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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

20/05/2015 06:56

Durante uma batalha com o GPS, a ordem do dia (e da vida) é recalcular a rota

Mariana Monge
Nem sempre o destino traçado sairá conforme aquilo que planejamosNem sempre o destino traçado sairá conforme aquilo que planejamos

Era para ser um dia qualquer, no qual eu levantaria cedo, feliz da vida, para ir ao salão de beleza cortar o cabelo (que há um bom tempo já pedia socorro). Como deixei Campo Grande há pouco e ainda não sei andar em Belo Horizonte sem um mapa, a não ser ir de casa ao trabalho e do trabalho para casa, assim que entrei no carro liguei o Waze e joguei o endereço.

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Para a minha surpresa, o bendito aplicativo simplesmente não funcionava. Um certo desespero me fez suar frio por alguns instantes, pois a engenharia do trânsito por aqui é bem diferente da minha querida Cidade Morena e eu realmente ainda me perco com o tanto de ruas que sempre surgem do nada nos trajetos quando me arrisco a sair sozinha de carro.

Bom, como não me permito desistir de graça, parti para o plano B: o GPS. Perfeito! Endereço localizado, em 15 minutos estaria no salão. Mas eu não contava com a Lei de Murphy, que insiste em perseguir os seres humanos de bom coração. Tudo ia bem até o GPS começar a me mandar virar em ruas que eu não podia virar. Foi então que, de fato, começou o meu dilema.

Depois de umas 5 rotas recalculadas, enfim, consegui chegar à rua. Ou melhor dizendo, a um trecho da rua. Mas para a minha surpresa (parte II), o número que eu precisava ir não existia onde eu estava. Logo, constatei que o problema era com o GPS (jamais admitiria que era comigo). Desinstalei o Waze e o instalei novamente, para ver se ele voltava a funcionar... Tentativa em vão.

Voltei ao bendito aparelhinho preto cheio de mapas. Depois de brigar por uns 10 minutos com o GPS, para que ele me mandasse ao endereço correto, enfim, consegui localizar no sistema a parte da rua que eu precisava ir. Mais algumas recalculadas de rota e ajuda do marido via Whats App, até que, finalmente, consegui encontrar o prédio do salão (depois de mais de UMA HORA que havia saído de casa).

O dilema poderia ter acabado aqui, se não fosse o problema de achar estacionamento, com um grau de dificuldade de eu não saber colocar o carro em qualquer espaço. Mais alguns minutos rodando atrás de uma vaga que eu conseguisse encaixar o carro (para mim uma scanea).

Mas Deus é um cara tão bom, que logo uma vaga bem espaçosa surgiu em minha frente. Tudo bem que ela não estava localizada na rua do salão, mas perguntando a algumas pessoas que passavam pelo local, eu consegui encontrar o prédio onde eu precisava ir. E tudo estaria realmente bem se eu não tivesse simplesmente me esquecido onde foi que estacionei o carro.

E a vida é assim, meus caros! Nem sempre o destino traçado sairá conforme aquilo que planejamos. Não temos como prever os empecilhos que irão surgir no meio do caminho. E muitas vezes, teremos que recalcular a rota da nossa vida.

*Mariana Monge é jornalista e colaboradora do Lado B. Mais textos na página Mariana Monge.




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