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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

21/06/2016 06:22

Festas juninas em família viram moda e têm de comida típica a pau de sebo

Naiane Mesquita
Fogueira da festa junina da Vivian, na Chácara da Guavira em Bonito (Foto: arquivo pessoal)Fogueira da festa junina da Vivian, na Chácara da Guavira em Bonito (Foto: arquivo pessoal)

O cheiro de quentão está no ar e os bolos de milho em dia. Em muitas casas espalhadas pela cidade e até no interior, o que não falta são exemplos de festas juninas familiares, arrojadas e que tomaram proporções impressionantes.

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A decoração na casa do Carlos foi toda singela (Foto: arquivo pessoal)A decoração na casa do Carlos foi toda singela (Foto: arquivo pessoal)

No último sábado, a casa do advogado Carlos Luiz Del Grossi, 27 anos, ficou repleta de bandeirinhas, flores e muito xadrez. A família dele realiza a festança há sete anos, com direito a comidas típicas, bebidas a vontade e muita música. No ano passado, um cantor sertanejo foi contratado, dessa vez, teve até uma banda. “Nossa família é italiana, é grande, então só de família mesmo são 30 pessoas. Nós organizamos direitinho e cada um traz alguma coisa, de salgado, doce, teve muita variedade esse ano”, afirma Carlos.

O pai de Carlos presenteia os convidados com uisque e quem não gosta, pode comprar cerveja, por exemplo. No prato principal, apenas caldos de mandioca com carne seca e caldo de batata com calabreza e bacon, feitos pelo advogado. “Acordei às 7 horas para organizar tudo e começar a cozinhar. Às 14 horas ficou tudo meio pronto e a festa foi a noite. Esse ano foram 10 litros de uisque, mas no ano passado foram 12. Depende se está mais frio ou não”, explica.

Ao todo foram cerca de 80 pessoas na festa, entre familiares e amigos. “Dá trabalho, ainda mais quem fica na casa, organiza. As primas vieram ajudar, minha noiva também, a colocar bandeirinha, fazer a decoração da mesa, é uma semana de correria”, explica.

Mesmo assim vale a pena. Carlos até foi o noivo ao lado de Bruna, no casamento caipira. “Vamos casar, então fizemos o casamento esse ano, teve até padre”, ri.

Os comes e bebes eram típicos no Carlos...Os comes e bebes eram típicos no Carlos...
...e a casa foi toda decorada para receber a festança ...e a casa foi toda decorada para receber a festança

União caipira regada a confusão é uma coisa que não pode faltar em festas juninas. Vivian Ribeiro Baptista Maria, 40 anos, tem certeza disso já que há nove anos organiza festas juninas na Chácara da Guavira, em Bonito, cidade distante a 257 km de Campo Grande.

“Começou bem simples na verdade, era um grupo de amigos, pensamos em fazer uma fogueira e tomar vinho. No outro ano começou a vir mais gente, copmeçaram a saber da festa, foi aumentando, tomando uma proporção que hoje a cidade toda comenta, mas isso não significa que não continua caseira”, explica.

A festa, este ano, atraiu 130 pessoas. De entrada só um quilo de alimento não perecível e um prato típico. A decoração fica melhor a cada ano e tem muito reaproveitamento. A fogueira também não pode faltar, além da quadrilha.

“Ficamos dois dias preparando a decoração, com bandeirinha, fogueira, pau de sebo, faço um coração de folha de bacuri que fica linda, parece uma moldura de porta-retrato, as pessoas adoram tirar foto. Já ficou famoso. Teve quadrilha, com padre, noivos, o casório todo caipira, 41 pares dançando bastante. Depois a gente brinca, com dança de cadeira, das mulheres, dos homens, misto, corrida de saco”, indica.

 

Carlos e Bruna casaram na festa e vão casar de verdade Carlos e Bruna casaram na festa e vão casar de verdade

A festa, este ano, atraiu 130 pessoas. De entrada só um quilo de alimento não perecível e um prato típico. A decoração fica melhor a cada ano e tem muito reaproveitamento. A fogueira também não pode faltar, além da quadrilha.

 

Na festa vivian, o local foi organizado e teve casal de noivos também Na festa vivian, o local foi organizado e teve casal de noivos também

“Ficamos dois dias preparando a decoração, com bandeirinha, fogueira, pau de sebo, faço um coração de folha de bacuri que fica linda, parece uma moldura de porta-retrato, as pessoas adoram tirar foto. Já ficou famoso. Teve quadrilha, com padre, noivos, o casório todo caipira, 41 pares dançando bastante. Depois a gente brinca, com dança de cadeira, das mulheres, dos homens, misto, corrida de saco”, indica.

No cardápio, o cachorro-quente e o vinho são responsabilidade da organização. “Cada um leva um prato, tudo que você imaginar tinha para comer e beber, milho cozido, pastel, salgadinho, maçã do amor, canjica, arroz doce, todo tipo de bolo, pé de moleque caseiro, paçoquinha caseira. O bom é que a chácara fica a 17 km da cidade, não pega celular, então todo mundo conversou, não tinha whatsapp”, diz.




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