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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

22/08/2015 12:59

De fusca estiloso a carro de 1923, encontro das antigas vai até este domingo

Naiane Mesquita
Ernesto Galette, 63 anos, saiu de Ivinhema com o fusca só para participar do encontro (Foto: Marcos Ermínio)Ernesto Galette, 63 anos, saiu de Ivinhema com o fusca só para participar do encontro (Foto: Marcos Ermínio)

Tem para todos os gostos. Kombis da década de 70, fuscas charmosos e coloridos e até um ford de 1923. No 14º Encontro de Veículos Antigos mais de 100 automóveis fazem a cabeça dos apaixonados pelas máquinas, que não se importam de vir de outras cidades e Estados só para expor as relíquias nos altos da Afonso Pena, em Campo Grande. O evento começou hoje e segue até amanhã, das 8h às 18 horas, na Cidade da Solidariedade, antiga Cidade do Natal.

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Promovido pelo CCVAP (Clube dos Colecionadores de Veículos Antigos Pantanal), o encontro é realizado pela segunda vez no endereço, apesar do ponto mais tradicional de exposição ser na base aérea.

“Queremos que esse encontro se torne parte do calendário oficial da cidade e que seja realizado aqui, que é um espaço super legal. Em 2011 fizemos nos altos da Avenida afonso Pena e conseguimos reunir 150 mil pessoas nos dois dias. Esperamos mais este ano”, afirma Henrique Torres, um dos organizadores do encontro.

Nesta edição há carros da década de 20 até os anos 90, de todos os estilos e marcas, incluindo os importados. “São cerca de 150 expositores de várias cidades, Estado inteiro. A associação é filiada a FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos) e nós fizemos um trabalho de ir em todas as cidades que tinham clubes, associações, conhecer esses colecionadores. Chegou um cegonha fechado de Dourados, outro de Nova Esperança (PR), Presidente Prudente (SP), Ivinhema, Ponta Porã e Parapuã (SP). Nosso encontro é um dos maiores do País”, comemora.

O modelo mais antigo é o Ford T de 1923, que ainda funciona na manivelaO modelo mais antigo é o Ford T de 1923, que ainda funciona na manivela

Entre os que percorreram alguns quilômetros está o professor aposentado Ernesto Galette, 63 anos. Dono de um fusca verde estiloso de 1972, ele conta que a paixão pelo veículo surgiu na juventude. “Eram os nossos primeiros carros. Eu comecei com um jipe, depois fui para o fusca, tive uma kombi e parei em uma camionete”, explica.

O professor faz questão de dizer que nem mesmo a tecnologia o faz desistir de manter o fusquinha na ativa. “Eu gosto de viajar com ele. Se der algum problema eu sei onde arrumar. Esses carros de hoje você nem sabe o que aconteceu, nem por onde começar”, critica.

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Quem também tem um fusca, mas acabou na estrada foi o corumbaense Antônio Celso de Mello, 52 anos. “Eu ia trazer ele. Um fusca de 1972, só que deu problema e ficou para a reforma. Mesmo assim eu vim prestigiar os outros colecionadores”, diz.

Entre as relíquias, ainda há um Ford T de 1923, bicicletas antigas e uma feirinha que vende de artigos de decoração, como selos antigos da Coca-Cola até sons automotivos da década de 70.

“Somos da Associação de Antiguidades de Mato Grosso do Sul, sempre fazemos nossa venda na praça, hoje estamos aqui com o pessoal do carro, então são artigos mais de automóveis. Tem um galão de gasolina que é do exército, mas eu não sei o ano, e um barco original japonês a pilha da década de 60”, afirma o expositor, Erich Pontes.




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