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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

23/09/2013 06:23

Gratidão faz proprietária trocar carro moderno por reforma de Chevette 79

Anny Malagolini
Há 31 anos Irene mantém chevette na família (Foto: João Garrigó)Há 31 anos Irene mantém chevette na família (Foto: João Garrigó)

São 31 anos na família, por isso tamanho apego e zelo a um Chevette branco, ano 79. A relíquia é conservada com motor, rodas e até a pintura original. O painel tem madeira, tudo bem cuidado pela aposentada Irene Vieira de Rezende, de 73 anos.

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Dia desses, os filhos bem que tentaram fazer com que a mãe se livrasse do veículo. Uma vaquinha entre eles arrecadou dinheiro suficiente para um carro mais moderno. Teimosa, Irene conta que até aceitou o presente, porém, tinha outros planos. Decidiu gastar dando um “trato” no velho companheiro. “Fui lá e reformei o carro, não quero outro. Acho que agora já entenderam”.

O recado é de valores como gratidão e desapego às aparências. O Chevette nunca deu problemas, por isso não precisa ser substituído, na avaliação de Irene.

O veículo foi comprado com o dinheiro da venda de um Fiat 147 e uma linha telefônica. Sim, naquela época as pessoas vendiam linha de telefone fixo.

O anúncio do carro foi visto pelo marido, em um jornal, e logo o negócio foi fechado. Irene é a segunda dona do veículo, que até hoje só rodou 43 mil quilômetros. Como mora em um prédio na 13 de Maio, quando sai, prefere caminhar.

Além de achar o carro bonito, o motivo para tanto carinho é a história. O carro participou de boa parte da vida da família. São vários momentos na lembrança, como as idas e vindas das crianças à escolaFilhos e netos, por exemplo, aprenderam a dirigir no Chevette, mas sempre sob os olhares atentos da dona. “Não gosto muito de emprestar, vai que estragam”, comenta.

“O carro reconhece o dono”, acredita ela, um motivo para quase nunca ter a deixado no “aperto”, apesar do motor nunca ter passado por reforma e funcionar com peças originais de fábrica. Ela  garante que o Chevette só a deixou uma vez na “mão”. “Acabou a bateria”, comenta.

O modelo deixou de ser fabricado em 1989, por isso tem pouco valor de mercado, mas não falta gente pedindo para comprar e um sonoro não como resposta.

Irene diz sempre ser abordada por pessoas interessadas no veículo. A resposta é sempre a mesma, pronta há anos: “Não estou com a intenção de vender, não”. Uma forma de dizer sem muitas explicações que o carro não preço. Quando está inspirada, até sugere alguns valores bem acima do mercado, para espantar os insistentes.

 

Painel do Chevette permanece o intacto (Foto: João Garrigó)Painel do Chevette permanece o intacto (Foto: João Garrigó)



Parabéns dona Irene. Sei muito bem o que a dona Irene sente ao se referir ao seu carro. Meu pai tem um TL 1.6, de 1971, ele diz que o carro faz parte da família. Ele é o único dono, tirou da discautol em 06 de agosto de 1971, e só saiu da garagem quando a minha mãe terminou de fazer a capa para os bancos. Tambem tem todas as peças, acessórios, motor e pintura originais, até o cheiro é de carro novo. Uma verdadeira relíquia. Ele até já pensou em vender, mas quando surgiu o comprador, ele desistiu. Até hoje ele cuida com muito carinho desse carro. A minha casa é conhecida entre os amigos e conhecidos, como sendo A CASA DO TL AZUL. .
 
ZELMA GARCIA DA COSTA em 24/09/2013 08:21:26
Parabéns, dona Irene, adoro chevette, já tive vários, hoje tenho uma marajó 88 em ótimo estado, não troco por nada, é só não deixar faltar óleo e água que esses carrinhos duram pra sempre!!
 
