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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

07/02/2014 06:32

Ele queria ser padre, desistiu do sacerdócio e hoje comanda um grupo de swing

Elverson Cardozo
Frequentadores seguem regras rígidas. (Foto: Cleber Gellio)Frequentadores seguem regras rígidas. (Foto: Cleber Gellio)

Com 13 anos ele entrou para o seminário. Queria ser padre. Foi uma decisão pessoal, garante, sem influência da família, formada em sua maior parte por católicos. Cinco anos depois, aos 18, saiu. Descobriu que não tinha vocação para o sacerdócio. A gota d’água, no entanto, foi a paixão por uma menina, com quem chegou a namorar. Ela também seguia a vida religiosa.

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Hoje, o homem, que nasceu no Paraná e que um dia almejou a batina, comanda um clube de swing em Campo Grande e diz, sem medo de errar, que não se arrepender da escolha que fez. “Foi benéfico para mim. Foi bom. Não foi ruim não”, diz. Ele é responsável, junto com a esposa, pelo Nikkey Swing Club, um clube que, como o nome sugere, é voltado à prática do sexo liberal. Sem permitir fotos dele ou da mulher, ou identificação, o casal aceitou conversar com o Lado B.

Fora os conceitos mais teóricos, que exige estudo, entende-se por sexo liberal, de modo resumido, a prática do swing propriamente dito, que é a troca de casais no mesmo ambiente ou separado; o Ménage, relação sexual a três; o Gang Bang, onde uma mulher se relaciona com três ou mais homens ou um homem “fica” com três ou mais mulheres; o Grupal, sexo sem compromisso que envolve mais de dois indivíduos, e o Dogging, a transa em locais públicos.

O Casal Nikkey, como quer ser identificado na reportagem, incentiva tudo e, por esse motivo, como praticantes, resolveram criar um clube na cidade. Afinal de contas existiam, e ainda existem, outros interessados. O primeiro encontro foi em 2009, durante uma festa que reuniu 13 casais. De lá para cá, a comunidade, como eles referem, se fortaleceu, ganhou novos adeptos e tornou-se referência no assunto.

Atualmente, segundo os responsáveis, são mais de 1 mil cadastrados. Os clientes são de Campo Grande, interior do Estado e até de outras regiões, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Os encontros, quando ocorrem, acontecem em um motel. Só entram maiores de idade e cadastrados.

Espaço preparado para festa. (Foto: Divulgação)Espaço preparado para festa. (Foto: Divulgação)

É uma balada como qualquer outra, com direito a DJ, pista de dança e bar. A diferença é que, se os participantes ficarem animados - e isso ocorre com certeza - o sexo em público, explícito, é permitido, afinal de contas trata-se de uma casa de swing.

Mas ninguém faz nada obrigado, em nenhum momento. A pessoa pode assistir a tudo que estiver acontecendo sem participar. Os casais, eles garantem, têm direito apenas de namorar, curtir ou ficar juntos. O respeito, enfatizam, está em primeiro lugar.

Incoerência - Eles respeitam, tratam todos com educação, mas o retorno, às vezes, não é o mesmo. É comum ouvir de quem não se dá ao trabalho de abrir a mente ou tentar, pelo menos, entender as escolhas alheias, que os encontros não passam de putarias e “surubada”.

O fato de o idealizador ter se dedicado à vida religiosa, no passado, é um bom motivo para o “apedrejamento” dos críticos de plantão, por isso vale informar que, nas festas promovidas pelo Sr. e Sr.ª Nikkey, o público, no motel, é variado. “Tem gente que frequenta igreja, tem vontade e não vem. E tem aqueles que frequentam igreja, dirige igreja, prega e vem”, disse o homem.

Independente da religiosidade, dos valores do estilo de vida de cada um, ele não critica quem gosta de Swing, Ménage, Gang Bang, Grupal, ou Dogging, mas diz que, nestes casos, as peças parecem não se encaixar. “Eu digo que é incoerente. Hipócrita”, afirmou.




Os comentários como sempre ganhando destaque. Os de hj só falaram em igreja, cristão e religião apesar da matéria falar sobre adeptos de uma prática sexual; o swing. Só pq quem comanda o tal clube disse que é ex seminarista foi um verde pra galera ligar um assunto ao outro. Aliás o moço disse que entrou no seminário por vontade e saiu por vontade tb. Em nenhum momento li que ele foi obrigado a nada. Outra coisa que achei hilária é o fato de alguns acharem a prática legal e sadia mas... "minha mulher não levo"!rsrs. Outros fundamentam suas palavras no que um pastor, padre ou participante de uma igreja diz ou faz! Onde está escrito que o homem não é falho por ser de uma religião ou outra? Enfim, certeza ninguém tem de nada; até a morte! A única certeza diga-se; daí pra frente é outra coisa.
 
