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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

24/08/2013 07:11

Córrego transbordando, feira na rua e trem na cidade: as paisagens que sumiram

Paula Maciulevicius
Na Dom Aquino, no tempo em que os 'camelôs' ocupavam a rua. O ano é 1982 e ao fundo, a loja Arapuã, hoje onde está a Americanas. (Foto: Roberto Higa)Na Dom Aquino, no tempo em que os 'camelôs' ocupavam a rua. O ano é 1982 e ao fundo, a loja Arapuã, hoje onde está a Americanas. (Foto: Roberto Higa)

Quem hoje imagina que a principal avenida de Campo Grande já abrigou uma favela? Quem não se lembra dos circos, exposições e parques que sempre ocupavam a avenida Mato Grosso? E as enchentes que inundavam a cidade com as águas dos córregos?

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E o que dizer da feira central na saudosa época em que se comia sobá e espetinho nos bancos de madeira na rua? Os lugares que desapareceram da paisagem de Campo Grande trazem à memória cenas em preto e branco e algumas já nos primeiros filmes em colorido. Época em que os flashes do mestre Roberto Higa registraram uma história da Cidade Morena que não volta mais. Se perderam nos capítulos que hoje compõem os 114 anos da Capital.

Em 73, o córrego Segredo trazia à favela da Afonso Pena os transtornos da enchente. Ao fundo, Horto Florestal e ao lado a Vila Sargento Amaral. Em 73, o córrego Segredo trazia à favela da Afonso Pena os transtornos da enchente. Ao fundo, Horto Florestal e ao lado a Vila Sargento Amaral.

As fotos são tiradas do Facebook de Higa. Um convite a quem quer voltar no tempo. As originais, escaneadas, estão guardadas para o primeiro livro a ser publicado ainda este ano.

De um acervo de 250 mil imagens, 210 vão contar a história de uma Campo Grande ainda Mato Grosso e depois Mato Grosso do Sul.

Sobre o passado e o presente da cidade, Higa alerta "a gente lembra como fatos históricos. Daí vão contando, contando, até virar mentira", brinca. 

Feira Livre ainda na rua Abrão Julio Rahe. Registro de 1990. Quando se comia no banco e via a sujeira passando embaixo. Feira Livre ainda na rua Abrão Julio Rahe. Registro de 1990. Quando se comia no banco e via a sujeira passando embaixo.

E uma das cenas mais nostálgicas talvez seja os trilhos do trem que foram retirados na cidade. Quem não se lembra do apito que anunciava o maquinário se aproximando? O trem cortava ou era ele próprio o que hoje é avenida Noroeste. 

Cruzava a rua do Mangue, passava pelo pontilhão da Antônio Maria Coelho e era paralela à Duque de Caxias. 

Pontilhão da rua Antônio Maria Coelho. Na pista ainda paralelepípedos. Acima, o trem passando, em 1981.Pontilhão da rua Antônio Maria Coelho. Na pista ainda paralelepípedos. Acima, o trem passando, em 1981.

Mas outra coisa que vem à memória e sumiu de Campo Grande foi o Parque Imperial, localizado até o final da década de 80 na avenida Afonso Pena, próximo à antiga rodoviária.

Lá reza a lenda, que nunca se confirmou, que uma criança morreu depois de ser picada por uma cobra em um brinquedo. Se é verdade, o Lado B não achou, até agora, ninguém pra confirmar.

O comerciante Naul Lara, 50 anos, era vizinho do parque. Tem as lembranças de levar as filhas para brincar e também das vendas de tintas para a manutenção dos brinquedos.

“Era uma das principais atrações da cidade. A rodoviária e o parque. É sim, naquela época não tinha shopping menina”, reforça.

O também comerciante Carlos Antônio da Costa, de 34 anos, passou parte da infância nos brinquedos e lembra até hoje de como era o passado. “Um tempo bom, eu tiro por mim, porque tinha onde brincar. Hoje em dia eu falo para o meu filho isso, o parque é uma das coisas que não acontece mais hoje”.

 

Terreno onde no passado os brinquedos traziam alegria à cidade. Hoje, onde o Parque Imperial tinha roda gigante, só mato e abandono. Mais um dos lugares que sumiram de Campo Grande. (Foto: João Garrigó)Terreno onde no passado os brinquedos traziam alegria à cidade. Hoje, onde o Parque Imperial tinha roda gigante, só mato e abandono. Mais um dos lugares que sumiram de Campo Grande. (Foto: João Garrigó)



Nascida e criada na rua do Mangue lembro com saudades do trem. Passei a infância viajando para São Paulo pela Noroeste, era tão bom como é tudo quando a gente é criança! Campo Grande de aniversário e despertando memórias...
 