Eduardo Hernandez em 24/09/2013 07:39:04
Uma Bela historia, é por essas e outras que me orgulho
de ter um(01) Chevette de 1974, é meu Xodo... :)
 
Rafael Santos em 23/09/2013 19:22:08
Era feito pra durar e durava...
Agora são feitos pra trocar e se acabam rapidão...
 
Wilson Velasco em 23/09/2013 14:13:09
Ola! Dna Irene, me lembro muito bem deste chevete, foi na época de minha infancia eu e sua filha Lucimara, eramos bastante amigas e já existia o chevette, seu José quem o dirigia, não é mesmo? Parabéns pela relíquia.
 
Lucimar Barbosa de Oliveira em 23/09/2013 13:19:19
Que matéria bacana. Criar sentimentos por um veículo e conservá-lo é algo muito gratificante mesmo ^^
As pessoas precisam parar de comprar as coisas apenas por status ou luxo, pois como ela mesmo disse: Ele nunca deu problemas, então não preciso trocá-lo.
 
Luiz PAulo em 23/09/2013 11:28:57
Que bacana. Uma lição nesses dias em que as coisas são tão descartáveis e o apelo do consumismo faz as pessoas sentirem vergonha de um carro que não seja de último modelo.
 
Marta Ferreira em 23/09/2013 11:10:21
O melhor chevette q fizeram, esse modelo é show, motor 1.4 com tração bem mais forte que o 1.6 mais moderno, tivemos um desse na família, um 78, e saudades, hoje tenho duas brasilias dos anos 70, mas um chevetinho desse ainda pretendo resgatar, parabéns pela relíquia!
 
Erich Pontes em 23/09/2013 11:07:55
PARABENS !!!!
 
DIEGO ANTUNES em 23/09/2013 10:10:05
Sendo bem cuidado o carro não tem idade!...Parabéns a proprietária.
 
Paulenir de Barros em 23/09/2013 09:27:05
Esse carro é da época em que os veículos eram feitos pra durar , tenho um GOL geração V , que mal saiu da concessionaria e já deu problemas, uma verdadeira bomba ambulante.
 
Celso Oliveira em 23/09/2013 09:23:07
se muitos outros adotasse essa ideia invés de andar com o carro caindo aos pedaços, seria ótimo eu estou terminando um gol ano 93 que comecei a um ano , desmontei todo, todo mesmo agora ja esta quase pronto sem gambiarras todo original , se vcs quiserem ver é só me mandar um e-mail que mostro minha relíquia uma pena que não da para colocar uma foto !!!!!!!!!!!
 
jonas nunes dos santos em 23/09/2013 09:12:52
Parabéns dona Irene, num mundo em que os valores sentimentais e espirituais estão deixando de existir, exemplos como o seu, ainda nos dão alento. Só lembrando um versinho das nossas avós: "nunca troque o amor velho, pelo novo que há de vir, pois o novo pode ir embora e o velho volta a servir!"
 
Jota Vieira em 23/09/2013 08:30:30
Parabéns pelo carro e por este amor que você tem por ele. tenho um passat que sou apaixonado .
 
Rogerio Fernando Couto em 23/09/2013 08:09:52
Considerando a idade e originalidade do carro, a proprietária poderia até ver a possibilidade da colocação da placa preta, que marcam este tipo de relíquia. Parabéns...
 
LUCIANO AZAMBUJA em 23/09/2013 08:05:21
Bom dia,
legal, também penso assim, tenho um uninho que não troco por nada, infelizmente ele ta baleado, mas de tanto viver, mas vou recuperá-lo, o amor por eles não tem preço...
Parabéns, aparência não e tudo!
A vida e os nossos carros companheiros tem histórias..
Abraços
Loadir
 
Loadir Ap. Silva em 23/09/2013 08:04:43
Só para acrescentar, o chevette parou de fabricar no ano de 1993 sendo seus últimos modelos Chevette L e Chevette Júnior, anteriormente em 1992 tinha o chevette DL (versão mais luxuosa).
 
Sandro Lima em 23/09/2013 07:49:40
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