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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

14/09/2015 08:15

Dos sonhos que emagrecer faz realizar: entrar em macacão e andar num Stok Car

Liziane Berrocal
Ao lado de Ricardo Mauricio.Ao lado de Ricardo Mauricio.

Eu sou uma apaixonada por automobilismo, louca, alucinada mesmo. E quando soube que a Stock Car estaria de volta a Campo Grande, depois de longos quatro anos, meu coração, sem trocadilhos, acelerou.

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Em janeiro, quando fiz a cirurgia, tinha a meta de ir na corrida de Curitiba (PR) em 18 de outubro, já que a etapa daqui não aconteceria. Claro, que eu queria ir menos gorda, e fiz mais esforço para isso. Mas tudo se antecipou em um mês e aconteceu melhor que eu imaginava.

Em 2010, eu ganhei uma volta rápida em uma promoção, mas não foi possível eu ir, até porque pelo peso e tamanho, não caberia no carro, nem em nada.

Na quarta, tudo começou, minha primeira corrida com meu amor Josiel e eu já não sentiria vergonha (sim, eu também sinto isso) de expor a figura na Medina ou melhor, nas pistas. Várias coisas aconteceram, coisas boas e até algumas ruins. Não pude curtir com ele, cheguei a pensar em desistir, mas nos caminhos da vida surgem os amigos, como o Luis Grizotti, que é responsável pelo sistema de rádios do automobilismo, que me segurou na emoção e me levou a conhecer pessoas geniais que fazem parte dos bastidores da maior categoria de automobilismo do Brasil.

Primeira coisa que foi possível: andar, andar muito, o autódromo inteiro, mesmo tendo um motor home (gente que coisa legal) à disposição para conversar e descansar. Na Stock, nos bastidores, eu descobri que as grids girls, são sim lindas de viver, corpaços, mas que as mulheres “do automobilismo” são mulheres. E olha, também tive meu dia de grid gilr brincando com um guarda-chuvas e zanzando pelas pistas. E me sentia realizada!

E chegou então o grande dia, o domingo, dia da corrida, dia de pensar: “Será que o macacão vai caber em mim?”

Foi tenso, muito tenso mesmo e confesso que o medo bateu.

Mas gente, coube!!! Coube e lá fui eu pro carro. Equipe NOTA MIL, e ao meu lado Ricardo Mauricio, o melhor piloto do mundo. Eu entrei e consegui sentar naquele espacinho... Sério? Aquilo estava acontecendo comigo? Era isso que eu conseguia pensar.

Não sei quanto tempo dura uma volta rápida, mas sei que foram os menos de dois minutos mais maravilhosos que eu já pude viver! E fiquei pensando, quando sai do carro triunfante, me sentindo no primeiro lugar do pódio: “Sim, eu andei num carro da StockCar”.

E dois segundos depois, a frase na cabeça: “Obrigada bariátrica!”

Mas no fundo, no fundo eu queria gritar: “Foi Gordinha!”

PS: em homenagem aos meu amigos que fizeram parte desse sonho Grizotti, Tinho, Clayton, Priscila Vergilio (que veio do RJ para cá), Carla Renata (madrinha linda) e Patricia Oliveira (milhões de obrigados!!!!)




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