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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

07/06/2016 06:10

Gratidão aos cinco pais se transformou em flores na lapela e medalhão no altar

Paula Maciulevicius
Ao fundo, noiva emocionada quando o futuro esposo recebeu medalhão que era do pai. (Foto: Lusival Junior)Ao fundo, noiva emocionada quando o futuro esposo recebeu medalhão que era do pai. (Foto: Lusival Junior)

Os quatro pais dela e mais um dele, que se despediu há três anos, são os cinco, sem os quais o caminho de Maryelli e Aézio Júnior não teria se cruzado. Mais que amor e gratidão, o que a noiva quis foi honrar quem fez com que os dois chegassem até o altar. No final de abril, a psicóloga preparou uma surpresa de encher os olhos d'água. Os dela, do noivo e dos convidados. 

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Criada em Campo Grande, os pais da noiva se separaram quando ela era pequenina e quem assumiu a figura paterna dentro de casa foram os tios. Quatro deles receberam a retribuição na forma de flores na lapela. Uma sutileza em frente a tanto amor dedicado.

"Eles sempre ajudavam, um levava para escola todo dia, outro pagou plano de saúde, um ensinava as coisas da vida para a gente, o outro a tabuada. A casa onde eu morei até esse ano, era de um tio", enumera Maryelli Conde Simões, de 28 anos.

Entrada foi conduzida pela mãe. (Foto: Lusival Junior)Entrada foi conduzida pela mãe. (Foto: Lusival Junior)
Homenagem começou nos tios. (Foto: Lusival Junior)Homenagem começou nos tios. (Foto: Lusival Junior)
Quatro, dos cinco tios, foram os que agiram como pais durante toda vida de Maryelli. (Foto: Lusival Junior)Quatro, dos cinco tios, foram os que agiram como pais durante toda vida de Maryelli. (Foto: Lusival Junior)
No colorido, as palmas para quem exerceu o papel de pai desde a tabuada até a casa. (Foto: Lusival Junior)No colorido, as palmas para quem exerceu o papel de pai desde a tabuada até a casa. (Foto: Lusival Junior)

Como se tivesse em dívida, Maryelli se sentiu na obrigação de homenageá-los, mas como? Até o altar foi a mãe quem a levou pelo braço. De padrinhos, foram escolhidos os amigos mais próximos e que acompanharam a história do casal.

Para os tios/pais, teria de ser outro título. "Não tem preço o que eles fizeram. Como padrinhos, não diminuindo o papel, mas era muito pouco para quem fez parte da minha vida, da minha origem", explica a noiva. 

O objetivo dela era o de passar o sentimento de honra aos tios. Foi então que ela pediu ao cerimonial que entregasse uma lapela a cada um para que no altar, antes da benção final, ela pudesse dizer algumas palavras. 

Junto dos quatro pais/tios, o sogro também foi lembrado. Capitão da Marinha, seu Aézio morreu em 2013, depois de um infarto. Foram dois anos de convivência que começaram tímidos até que numa das últimas conversas, ele falou que Maryelli foi a filha que ele não teve.

"Foi uma perda muito grande e era para a família ficar extremamente desestruturada, mas pelo contrário, nos deixou muito unidos", conta. Como o noivo era o caçula, Mary teve a ajuda dos dois cunhados. Um deles quem encontrou o que descreveria exatamente o capitão: dois medalhões que ele recebeu da Marinha. 

Homenagem fez noivo Aézio e os irmãos chorarem. (Foto: Lusival Junior)Homenagem fez noivo Aézio e os irmãos chorarem. (Foto: Lusival Junior)
Lágrimas lembraram com saudade como foi o pai deles. (Foto: Lusival Junior)Lágrimas lembraram com saudade como foi o pai deles. (Foto: Lusival Junior)
E no peito, noivo carregou a lembrança do capitão da Marinha. (Foto: Lusival Junior)E no peito, noivo carregou a lembrança do capitão da Marinha. (Foto: Lusival Junior)

Por ser evangélica e o noivo católico, o casamento foi realizado por um pastor da Igreja Batista, mas contou com a participação do padre Dito, que além de ser sacerdote era amigo do sogro. Combinado com os dois religiosos, os tios foram chamados até o altar, assim como os irmãos do noivo.

"Chamamos os irmãos que entregaram a medalha para ele. Foi uma surpresa absoluta, ele ficou muito emocionado e depois falei de cada um dos meus tios, agradecendo por tudo o que tinham feito por mim", narra. "Até arrepio de lembrar", completa.

Pelo sogro, Maryelli trazia no coração a imagem de um pai motivador, que apesar de pouco tempo de convivência, sabia o quão desafiador era o capitão, reflexo de quem lutou muito para dar uma vida boa à família. 

"Ele começou de baixo e se tornou capitão, ele marcou muito a minha vida", detalha. Os tios, eram pela simplicidade do papel que exerceram desde a separação dos pais. "Eu não era filha deles, eles não precisavam fazer nada disso, mas fizeram". 

Quem assistiu a tudo isso, se emocionou junto. Nas palavras de Maryelli, o casamento é um ritual muito importante e reunir nossos amigos e familiares, serviu para mostrar de onde eles vieram e quem foram as pessoas que os criaram.

"Depois da cerimônia, a família do Aézio brincou: não sabia que você tinha tanto pai assim. Foi uma troca das origens e isso é muito legal. Eu quis mostrar quem eles eram, não simples convidados", frisa a noiva. 

Para ela, papel cumprido. Não só o de emocionar, como também se emocionar.

"O casamento virou algo tão automático, com as assessorias de tudo... Eu acho que as pessoas estão esquecendo das suas origens, eu coloquei a nossa história na cerimônia e ouvi as pessoas dizerem: a cerimônia era de vocês. Era você e ele lá e eu acho que isso que as noivas precisam fazer, dar um pouquinho de trabalho ao cerimonial", brinca. 

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Cerimônia foi a cara dos noivos, garantem os convidados. Cheia de sorrisos e de lágrimas. (Foto: Lusival Junior)Cerimônia foi a cara dos noivos, garantem os convidados. Cheia de sorrisos e de lágrimas. (Foto: Lusival Junior)



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