A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

29/07/2013 07:47

Ela decidiu ser monja por querer liberdade acima do casamento

Paula Maciulevicius
A clausura para ela não seriam quatro paredes e sim uma aliança no dedo. (Fotos: Cleber Gellio)A clausura para ela não seriam quatro paredes e sim uma aliança no dedo. (Fotos: Cleber Gellio)

Maria do Carmo da Silva até os 20 anos. Nos últimos 28 ela é Madre Maria Benigna Silva. Sorridente e de pulso firme, foi por querer liberdade além do casamento que ela escolheu ser monja. A clausura para ela não seriam quatro paredes e sim uma aliança no dedo. "Gostava muito da liberdade, do coração. Tinha o ciúme, mas eu queria ter essa liberdade, ter a amizade das pessoas. Um belo dia, veio o pensamento na minha cabeça, se eu for para a vida religiosa, vou ser livre. Entrei, estou até hoje e sou livre".

Veja Mais
Despedida dominou a web na semana em que todo mundo coloriu de verde o coração
Datilografado, pedido de casamento revelou primo apaixonado em 1980

Para quem está mosteiro afora é difícil entender, ela mesmo diz, assim como foi para ela viver o pouco de um relacionamento. Foi por querer todo mundo por igual e não conseguir nutrir um sentimento de amor apenas ao namorado, ela se achou no mosteiro.

Madre Benigna é uma daquelas personagens que você encontra por sorte. O Lado B a viu andando pelo Centro, em um busca de um liquidificador. Mal sabíamos nós que ela se tratava da madre abadessa, a dignidade mais alta concedida à mulher dentro da Igreja Católica. Como ela são apenas três no País. Junto da peculiaridade de quem escolhe a vida enclausurada, o Lado B também quis conhecer um mosteiro. As portas se abriram, mas com inúmeras restrições.

Na sala de visitas, aquele cheiro que já nos remete a uma igreja. Seja pela madeira dos bancos e cadeiras, pelo tapete, ou a associação que se faz logo de cara, ao se deparar com imagens e retratos de santos e do papa João Paulo II. O que nos tempos antigos já foi lugar de mulheres colocadas pelos maridos para que não saíssem, hoje é apenas um reservado mosteiro de clausura para as irmãs, onde para sair é preciso autorização da madre superiora.

Da rotina de rezar ao nascer do dia ao voto de silêncio. A monja que deixou o casamento para ser livre.Da rotina de rezar ao nascer do dia ao voto de silêncio. A monja que deixou o casamento para ser livre.

Em quase três décadas de mosteiro, a madre explica que realmente é preciso sentir o chamado que vem de Deus para entrar na vida religiosa. Não se trata de uma escolha própria, é você que acaba escolhido.

Nascida numa família muito simples, do interior do Paraná, Maria trabalhou na lavoura dos pais até os 20 anos. O sítio já era um preparo para a vida reservada que o destino lhe preparava. A jovem às vezes passava semanas sem ver outros rostos senão dos irmãos. Nas mãos ela guarda até hoje as cicatrizes da colheita de milho, do arado e puxar burro.

"Eu sabia que tinham as religiosas, mas passava semanas sem ver ninguém. Para você ter uma noção, seis meses antes de eu entrar para o mosteiro é que chegou a energia", conta.

Católica de berço, foi pelo receio da mãe de morrer e deixar a mais nova de cinco irmãos sozinha que ela tentou engatar um namoro. "Minha mãe sempre falava que não queria morrer e me deixar solteira, que queria que eu casasse. Eu falava que não ia casar não, vou ser titia, já que eu já tinha duas irmãs casadas", recorda. Mas no fundo, no fundo, ela deu razão à mãe e arrumou um namorado.

"Namorar para mim era diferente do que era para os outros. Eu queria bem todo mundo e como que eu ia casar assim? Com uma pessoa única?", questionou. Entre as perguntas sem respostas, a justificativa para aquele vazio veio de cima. Ela, que até então, seguia firme em acreditar não ter nascido para um casamento, não suportava a ideia de ter a liberdade tirada. "De querer bem as pessoas, de amá-las. Um casal ama apenas um ao outro, eu não era assim, eu não nasci pra isso", explica.

