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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

24/03/2015 06:34

Costureira aceita desafio e busca doações para enviar 800 uniformes à Africa

Elverson Cardozo
Edna vai ter trabalho, mas diz que nada paga o sorriso de uma criança. (Foto: Alcides Neto)Edna vai ter trabalho, mas diz que nada paga o sorriso de uma criança. (Foto: Alcides Neto)

A costureira Edna Gonçalves Caixeta, de 35 anos, ficou encantada quando, há um ano, conheceu projeto de ajuda humanitária à África. Há pelo menos duas décadas, um casal de amigos campo-grandenses se mudou para o continente e, por lá, ajuda a manter três escolas, duas em Moçambique, nas cidades de Chimoio e Dondo, e uma em Malawi, numa região chamada Chigumula.

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Eles, que fundaram os colégios, oferecem alimentação, materiais básicos para os estudos e, entre outras coisas, uniformes. Sabendo da necessidade, Edna se dispôs a ajudar e encarou o desafio de produzir 1,6 mil peças até o dia 15 de maio, que é quando a dupla vem à Campo Grande para uma visita.

No total, são 800 uniformes, que serão enviados a cerca de 750 crianças, com idade entre 2 e 12 anos, que estudam nesses colégios e são atendidos pelo projeto batizado de “Kukula Pabodzé - Growing Together”. Cada aluno vai receber uma camiseta e uma bermuda.

No Natal do ano passado, a costureira conseguiu confeccionar e enviar 50 conjuntos. Deu trabalho, mas o sorriso estampado no rosto das crianças, visto em fotos, pagou todo o esforço.

“É muito bom saber que, mesmo com poucos recursos, você consegue fazer algo pelas pessoas. Eu fico feliz”, diz.

Agora, o desafio é maior e exige, além de tempo e disposição, dinheiro e material para produzir. Fazendo as contas, Edna precisa de 160 quilos de malha para dar conta da encomenda.

Exemplo de camiseta pronta, ainda sem a estampa. (Foto: Alcides Neto)Exemplo de camiseta pronta, ainda sem a estampa. (Foto: Alcides Neto)

No início, logo que aceitou a empreitada, ela até pensou em vender duas máquinas que tem, mas, antes de meter os pés pelas mãos, achou melhor pedir ajuda e recorreu a uma amiga, a Juíza do Trabalho Déa Marisa Brandão Cubel Yuele, que já faz campanha com conhecidos.

Algumas pessoas já colaboraram, mas, como a divulgação começou há pouco tempo, ainda falta muito para conseguir o material.

Quem tiver interesse em ajudar deve comprar no mínimo um quilo de malha verde cana ou verde bandeira na loja Duarte Malhas, que fica na Rua Rui Barbosa, 2397. O pedido deve ser feito com a vendedora Vanessa.

A escolha da loja foi, segundo ela, por uma questão de padronização do produto e das cores. O uniforme tem os dois tons, que são divididos entre a camiseta e a bermuda.

A entrega deve ser feita no espaço de confecção onde ela trabalha, que fica na Rua 14 de Julho, 3488. A costureira também aceita doações em dinheiro porque vai precisar terceirizar os serviço de serigrafia e, além disso, pretende contratar um equipe para finalizar tudo em tempo hábil. O contato pode ser feito pelo celular (67) 9150-3779.

Até maio, os dias serão mais puxados para Edna. A volta para casa vai atrasar, mas isso, ela garante, não tem importância. “É por uma boa causa. Essas crianças estão sonhando com esses uniformes”, afirma.

Primeira remessa de uniformes atendeu apenas 50 crianças na África. (Foto: Divulgação)Primeira remessa de uniformes atendeu apenas 50 crianças na África. (Foto: Divulgação)



Acho legal e bonito a atitude. Só não consigo entender, por que não ajudar primeiro as pessoas da própria cidade, depois do estado, depois do próprio país e aí sim depois de outro continente. Será que está tudo legal por aqui? Mas parabéns pela atitude.
 
Antonio em 24/03/2015 15:53:01
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