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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

26/06/2014 14:17

Ele é canadense, naturalizado irlandês, mora na Coreia e torce para a França

Paula Maciulevicius e Bruno Chaves
Professor de línguas, Julien deu esta viagem como presente de aniversário para o pai, Alan McNulty, de 65 anos. (Fotos: Marcos Ermínio) Professor de línguas, Julien deu esta viagem como presente de aniversário para o pai, Alan McNulty, de 65 anos. (Fotos: Marcos Ermínio)

Julien McNulty tem 40 anos, é canadense, naturalizado irlandês, mora na Coreia do Sul e torce para a França. A própria “babel” ambulante que o Lado B encontrou na rodoviária de Campo Grande, seguindo viagem para São Paulo com o pai. Como se não bastasse todo o misto de nacionalidades, ele já fez o roteiro de quatro copas. Esteve na França, em 98, até agora, 2014, no Brasil. Por aqui, trocou as camas de hotel por dormir nos ônibus mesmo.

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Professor de línguas, Julien deu esta viagem como presente de aniversário para o pai, Alan McNulty, de 65 anos, segurança e irlandês, daí vem a naturalização no país. A viagem dos dois ao Brasil vai durar uma semana. Antes de chegar à Capital eles estiveram em Cuiabá vendo a partida na Arena Pantanal entre Japão e Colômbia.

Com a camisa da França ele fala que torce pela seleção francesa, mas o último jogo contra o Equador foi visto só pela televisão. A torcida é até entendida, diante da proximidade que o país tem com o Canadá, onde nasceu.

Alto custo das passagens de avião e dos hoteis fez com que ele recorresse à viagens de ônibus e dormir nas poltronas mesmo. Alto custo das passagens de avião e dos hoteis fez com que ele recorresse à viagens de ônibus e dormir nas poltronas mesmo.

A experiência de quatro copas lhe deu suporte para comparar o Brasil com a África, Coreia e Japão, Alemanha e França. Na avaliação de Julien, a estrutura daqui não é nada muito diferente dos outros países que já sediaram o mundial. Até mesmo em relação à festividade. “São muito agradáveis, muito simpáticos”, diz o professor sobre os brasileiros. O problema é o custo dos hoteis e das passagens aéreas, por isso, pai e filhos decidiram dormir enquanto a viagem segue, à quatro rodas.

“O Brasil é muito caro para viajar de avião”, comenta Julien. Nas anotações estão os valores. Uma passagem de Cuiabá a Brasília sairia, para os dois, R$ 2,280. O mesmo trecho, ainda que demore mais, percorrido de ônibus sai por R$ 334.

Ainda no trânsito entre uma cidade e outra, os dois estranharam a falta de trem. Julien solta no meio da conversa “eu amo trens” e defende a ferrovia como melhor opção. “A África foi melhor em viagem, de andar para uma cidade e outra”, compara.

Quando precisou mesmo se hospedar, pagou caro para o que considerou pouco. Em Cuiabá, uma noite em quarto duplo custou R$ 250. “Era duas estrelas”, completa.

Hoje, Julien e Alan seguem viagem para São Paulo à noite. Vão aproveitar para por o sono em dia no trecho. De elogio, Julien atribui à nossa comida. “Comida boa. Um prato serve dois com frango, arroz, salada e eu pago R$ 32, é muito barato”.




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