Quando decidiu entrar para a vida religiosa, achou o caminho da liberdade do amor e de amar a todos. O primeiro mosteiro veio a ser o do Estado do Paraná. Há cinco anos, quando veio a se tornar madre superiora, Benigna passou a tomar conta do mosteiro cisterciense de Campo Grande, localizado na avenida Eduardo Elias Zahran, onde ela e mais 11 monjas vivem reclusas. "A gente ama as pessoas não com palavras, mas com atos", resume.

Da rotina de rezar ao nascer do dia ao voto de silêncio. O Lado B divide a história das monjas de Campo Grande em capítulos. Hoje, encerrou o da madre que trocou o casamento pelo mosteiro.




Eu é que sou livre... Não sou católico.
 
Amarildo de Souza em 30/07/2013 07:54:25
Prezado Romario. Deve ter se confundido pois eu nada falei sobre protestante. Aparecida critiquei seu comentário e não sua pessoa. Se ficou um mal entendido peço desculpas.
 
roberto ferreira em 30/07/2013 01:02:33
"Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é..."
 
Edimara Rita em 30/07/2013 00:42:07
Parece até que as pessoas acham que para cada religião existe um Deus!!!!!!!!!!!
 
JOÃO CARLOS em 29/07/2013 17:18:42
Roberto, me chama a atenção vossa pessoa usar a palavra "preconceituoso", sendo que praticou o ato de "preconceituar" ao declarar que os protestantes não sabem de nada.

Tem que ver isso daê.
 
romário motta em 29/07/2013 16:59:10
Roberto Ferreira, vc leu dois microtextos meus e já pode me descrever...
e ainda me julgar dizendo que sei pouca coisa.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

risos!

 
Aparecida da Silva em 29/07/2013 16:08:34
Não quero aqui discutir o que é certo ou errado, cada um no seu quadrado, mas isso pra mim é coisa de doido.
A vida é tão boa, casamento é dez, filhos, netos, é o motivo de estarmos aqui nesse mundo, isso aí pra mim é coisa de maluco e pronto. Torço apenas que seja feliz assim mesmo. Grande abraço a todos.
 
Gladson Junior em 29/07/2013 16:05:35
Aparecida, bem se vê que de teologia e de comportamento humano você pouco sabe. O que quis dizer, e lamento que não tenha compreendido, é que para a pessoa auxiliar outro, em qualquer situação da vida, não precisa ter passado ou estar passado pela mesma situação ou estar inserido na mesma instituição, inclusive casamento. Quanto à opção pelo celibato, isto não decorre expressamente da bíblia, mas da tradição da Igreja, e é livre opção de quem quer seguir a vida religiosa ou sacerdotal. Aliás, basta ler no Evangelho de São Mateus "E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna." (Mateus 19:29), é uma opção, uma bela opção, e não uma imposição, assim como é o casamento, um outro sacramento..

 
Roberto Ferreira em 29/07/2013 15:23:04
Enquanto todos nós, inclusive eu, nos preocupamos , quem esta certo, como seria o certo, ou simplesmente o que é o CERTO.

Estamos com a Saude , a Miseria e a Fome, matando tantas pessoas, e nós simplesmente de braços cruzados. discutindo essas razões

O que importa ? como fazer...

Igreja Saiam as Periferias,deixem de serem Principes, ajudem a quem precisa, Evangelicos nao acumulem riquezas, distribuam aos necessitados que os Procuram, Intelectuais e Modernos, ajudem ,doem, amparem a quem nada tem

Foi isso que entendi o que o Papa solicitou a todos,independente de qual sua religião ou causa que defenda
Vamos ajudar que precisa, terminando esse ...ja saio e vou fazer a minha parte,esperando que voces façam a sua
 
Carlos alcantara em 29/07/2013 13:44:02
Roberto Ferreira .. engraçado, tu colocou o casamento na mesma categoria de drogas, ansiedade, depressão, crimes...

Só esqueceu de dizer que casamento é uma instituição criada por Deus... e o resto que tu disse, bem... num preciso nem dizer ne´;
 
Aparecida da Silva em 29/07/2013 13:41:21
Marcel ,... pseudo teólogo? Não pincelei nada que me convinha. Como alguém disse em outro comentário aqui embaixo, tu num deve conhecer muitos protestantes pra sair falando que não temos conhecimento. O assunto em pauta, afinal, nem é se os protestantes tem conhecimento ou não.... e sim que as palavras da madre foram infelizes, ao dizer que amando o esposo não se pode amar mais ninguém. Fala sério, não?

