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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

12/09/2015 07:34

Endereço de ex-prefeito, rua calma ganhou peso de tragédia depois de 2001

Paula Maciulevicius
Cabeleireira Ana Cristina ouve a brincadeira há 9 anos, desde que se mudou para a rua do atentado. (Foto: Fernando Antunes)Cabeleireira Ana Cristina ouve a brincadeira há 9 anos, desde que se mudou para a rua do atentado. (Foto: Fernando Antunes)

"Você mora na rua do atentado?" É essa a pergunta que a cabeleireira Ana Cristina Barbosa ouve há 9 anos, desde que escolheu a Rua 11 de Setembro para morar. No bairro Vila Rosa Pires, próximo ao Jardim São Bento, em Campo Grande, a data no calendário é nome de rua desde 'sempre'. Não tem relação com o ataque às torres gêmeas, em 2001 e para cada morador, há uma ligação diferente.

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A rua é calma, virou mão única há pouco mais de 6 meses. "Todo mundo lembra, mas para mim, não tem nada a ver, só me lembra o aniversário do meu sobrinho", completa Ana Cristina. O garoto faz aniversário hoje. 

Dona de casa, Márcia Domingos, de 52 anos, conversa na rua com o vizinho Laécio Almeida, de 78. O senhor veio primeiro e está lá há quase 20 anos, ela chegou depois, há 15. "Para mim não tem nada a ver não. Já tinha esse nome antes do atentado", conta Márcia. 

O vizinho completa perguntando que nunca soube o porquê. "Lembrança do atentado? Só ao contrário, quando eu vejo no noticiário é que eu lembro que é o nome da minha rua", explica. Sem se recordar que hoje era dia 11 de setembro, ele diz que agora dá para ser uma relação: "atentado, dia, prefeito e lixo, muito lixo na rua", aponta Laécio, o engenheiro civil aposentado. 

O porquê do nome a gente não imagina, mas é possível supor que tenha a ver com o Dia Nacional do Cerrado. Entre as datas relativas ao dia está também uma homenagem ao árbitro esportivo. Nem uma das moradores mais antigas da rua sabe explicar.

"Disso eu não sei minha filha. O que eu sei é que aqui é Vila Rosa Pires, porque antes era tudo mato e fazenda dos Rosa Pires", descreve dona Alice Arantes Ortiz, de 78 anos, moradora há 26 anos da rua, bem antes do 11 de Setembro virar notícia. 

A rua é calma, virou mão única há pouco mais de 6 meses e é endereço de ex-prefeito. (Foto: Fernando Antunes)A rua é calma, virou mão única há pouco mais de 6 meses e é endereço de ex-prefeito. (Foto: Fernando Antunes)



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