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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

13/07/2014 11:29

Desanimados, alemães que moram na Capital vão assistir jogo em casa

Elverson Cardozo
Aurélio Hermes vai acompanhar o duelo longe de casa, no Paraná. (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)Aurélio Hermes vai acompanhar o duelo longe de casa, no Paraná. (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)

Descendentes de alemães que moram em Campo Grande não parecem tão animados para o jogo contra a Argentina, que acontece neste domingo (13), às 15h (horário de Mato Grosso do Sul), no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.

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Como no CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Tropeiros da Carência, local onde eles costumam se reunir, não vai ter nada (porque foi alugado para outro evento), a maioria vai assistir à partida da final em casa.

É o caso do empresário Aldo Lothar, que nasceu no Brasil, no Rio Grande do Sul, mas mora em Mato Grosso do Sul há mais de 20 anos. “Vou ver em casa mesmo, porque às vezes pego alguma serviço para fazer aqui”, conta.

Proprietário de uma confeitaria artesanal, tipicamente alemã, Aldo e a esposa vão acompanhar a seleção do coração comendo cuca, bolacha e tomando chimarrão, hábito que adquiriram no sul. “Vamos misturar as tradições”, diz.

O palpite do empresário é 4 para a Alemanha e 2 para Argentina. “Eu ia dar um, mas pode acontecer algum pênalti. Sabe como é, né? A Argentina joga bem, melhor que o Brasil”.

Ao contrário de Aldo, o empresário Aurélio Hermes Vandressen, de 26 anos, vai acompanhar o duelo longe de casa, em Maringá, no Paraná, junto com aproximadamente 40 pessoas da família, todos descendentes de alemães.

O grupo, conta, escolheu a cuca de banana e a morcilla, embutido de carne recheado com sangue, para degustar na hora do jogo. O palpite de Aurélio é 2 a 0 para a Alemanha. “Acho que o pessoal é calculista, técnico e muito respeitoso”, elogia.

Celso durante o jogo da Alemanha contra o Brasil. (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)Celso durante o jogo da Alemanha contra o Brasil. (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)

Aldo e Aurélio estão esperançosos. Já o produtor rural Celso Brixner, de 44 anos, também descendente de alemães, não está nada empolgado. “Acho que a Alemanha vai perder, infelizmente. Eles vem guardando alguns trunfos na mala. O treinador deles é muito esperto”, afirma.

A seleção argentina, prossegue, “é malandra”. “Acho que vai dar 2 a 1 para Argentina”, chuta. Celso não está na cidade. Foi para uma fazenda em Corguinho, a 88 quilômetros da Capital, e é de la que vai assistir, sozinho, à partida, comendo chucrute, conserva de repolho fermentada, e joelho de porco.

Lori Martinoto, 66 anos, só vai poder acompanhar a disputa, espera, no segundo tempo. “Sou guia de turismo do City Tour e marcaram um roteiro para às 13h para terminar às 15h”. Se der tempo, ainda consegue pegar o final.

Mas Lori, apesar de ter um pé na Alemanha, vai vibrar é pela Argentina. “América do Sul. Nosso chão. Não podemos torcer contra o nosso patrimônio”, afirmou, palpitando 2 a 1 para os hermanos.




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