamanho do amor que os dois dividem desde os cinco anos de Natassha. O carinho sem medidas que a noiva sempre recebeu a fez ter certeza que no grande dia, ela queria ter os dois pais ao seu lado.

O abraço emocionado no pai (Foto: Marcus Moriyama)O abraço emocionado no pai (Foto: Marcus Moriyama)
O beijo na noiva sob o olhar dos pais dela, Daniel e João  (Foto: Marcus Moriyama)O beijo na noiva sob o olhar dos pais dela, Daniel e João (Foto: Marcus Moriyama)

“Quando contei a minha mãe sobre o casamento, a primeira coisa que ela pensou era como iríamos incluir a minha madrasta e o meu padrasto na cerimônia. Eu sempre imaginei ele do meu lado, era algo que eu pensei na hora e escondi de todo mundo até poucos segundos antes do momento”, explica.

A surpresa foi para todos. Daniel até havia ficado chateado por não poder entrar com a mãe da noiva. “Na hora, eu falei que sabia que ele estava triste por não entrar com ela, mas que o motivo dessa mudança era que ele tinha que me levar até o altar. Na hora, achei que ele ficou meio chocado, meio aéreo. O Daniel não esperava”, ri.

Tudo tinha sido combinado previamente com o pai de Natassha, João Garcia, que também a levou até o altar. “O Daniel é uma pessoa maravilhosa, meu pai e ele sempre se deram bem, até porque não tem como não gostar dele. Ele sempre foi um pai para mim, um grande amigo, que me auxilou muito. Entrou na nossa vida quando nossa família estava formada, eu, minha mãe e meu irmão mais velho. Ele sempre foi muito paciente conosco”, relembra.

O arranjo de flores que Daniel buscou em cima da hora, delicado como todo o casamento  (Foto: Marcus Moriyama)O arranjo de flores que Daniel buscou em cima da hora, delicado como todo o casamento (Foto: Marcus Moriyama)

Com cada pai em um braço e um arranjo de flor nos cabelos, Natassha encontrou o então noivo Frederico Ayres, 27 anos. A história dos dois, digna de um filme, fez todo o sentido ao lado da família da noiva, que aprendeu com respeito a amar sem barreiras. “Na nossa família sempre teve o respeito acima de tudo. Hoje em dia é o que falta. Temos um sentimento de amor ao próximo que supera o orgulho e o ciúmes. Sempre fomos uma família estranha”, brinca Natassha, para em seguida explicar. “Sou filha de um caso extraconjugal e nunca fui maltratada pela minha madrasta ou os meus irmãos. Ela me cuidou como se fosse filha dela, o respeito e o amor vem a frente de tudo. Cresci em um lar ameno”, define, emocionada.

Talvez por isso seja tão natural para Natassha amar. Ainda estudante de odontologia, ela conheceu o noivo em agosto do ano passado e em menos de um ano subiu ao altar com ele. “É uma história engraçada. Em agosto do ano passado nos conhecemos. Resolvemos casar em outubro e em dezembro fizemos um noivado. Em fevereiro nos casamos”, resume.

Apesar de nascerem em Aquidauana, terem amigos em comum e frequentarem a mesma universidade, Natassha e Fred nunca tinham se encontrado. “Foi um casal de amigos que nos apresentou. Eles nos acharam parecidos”. Da paixão à primeira vista, até o casamento e por fim, a partida para São Paulo. “Nem tivemos lua-de-mel. Dormimos e acordamos com a mudança pronta para São Paulo. O Fred vai fazer residência em medicina aqui e eu transferi a minha faculdade. Minha vida mudou completamente em 1 ano”.

No altar, toda a família reunida  (Foto: Marcus Moriyama)No altar, toda a família reunida (Foto: Marcus Moriyama)



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