A igreja católica poderia sim deixar seus sacerdotes constituir família.... aqueles que não tem a tal "vocação" pra isso abriram mão.... mas a igreja deveria deixa-los livres. Dá pra ser um servo de Deus e ser um ministrante da Palavra. Volto a dizer, Pedro "o primeiro papa" era casado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

=)
 
Aparecida da Silva em 29/07/2013 13:37:54
Sr,Marcel Ozuna,o sr. usou o termo "protestante" pin que lhe convém; Dizendo que todos os protestantes pensam e agem do mesmo jeito. Creio que o senhor não conhece muitos, pois há aqueles que realmente estudam e leem a bíblia e compreende o que está lendo. Não como aqueles que colocam a bíblia debaixo do braço e não entende nada. Não julgue sem conhecer os protestantes pelos outros que não sabe interpretar o que leu, A Bíblia sagrada.
 
Elma Silva em 29/07/2013 12:15:42
Ela simplesmente viu que o casamento não era para ela, e resolveu não casar-se, apenas isso. E ela é feliz assim! Pode ter se expressado de uma maneira que para outros não é adequada, mas que é a forma como ela enxerga as coisas.
O casamento pode ser bom para uns e ruim para outros - pelos mais diversos motivos, mas isso não faz do casamento em si uma coisa ruim.
O que é ruim é a forma como as pessoas tratam o casamento e seus cônjuges, que muitas vezes está bem longe do juramento feito no altar (para quem casa no religioso), ou do acordo tácito (para quem casa apenas no civil ou vive união estável) de amor, respeito e fidelidade.
 
Mériele Oliveira Pereira em 29/07/2013 12:04:24
O CASAMENTO É DE DEUS, O CELIBATO, É UMA OPÇÃO, QUE OS PADRES, TOMAM, POR DECIDIREM, VIVEREM PARA DEUS, NÃO PARA O HOMEM, ENTÃO UMA PESSOA QUE CONHECE, RESPEITA E PRATICA A PALAVRA DE DEUS, LEI DAS LEIS, QUE CONDUZ UMA PESSOA A DEUS, NÃO PODERIA DISCORDAR, COM A PALAVRA, CASAR, E UNIR UMA SÓ CARNE, UM SÓ ESPÍRITO, E VER A OUTRA PARTE, COMO DEUS, JESUS, E RESPEITÁ-LOS, CASO CONTRÁRIO, OPTAR POR VIVER SOLTEIRA, MAS NÃO DISCORDAR, COM AS NORMAS DO CASAMENTO, POIS É BÍBLICO, NÃO MUDAIS, UM SÓ TIL, DA PALAVRA DE DEUS, PARA VIVER NA PERFEIÇÃO, ENTÃO PADRES, PASTORES, FREIRAS, PESSOAS DOA ALTAR, NÃO PODE ESTAR FORA DA PALAVRA DE DEUS, QUE DEUS ABENÇOE.
 
PEDRO BRAGA em 29/07/2013 11:25:12
Lenita, com o devido respeito, seu comentário é deveras equivocado e preconceituoso. Ora, para falar de drogas tenho que ser usuário? Para falar de crime tenho que ser criminoso? Para falar de ansiedade, depressão, angústia, tenho que sofrer na pele estas inquietações? Obviamente que não. Para falar com as dores que afligem o ser humano tenho que ser sensível e ter noção de humanidades, e, de preferência, ser estudioso - estudioso não no sentido técnico do tema - do assunto.
 
Roberto Ferreira em 29/07/2013 11:12:08
reportagem maravilhosa a vocação dessas irmãs a intercessão delas por nos só quem realmente não ama não entende tamanho amor e entrega capaz de renunciar a sua vida em favor do irmão intercedendo. quando entramos no mosteiro para assistir a missa já sentimos que e um lugar diferente pois com certeza esta empreginado da graça e do espirito santo de Deus
 
isaura crestani em 29/07/2013 11:10:42
alguém já disse que: "Casamento não é o prazer, mas o sacrifício do prazer, é o estado de duas almas que dali em diante terão que se contentar uma com a outra".
 