Beth Saltão em 24/08/2013 22:24:33
PARABENS CIDADE MORENA, BELA E BEM ARBORIZADA, ESPERO Q NOSSOS GOVERNANTES CONTINUEM INVESTINDO ALTO EM NOSSA CAPITAL, PARA QUE CONTINUE SENDO SEMPRE ACOLHEDOURA DE TODO O POVO SUL MATOGROSSNSE BEM COMO DOS QUE A VISITAM
 
WILSON RIBEIRO LOPES em 24/08/2013 19:10:50
Lembro-me que na época os feriantes não queriam sair da rua Abrão Julio Rahe, e hoje eles dão graças a Deus por não estarem mais lá, e o Trem, quantas vezes perdi compromissos ou chegava atrasado porque o trem fechava as ruas do centro da cidade, e quando um ambulância estava levando um paciente acidentado para a Santa Casa e ficava parada esperando o trem passar, bela iniciativa de quem os tirou do centro.
 
Marcos Wild em 24/08/2013 18:07:43
Eu ia muito no MATINE no cine ALHAMBRA, ACAPULTO e RIALTO.

Morava na rua 14 de julho no fundo da GARAPARIA CARIRI, ladeado pela sorveteria TORINO e salão CAIACO

BOM TEMPO

NEI SALVIANO
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NEI SALVIANO em 24/08/2013 17:36:02
Não contra o progresso mas apelo pro bom senso.......Afinal rebaixaram Campo Grande às cidades sem rede de FERROVIAS...Como SP, RJ amanhã a Capital terá novamente seus transportes coletivos necessários e inteligentes....A "nova" feira já "rendeu" muito e agora já será "reformada"R$s, R$s e R$s...
 
OSWALDO RODRIGUES em 24/08/2013 15:11:47
Como a Marisa citou, onde era as Lojas Arapuã, hoje está o Magazine Avenida, não as Lojas Americanas que fica no meio da quadra e é mais antiga que as duas lojas citadas.
 
Mário Katayama em 24/08/2013 15:04:08
parabéns minha terra amada , sou seu filho , feliz por fazer parte de sua historia
 
antonio silva em 24/08/2013 13:52:26
É triste assistir uma cidade tão jovem perdendo a sua memória e destruindo o que resta das coisas boas que o passado da cidade nos presenteou, como cine Alambra, cine Acapulco, Cine Jalisco, Cine Santa Helena, Cine Estrela, Sorveteria Torino, Bar Bambú, Gato que Ri, a Prefeitura e Câmara na Afonso Pena esquina com a Calógeras, Lanchonete Karícia na treze com a quinze, o bar pilequinho na quinze com a Pedro celestino, o bar rakitut's na treze de junho com a afonso pena, se lembram disso. o bar do paulão na maracajú com a treze de junho, o restaurante e pizzaria ângelus na pedro celestino com a maracajú, a casa baiana na josé antonio com a mato grosso, pizzaria dom marchitto na dom aquino, boate túnel, restaurante williamns na padre joão crippa prox. afonso pena, lanchonete topo giggio..
 
Julio Cesar diniz em 24/08/2013 13:14:05
COMO CAMPO GRANDE SERIA BEM DIFERENTE SE CONSERVASSEM O TREM PASSANDO POR DENTRO DA CIDADE, PRA NÃO ATRAPALHAR O TRANSITO
AS PASSAGENS DE NIVEIS SERIAM POR VIADUTOS, MAS JÁ FOI.
E PRA MATAR SALDADES DA FEIRONE É SÓ IR NA FERA DO GUANANDI QUE É IGUAL.
 
DIVINO RIBEIRO em 24/08/2013 09:02:02
É muito estralho, ontem a noite mesmo eu estava na Afonso Pena esq.
com a treze e comentando com meu marido,quantas vez comemos
lanches ali no canteiro central da avenida.
Ao mesmo tempo em que olhamos para traz com saudades,a realidade
de hoje é 100% melhor.
Parabéns Campo Grande por mais um aniversário.
 
VERA LUCIA em 24/08/2013 08:18:17
Trabalhei nas Lojas Arapuã e me lembro desta loja onde hoje fica a Magazine Avenida.
 
Marisa Aluchna em 24/08/2013 07:35:11
Naquela época reclamava a Deus, o porque do tempo não passava rápido? Queria me libertar dos pais, sair, beber, farrear... Hoje, gostaria de voltar atrás e não posso. Como era feliz e não sabia. O tempo passa, as coisas mudam...
 
Luciano Correia em 24/08/2013 07:24:18
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