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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

05/12/2013 07:00

Justiça veta "revanche" e aplicativo que avalia as mulheres não vai para o ar

Paula Maciulevicius
O app era acompanhado do slogan sua vez de descobrir se ela é boa de cama e serviria para que os homens avaliassem o comportamento e o desempenho sexual de mulheres. O app era acompanhado do slogan "sua vez de descobrir se ela é boa de cama" e serviria para que os homens avaliassem o comportamento e o desempenho sexual de mulheres.

A vingança masculina, tão aguardada para quem foi avaliado no Lulu dar o troco, foi por água abaixo. O aplicativo Lulu que contemporizou a guerra dos sexos, ao que tudo indica, não vai ter revanche. Isso porque na tarde desta quarta-feira, a Justiça proibiu que o "Tubby", fosse disponibilizado no Brasil.

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O app que, em inglês significa 'bolinha', era acompanhado do slogan "sua vez de descobrir se ela é boa de cama" e serviria para que os homens avaliassem o comportamento e o desempenho sexual de mulheres. A versão masculina do Lulu, que tem a mesma finalidade, porém direcionado exclusivamente à elas.

A liminar é da 15ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Minas Gerais, concedida pelo juiz Rinaldo Kennedy Silva, titular da Vara Especializada de Crimes Contra a Mulher, que aceitou o pedido de medida cautelar feito no dia 3, por coletivos femininos como a Marcha Mundial das Mulheres, Movimento Mulheres em Luta, Marcha das Vadias, entre outros.

Na ação, os grupos se basearam na Lei Maria da Penha argumentando que o aplicativo promovia a violência contra a mulher.

O juiz disse haver “plausibilidade jurídica na tese exposta” pelo coletivo, ”uma vez que a requerente pretende a defesa dos interesses difusos das mulheres”. “Há também fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la”, escreveu o juiz Kennedy.

A decisão ainda proíbe o Facebook, a equipe do próprio “Tubby”, e as lojas de aplicativos do Google (Google Play) e da Apple (App Store) de permitir a veiculação do aplicativo, sob a pena de multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento.

O Tubby deveria ter entrado no ar nesta quarta, mas o lançamento havia sido adiado para hoje porque, segundo os criadores da “revanche”, que só podiam ser brasileiros, foram tantos acessos já no dia do anúncio nas redes sociais, que foi preciso melhorar o suporte técnico e a estrutura do servidor.

Outro problema foi o suposto uso dos dados para outros fins a não ser do Tubby, o que provocou vários descadastramentos do aplicativo. 




Concordo com a maioria daqui: por que o "Lulu" pode e o "Tubby" não??? O Brasil está bem rídiculo mesmo hein!? Há muito tempo que aquele negócio de justiça cega não funciona hein!? E outra: como a mulherada quer direitos iguais e cita "Lei Maria da Penha"??? Este é um exemplo claro de afronta da tal "igualdade de direitos".
 
Diego Fremiot em 05/12/2013 16:51:25
Concordo com a maioria daqui: por que o "Lulu" pode e o "Tubby" não??? O Brasil está bem rídiculo mesmo hein!? Há muito tempo que aquele negócio de justiça cega não funciona hein!? E outra: como a mulherada quer direitos iguais e cita "Lei Maria da Penha"??? Este é um exemplo claro de afronta da tal "igualdade de direitos".
 
Diego Fremiot em 05/12/2013 16:48:14
Ronaldo Castor: Concordo quanto a usar o mesmo peso e a mesma medida para os dois casos.
Mas ninguém vê homem sendo rejeitado, maltratado (e até agredido), sofrendo represálias ou tendo o caráter medido por suas práticas sexuais, por causa de detalhes íntimos comentados por mulheres.
Entretanto, se uma mulher fica "falada" na boca dos homens, torna-se "refugo", aquela que nenhum "homem direito" irá querer, e sofre rejeição, represálias, é chamada de "piranha" e coisas do gênero, e sofre tantos outros tipos de abuso e até agressão (física ou verbal).
Não é que a mulher seja "coitadinha". A nossa sociedade é que é machista e acha que uma mulher só é virtuosa se não tiver vida ou experiências sexuais.
De qualquer maneira, em ambos os casos, o aplicativo deveria ser proibido sim!
 
Mériele Oliveira em 05/12/2013 11:31:58
"...uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la". A da mulher não pode, mas do homem pode? Ou proibe os dois ou libera os dois.
 
Ronaldo Castor em 05/12/2013 09:54:39
Ambos os aplicativos são um absurdo. Eles invadem a privacidade alheia, expondo pessoas que nem ao menos tomam conhecimento do que é compartilhado por aqueles que estão usando o aplicativo. Mas também é um absurdo permitir a versão feminina e proibir a masculina. Ambas precisam ser proibidas, pois ambas denigrem a imagem, não
de homens ou de mulheres, mas simplesmente de pessoas.
 
Fernanda Lins em 05/12/2013 09:44:33
Como a Censura, a Justiça finalmente se mostra Ativa!!!
 
Willian de Jesus Danguides em 05/12/2013 09:24:21
Quando li a primeira vez sobre o Lulu pensei: "Isso vai dar m***!". O aplicativo "Invade", de certa maneira, a intimidade de homens que ficarão sob o escrutínio de mulheres - muitas vezes despeitadas por terem levado um pé na bunda ou um fora bem grande!
Agora o Tubby... Gente, pelo amor de Deus! Os homens (ok, nem todos) já fazem isso sem aplicativo. Contam nos mínimos detalhes suas aventuras sexuais e muito mais!
Na boa? Tanto o Lulu quanto o Tubby deveriam ser proibidos. É muito fácil um (a) ex insatisfeito (a), despeitado (a) por ter sido rejeitado (a), trocado (a), etc., adquirir o aplicativo e começar a difamar fulano ou beltrana.
Tem gente que não se toca que a vida segue e fica parado no mesmo lugar, tentando se vingar de quem não o (a) quis. Imagine com essas "ferramentas"!
 
Mériele Oliveira em 05/12/2013 08:59:15
Isso parece bobeira, mas se torna sério pois no final das contas, tudo acaba virando dinheiro.
Mas quanto ao judiciário vetar um conteúdo não publicado, isso não é proibido?
Não soa como a famigerada censura?
 
Romeu Luitz em 05/12/2013 08:40:36
UM APLICATIVO INÚTIL COMO ESSE JÁ EXISTENTE QUE VAI VICIAR UM BANDO DE ALIENADOS...
 
Helton Maximo Rabelo em 05/12/2013 08:07:56
Concordo com o Frederico Lopes... quanta inutilidade!!!!!!
 
SANDRA MARIA NERI BRANDAO em 05/12/2013 07:58:22
Como sempre no Brasil, dois pesos e duas medidas ... Acho que se o tubby não pode o lulu não pode também, pois os dois fazem exatamente a mesma coisa.
 
Roger Ferreira em 05/12/2013 07:47:48
Quanta inutilidade! e assim caminha o Brasil de Tolos, com seus Lulu's e Tubby's da vida.
 
Frederico Lopes em 05/12/2013 07:20:33
bando de hipócritas, não sou a favor de nenhum lado, mas se tem um app para as mulheres, também tem o direito de ter um app para o homem, eee Brasil, tão atrasado quanto as leis existentes e seus governantes, enquanto estas múmias estiverem no poder, é isso aí.
 
Marcia dos Santos em 05/12/2013 07:14:46
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