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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

23/01/2014 06:30

Em Campo Grande, sêmen de doador loiro, alto e sarado é preferência entre casais

Elverson Cardozo
Laboratório armazena sêmen, mas também faz fertilização. (Foto: Marcos Ermínio)Laboratório armazena sêmen, mas também faz fertilização. (Foto: Marcos Ermínio)
Embriologista mostra lista com características que podem ser consultadas pelos pacientes. (Foto: Marcos Ermínio)Embriologista mostra lista com características que podem ser consultadas pelos pacientes. (Foto: Marcos Ermínio)

Loiro, alto, de olhos azuis e corpo definido. Gosto é gosto, mas, para muita gente, este é um perfil perfeito de homem. A admiração é tanta que até os espermatozóides desses bonitões são disputados.

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Em Campo Grande, entre os casais gays e a mulherada adepta à produção independente, o “estilo nórdico”, “importado” de países como Suíça, Noruega e Suécia, domina boa parte das encomendas nas clínicas de fertilização.

Além do tipo físico, que conta muito ponto, até a profissão influencia. Advogados, médicos e economistas são os preferidos. Se o dono do sêmen for adepto de esporte ou possuir algum “hobby intelectual”, como o gosto pela leitura, há grandes chances de ele se tornar pai, mesmo saber, afinal de contas trata-se de um anônimo.

A constatação é de uma embriologista, a biomédica Sarah Nachef, de 33 anos, responsável por um laboratório de fertilização na Capital. Ela atende casais que querem ter um filho, mas, por vários motivos, não podem e, por isso, buscam a ajuda da ciência.

Lista destaca cor dos olhos, do cabelo, textura, formação, tipo sanguíneo, profissão e até religião do doador. (Foto: Marcos Ermínio)Lista destaca cor dos olhos, do cabelo, textura, formação, tipo sanguíneo, profissão e até religião do doador. (Foto: Marcos Ermínio)

A experiência na área permite a ela traçar alguns perfis. Entre os heterossexuais, observou, quando o marido é infértil, por exemplo, a esposa busca, geralmente, o sêmen de doadores com características que lembram as do companheiro.

Como eles são mais resistentes a utilizar espermatozóides alheios, o convencimento, por parte da mulher, depende do bom senso na escolha. “Quando começa a fugir um pouco eles falam: ‘Amor, vamos escolher um mais parecido?’”, comentou.
Esse cuidado não é notado quando a paciente é daquelas que buscam a produção independente.

Em geral, essas mulheres, que tem idade acima dos 30, são bem resolvidas, independentes financeiramente, com carreira sólida e donas do próprio nariz. Só querem engravidar, ter um filho, por isso, para elas, o perfil do doador pouco importa.

Até olham as opções, porque o arquivo está disponível, mas não fazem tanta questão, afirmou a biomédica.

Pacientes buscam um perfil ideal, mas não tem contato com o doador. (Foto: Marcos Ermínio)Pacientes buscam um perfil ideal, mas não tem contato com o doador. (Foto: Marcos Ermínio)

A “exigência”, na verdade, parte mais das mulheres homossexuais, que não se intimidam na hora de ver a lista de orientais, negros, brancos e dos “importados”. Na visão delas, observou a embriologista, o intelecto está na genética e não na criação.

“Elas querem pessoas com formação. Acham que isso pode influenciar. Preferem o economista, advogado ou médico e aqueles que têm um hobby de intelecto, como o gosto pela leitura”, afirmou. O tipo físico também é bastante importante. “Quando a mostra é de um mais gordinho elas não querem”, contou.

Sarah não conseguiu traçar um perfil dos casais homossexuais, homens, porque ainda não atendeu nenhum na clínica onde trabalha. A fertilização, neste caso, é mais complicada; depende de uma barriga solidária.




To querendo doar,como faço,possuo 4 filhos lindos e saudáveis.Quero ajudar as pessoas que não podem ter filhos.
 
marcos souza em 24/01/2014 00:19:56
Mallu Oliveira acredito que vc está um tanto equivocada. De fato existem muito mais casais em busca da adoção que crianças em condições de serem adotadas, mas se eles desistem é por causa da demora em chegar o tão esperado filho, uma vez que a imensa maioria quer meninas, recem nascidas, brancas e completamente saudáveis como apontado em diversas pesquisas, crianças que ainda não nasceram. Para aqueles que se abrem a adoção de crianças maiores, digamos "crianças reais", o processo não é tão demorado assim. E convenhamos, uma certa dose de burocracia é necessária, uma vez que será entregue uma vida ao casal ou pessoa adotante, mas acredito que a burocracia para financiar um carro ou uma casa é imensamente maior e não vejo tanta gente reclamando. Minha humilde opinião!!
 