Suzi da Costa em 29/07/2013 10:57:22
Lenine e Aparecida, muito boas as palavras.....Uma pessoa que não sabe como é ter um marido ou esposa não pode dar conselhos, como eles sabem????Prisão é isso que ela vive, e não o casamento....
 
Lenita santos em 29/07/2013 10:53:13
Ela não disse num sentido amplo da palavra que o casamento é uma prisão, temos que saber ler e entender nas entrelinhas... para ela o casamento seria uma prisão, repito pra ela, e que o casal ama um ao outro e aí, vem a questão, sabemos que no geral, tudo gira em torno do casal, dos filhos, mas abrem-se às amizades, diversões em outras companhias, mas o centro está no casal, é só isso..pra uns o casamento é prisão, pra outros nem tanto...são visões diferentes, apenas isso...
 
Lucia Sales em 29/07/2013 10:21:02
Lenine e Aparecida: mesmo que a Sóror Maria Benigna tenha empregado mal uma e outra palavra, ela diz a verdade. Para ela (como a muitas pessoas que, de boa fé, abraçam a vida religiosa) o Matrimônio não era a vocação mais adequada. Escolher a vocação errada pode inclusive fazer uma alma se perder...

Tão burro quanto um rapaz ingressar no seminário para "a Igreja pagar seus estudos" é uma pessoa que sabe que não será bom cônjuge e pai/mãe optar pelo Matrimônio. Simples, assim...

Sobre o celibato, basta ver o que São Paulo diz em 1ª Coríntios 7. Leiam do início ao fim, e não como um protestante que "pinça o que lhe convém".
 
Marcel Ozuna em 29/07/2013 09:54:23
Belíssima importante. Creio que o cerne da questão é a pessoa enxergar e honrar sua vocação, além do que, por certo, a Igreja tem espaço para todos e para todo tipo de manifestação e de missão para a concretização de sua fé.
 
Roberto Ferreira em 29/07/2013 09:37:56
Como assim, "o casal ama apenas um ao outro?" Isso é irreal.
Família é instituição divina. Deus viu que não era bom ao homem viver só.
Castidade é uma invenção da igreja católica. Pois, se Pedro foi o primeiro Papa, como é que Jesus curou a sogra dele?

Claro, acredito piamente que existam pessoas que nasceram eunucos. Mas isso é da pessoa, vem da pessoa. Creio que padres, madres, papas, deveriam sim, ter o direito a ter uma família. Não é porque você ama seu esposo, ou esposa, que você não vai poder amar mais ninguém, nem fazer a obra de Deus.
 
Aparecida da Silva em 29/07/2013 09:28:26
Mercedes, você quis dizer "atrocidade" do mundo em que vivemos, não?

Com tantos casais se formando sem sequer saber qual é a principal finalidade do Matrimônio (e disso, muitas vezes, nascendo violências domésticas, imoralidades e mesmo crimes), nem sabendo que Matrimônio não é "colônia de férias" mas "chamado de Deus", esta monja ao que parece fez muito bem. Tal como a Maria de Lc 10, 38-42.

A vida religiosa contemplativa não "condena" a vida ativa de tantos fiéis que professam cá fora a sua fé católica. Mas, comparadas ambas, a vida contemplativa é mais perfeita porque quem a escolhe livremente com certeza tem mais tempo para Deus.

O verdadeiro cristão, qualquer que seja sua vocação, sabe que seu fim último não é "a si mesmo", mas Deus, e para isso suas ações devem ser voltadas.
 
Marcel Ozuna em 29/07/2013 09:23:37
Será que na atualidade do mundo em que estamos vivendo ainda há necessidade de mosteiros e clausuras?
 
mercedes rodrigues de brito em 29/07/2013 08:43:30
e quem disse que o casamento é uma prisão.. acho que muita gente tem deturpado a imagem do casamento. Ela como "serva de Deus" deveria falar bem do casamento.
Acredito que ela deve ter tido talvez uma desilusão amorosa e decidiu fazer isso. Cada dia que passa as pessoas dão menos valor ao casamento e a família.
Casamento é benção e segurança para as pessoas. Segurança física , emocional e espiritual. É melhor que sejam dois....
 
Lenine Júnior em 29/07/2013 08:26:05
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.