A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

28/02/2014 15:17

Eles são pobres e como sonham com um tablet resolveram vender abacates

Anny Malagolini
O dinheiro vai ser usado para comprar um Tablet (Foto: Marcos Ermínio)O dinheiro vai ser usado para comprar um "Tablet" (Foto: Marcos Ermínio)

Que trabalho infantil é crime, todo mundo sabe, mas dá até dó censurar Everton e Cauã. Para comprar um “tablet”, os irmãos colheram os abacates no quintal de casa e há uma semana vendem a fruta por R$ 0,50 no bairro São Francisco.

Veja Mais
Em poucas horas de reportagem no ar, irmãos conseguem doação de 5 tablets
Astrologia védica mostra o futuro, mas também ensina a aceitar o destino

É uma graça a cena dos dois meninos sentados na esquina entre a 14 de Julho e a rua Eça de Queiros, ao lado de uma carriola e com uma lousa onde fica o recado: “Vende-se abcate”. O erro na escrita chama a atenção de quem passa e virou a alma do negócio.

O carinho entre os dois deixa claro que a parceria não deve ficar restrita ao primeiro empreendimento. Ressabiados com as perguntas, eles mais riem do que conversam.

Everton Carlos Machado Mendes, de 12 anos e o caçula, Cauã Machado Mendes, de 8 anos, estudam de manhã, brincam à tarde, mas quando a noite chega, vão vender a mercadoria pertinho de casa, lá pelas 18 horas.

A ideia de comercializar abacates foi do mais velho. “Sempre via as pessoas nas ruas e então quis vender também”. A intenção das crianças é conseguir juntar dinheiro para comprar o computador, desses que dá para aproveitar joguinhos eletrônicos. Eles já sabe que há modelos do aparelho que custam R$ 200,00 e ainda há "internet de graça" em alguns pontos da cidade.

Quem compra o produto das crianças, pode levar o abacate pequeno por R$ 0,50, mas a fruta já madura e de tamanho grande custa R$ 2,00, preços definidos por eles mesmos. Até agora, o melhor dia de venda já rendeu aos garotos R$ 40,00.

Dia desses, os dois quase ficaram de castigo. A mãe determinou o retorno às 21h, mas eles não respeitam o horário e acabaram chegando em casa sob escolta da PM.

A mãe, a dona de casa Renata Pereira Mendes, deu a autorização para que o sonho vingue. “Não acho que tenha mal, eles estão fazendo isso para ter algo que querem. Eu não tenho condições para comprar”, justifica.

Além dos irmãos, ela é mãe de mais duas crianças. A família mora em uma casa bem simples, de madeira, perto dos antigos trilhos da ferrovia.

Os irmãos vendem as frutas a partir das 18 horas. (Foto: Marcos Ermínio)Os irmãos vendem as frutas a partir das 18 horas. (Foto: Marcos Ermínio)



Cara Paula: Graças a Deus as pessoas que “perderam a noção das coisas existem"
Porque segundo o ECA/90 crianças e adolescentes menores de 14 anos não podem trabalham, e nem ser submetidos a situações de risco. Sonhar e ter iniciativa eles já tiveram, cabe as pessoas de boa vontade lembrar o que Jesus nos ensinou. “Fazer o bem sem olhar a quem”
Meus parabéns aos que ajudaram.
E fácil criticar quando não passou necessidade, porque quem já passou torce para que alguém ajude.
 
Maria Madalena de Souza Alves de Almeida em 01/03/2014 10:14:21
Isso sim tem que ser incentivado, o espirito empreendedor, o sonho e a atitude!Parabens
 
Carlos Alberto Barbosa Corrêa em 28/02/2014 20:44:21
Parabéns meninos...


 
Suelen Paiva de França em 28/02/2014 17:43:43
muito boa a iniciativa das crianças, também tenho filhos, e uma delas teve uma ideia parecida para comprar uma bicicleta, ela ia todo sábado no salão de beleza de uma irmã minha e vendia cupcakes, eu mais tinha trabalho e despesa do que lucro, mais em nenhum momento desestimulei ela, pq ela queria comprar com o dinheiro dela. mas ta valendo a iniciativa empreendedora das crianças.
 
olivia pereira bento em 28/02/2014 17:42:11
Vou lá comprar hoje mesmo... e olha que eu nem gosto de abacate!

Mas como a causa é nobre, vou ajudar.

E onde está a nobreza da causa? No fato dos garotos se prontificarem a trabalhar para conseguir comprar o brinquedo (porque é isso que o tablet representa para eles) que a mãe não pode lhes dar. Acho isso bonito, íntegro, louvável... nem mesmo passou pela imaginação deles subtrair algo de alguém para conquistar seu sonho. A mãe deve se orgulhar da educação que deu aos filhotes, isso sim!

Quanto à exploração do trabalho infantil, podem ter certeza que eles estão tirando uma bela lição disso tudo, e não sendo prejudicados.

Bom, não como abacate, mas vou aproveitar para "presentear" minha mãe. Tá aí! :)

Parabéns pela iniciativa, meninos!
 
Guaraci Mendes em 28/02/2014 16:22:58
Morei por muitos anos a uma quadra desse lugar na Eça de Queiroz, minha mãe colocava um carrinho de supermercado na frente de casa e nós vendíamos manga e jaca pra ajudar no orçamento, hoje graças a Deus nunca precisei roubar nada de ninguém pra me sustentar, batalhar uma vida melhor ou um sonho não é crime, crime é roubar, traficar e fazer o que muitos políticos fazem, só espero que nenhum juiz desocupado queira retirar esses meninos dali.
 
Oswaldo Ferreira em 28/02/2014 16:20:20
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.