Regiane Silva em 23/01/2014 16:38:06
Eles podem até escolher .....mas temos que lembrar que todos nós brasileiros temos um pé na cozinha....
 
carlos barbosa em 23/01/2014 15:27:33
Ai...Também quero um doador alto, loiro e sarado...ADOROOOOO!!!
 
Marco Aurélio Caetano Reis em 23/01/2014 15:10:06
Ao BERGO...pois está assim mesmo...vc relatou exatamente o que ocorre, agora pergunte a um desses se é assim? vão negar e fazer um discurso muito bonito e enflamado...o pior de tudo, é q se vc for fazer uma "pesquisa", não existe ninguém com preconceito, a grande maioria responde assim: ah! eu não tenho preconceito nenhum (ainda mais se tiver um microfone á frente e um holofote), tenho amigos negros, gays etc...e etc...mas no "vamo vê" (como se diz...)
 
Lucia Sales em 23/01/2014 14:37:31
Nossa fiquei feliz em ter achado o estereótipo do meu bebê, eu e meu companheiro esperamos muito!!!!
 
Cléber Reis em 23/01/2014 14:12:12
Meu, se eu puder escolher filhos, óbvio que vou escolher lindos, por mim adotava da Rússia, já vinha lá a bebezinha linda perfeita e maravilhosa, sem esse sangue misturado brasileiro e nada de cabelo ruim. :)

 
Fernando Oliveira em 23/01/2014 13:54:29
Não sejamos hipócritas. Que bom que existe gente benevolente e capaz de adotar e dar amor a um filho que não fora gerado na barriga da mulher (homossexual, solteira convicta ou parte de um casal que não pode ter filhos). Mas cada um é cada um. Respeitemos apenas as opções das pessoas.
Não acho que seja correto condenar quem escolhe o biotipo do futuro filho. Senhores, no momento da paquera, inconscientemente estamos escolhendo quem, a principio, será capaz de nos dar filhos fortes e saudáveis.
Assim é na natureza. Portanto, escolher em uma clínica filhos loiros, de olhos claros, negros de olhos escuros, japoneses de olhos puxados ou esverdeados com escamas, nada mais é que pular uma parte da reprodução convencional, a saber, a relação sexual.
 
Ana Carolina Asato Camargo em 23/01/2014 13:34:51
Sensacional poder realizar o sonho de várias mulheres (solteiras, homossexuais, casadas) a se tornarem mães!!!
Independente da característica física, como diz na reportagem, elas querem gerar um filho saudável.
Poder escolher a caracterísca de seu filho dá a possibilidade para casais, onde o homem é infértil, apresentarem as características físicas dele, como diz na reportagem!
Parabéns pela reportagem!
 
Soraia Anastácio em 23/01/2014 12:13:47
Sra. Mallu Oliveira, me desculpe a desinformada aqui é a senhora. Realmente existe muita burocracia, e possivelmente deve haver mais gente querendo adotar do que crianças a serem adotadas, o problema é que a maioria dos casais quer crianças brancas (oi loiras) e recém nascidas ou até 1 ano de vida. Por isso é que a fila não anda, minha cara. Se os casai quisessem adotar QUALQUER CRIANÇA, ai, sim, a fila andaria, para o seu governo.
 
Joventino Costa de Jesus em 23/01/2014 11:45:51
Porque o Brasil é um país ''nórdico''. Ái, por favor, vamos ver primeiro nossas raízes, gente!
 
Natty Campos em 23/01/2014 11:43:45
Para o seu governo Sra Vania Leite, existem muito mais gente querendo adotar, do que crianças a serem adotadas! O problema é que a burocracia é tanta neste País, e as pessoas acabam desistindo da adoção e procurando outros meios...
 
Mallu Oliveira em 23/01/2014 10:34:26
Quanto hipocrisia nestes comentários. Ora, se um casal tem que fazer inseminação pra poder realizar o sonho de ter um filho, vocês acham que eles vão escolher um bem feinho?
 
claudio grande em 23/01/2014 09:59:02
Com tantas crianças já prontinhas a mercê da sorte de ter um lar, sofridas pelo abandono ou por um lar cheio de dor, por que não adotar uma crianças?
Essas pessoas deveria pensar um pouco, é mais barato e tirariam essas crianças lista da espera de um lar.
 
Vania Leite em 23/01/2014 09:10:44
Embriões na prateleira. Como o sr. deseja seu filho? Vamos montá-lo como quiseres! Produtos. Seres humanos agora são "customizáveis". Interessante que essa bizarrice venha justamente de casais que exigem da sociedade respeito igualitário. É demais.
 
Bergo de Almeida em 23/01/2014 08:03:38
Comportamento curioso, mas denota colaboração com as pretensões HITLERIANAS bem colocadas no livro fictício Os Meninos do Brasil de IRA LEVIN.
 
VALTER DE OLIVEIRA em 23/01/2014 07:30:42
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