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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

22/02/2015 09:56

Em Corumbá, happy hour é pescar ou só contemplar pôr do sol no Rio Paraguai

Paula Maciulevicius
O happy hour em Corumbá parece se concentrar ali, sem mesas e nem cerveja, apenas olhando a vista. (Foto: Marcos Ermínio)O happy hour em Corumbá parece se concentrar ali, sem mesas e nem cerveja, apenas olhando a vista. (Foto: Marcos Ermínio)

No fim de tarde, quando o sol está se pondo depois de tanto fazer presença na Cidade Branca, a gente vai até o Porto para fotografar acreditando que o programa é bem de turista mesmo. A surpresa vai chegando aos poucos, quando se percebe que não somos os únicos a contemplar a vista. Às margens do Rio Paraguai, há quem pesque demonstrando que encara aquilo como profissão, outros que vão por hobby. O fato é que o happy hour em Corumbá parece se concentrar ali, sem mesas e nem cerveja, apenas olhando a vista.

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"Não tem outro lugar, então a gente vem aqui à tarde para espairecer...", explica Majed El Sahili, de 43 anos. Libanês, ele mora há um ano em Corumbá. Não sei se por timidez ou porque queria mesmo era contemplar o sol se pondo, Majed tenta dizer que mal fala o português, mas acaba emendando a conversa e a entrevista sai sem que ele perceba as perguntas e respostas. 

Libanês descobriu no porto o lugar para espairecer. (Foto: Marcos Ermínio)Libanês descobriu no porto o lugar para espairecer. (Foto: Marcos Ermínio)

Casado com uma corumbaense, Majed fala que a cidade, assim como o povo, é legal. "Eu venho aqui quase todos os dias. Neste horário fica cheio de gente só olhando para lá", descreve.

Tem vezes em que ele encontra conhecidos e a visita se estende em até 1h30. Outras em que não tem com quem conversar, mas os 40 minutos de permanência em silêncio ali, para aquela vista, parecem lhe bastar. "Hoje não tem ninguém, mas fico assim mesmo"...

De um carro de luxo, desce o administrador Alexandre Ramalho Luz, de 54 anos. Sorridente, ele cumprimenta todos ao redor com os apetrechos de pesca em mãos. Ali é hobby, ele só pesca e solta. O que pegar é lucro quando o objetivo de estar ali é bem maior.

Mineiro pesca há 12 anos ali. (Foto: Marcos Ermínio)Mineiro pesca há 12 anos ali. (Foto: Marcos Ermínio)

Ao Lado B ele nos conta que chegou a Corumbá há 12 anos por conta do trabalho e nunca mais deixou a Cidade Branca. Trocou as bandas de Minas Gerais pelas margens do Rio Paraguai aqui em Mato Grosso do Sul.

"Venho todos os dias que não trabalho, quando tenho folga, eu venho. Dá uma arejada na cabeça e a gente aproveita e faz uma horinha", se explica.

No entanto, a "horinha" pode se estender e ganhar o plural. Ele diz que já chegou a ficar 6h, chama o filho, os amigos e o happy hour fica completo. "Eu venho pelo conjunto da obra... A paisagem, o pôr do sol... Já tirei um monte de foto. Daqui a gente sai descansado, tranquilo". Não é para menos, a vista é de se apaixonar.

(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)



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