Andre Gomes em 07/02/2014 17:54:58
Deixa a pau cai a folha kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
 
Anderson Silva em 07/02/2014 17:01:53
Nao vejo problema algum na escolha dele. Pelo menos nao foi contra a sua vontadade e decidiu seguir a sua razao. Hoje é feliz com sua esposa e , podem ter certeza , tornam a vida de muitos casais felizes tambem. Quato a pratica digo que é algo comum hoje na sociedade. Conheço casais que praticam ja algum tempo e ninguem nem desconfia, até porque o que fazemos em nossas intimidades nao interessa a ninguem. Tem muitas pessoas que se dizem perfeitas mas julgam as outras , fazem fofocas , causam desavenças e levam uma vida infeliz e nao suporta ver outras pessoas com um enorme sorriso no rosto. É esta razao que estas pessoas criticam as escolhas de outras , como se fossem os juizes aqui na terra com obrigação de nos mostrar o que é certo e o que é errado.
 
Ana Luiza em 07/02/2014 16:13:51
Na verdade perante Deus somos livres para assumir qualquer caminho em nossas vidas, seja ele bom ou ruim. Temos aqui a verdadeira prova de uma pessoa que almejou um caminho e acabou optando por outro, ser Padre não é algo facil e simples, exige-se decisão profunda e ser uma pessoa altamente competente para o caminho escolhido. Muitos acabam desistindo por descobrir que não é apenas achar o caminho de Deus algo lindo e preciso muito mais que isso, e principalmente ter muita inteligência disponível para entender e compreender os caminhos que levam a Deus.
 
Diersnio Zizernano em 07/02/2014 12:18:11
é uma pratica sadia, sem imposições, sem dogmas, lavagem cerebral ou ameaças de ter que ir pro inferno ou não. acho massa, mas não levo minha mulher nem por dinheiro nenhum, hehehehe.
 
marco aurelio em 07/02/2014 12:09:08
Walfrido, belíssimo comentário, pelo jeito você entende mesmo e só quem já chegou a esse entendimento é capaz disso, ah !!! o ser humano, digno de estudo, estudo e mais estudos!
 
Divina Lemos em 07/02/2014 10:59:19
Tiro o chapeu para os comentários de Valfrido (parecem palavras de um psicologo) . Muito bom.
 
Deborah Pires de Menezes em 07/02/2014 09:53:29
É perfeitamente natural e possível ser cristão e ser adepto do swing ao mesmo tempo. Uma coisa não acaba ou diminui a outra. Ser cristão, no verdadeiro sentido da palavra, é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Desde que a pessoa não se traia e não traia a quem os ama, a forma como ele usa o próprio corpo não o faz deixar de ser cristão. É preciso saber muito bem separar as coisas. Num grupo assim, de adeptos ao swing, casais que são sinceros entre si, há pessoas de muito boa índole, muitas vezes melhores até do que não são adeptos, se dizem donos da verdade, cristãos, mas que traem suas esposas ou seus maridos a torto e a direito por detrás e na frente dos outros se faz de certinho até condenando os adeptos do swing. Acham que esse é o verdadeiro cristão então??
 
Annita Seixas em 07/02/2014 09:52:58
hum....meu pai criador de mim e de todos...DEUS eterno e todo poderoso...deus de amor e bondade...que estais de braços abertos para perdoar...que ama todos os filhos seus de uma maneira única e divina..lhe digo não vejo pecado nesses tipos de atitudes... pecado sim na cabeça dos hipócritas que querem fazer da religião um meio para conduzir e limitar seres humanos...para se darem bem na vida...principalmente financeiramente e individualmente..."pecado" maior que isso é vc ver em cada esquina um cara se dizendo ''religioso" com seu comercio aberto e engando as pessoas para ganhar dinheiro..nesse mundo há sim coisas muito mais graves, que pessoas que buscam outras para serem felizes e se realizarem de uma forma diferente, mas creio que os "normais" as vezes são mais "anormais" q os "anormais"
 
joel pereira em 07/02/2014 09:45:20
eu por exemplo conheço uma pessoas que se diz pastor de igreja e tem como amante o próprio motorista e vive criticando os membros da igreja dele como se Deus não estivesse vendo tais barbaridades. Pelo menos este casal deixou de ser cristão e assumiu o que são realmente e não ficaram de hipocrisia e no mais participa destas coisas que querem ai vai pela cabeça de cada um ..........
 
antonio nunes em 07/02/2014 08:37:15
A perversão não é crime, "vai quem quer", sendo o resultado normal de situações anormais, pouco propicias a um desenvolvimento psico-sexual sadio. Pelo menos não usa máscaras propicias à sedução de inocentes e vulneráveis. O mais é lero-lero.
 
Valfrido M. Chaves em 07/02/2014 08:05:16
Na verdade, eles não entenderam nada do que é ser cristão!! A prática é realmente uma hipocrisia.
 
Janaina Militão em 07/02/2014 06:57:06
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