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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

13/12/2014 07:40

Mães de filhos cadeirantes organizam piquenique para trocar ideias e criar Ong

Elverson Cardozo
Encontro será no Parque das Nações Indígenas. (Foto:  Elverson Cardozo/Arquivo)Encontro será no Parque das Nações Indígenas. (Foto: Elverson Cardozo/Arquivo)

Grupo composto por pelo menos 20 mães de filhos cadeirantes realiza, neste sábado (13), a partir das 14h, um piquenique no Horto Florestal, em Campo Grande.

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Será uma tarde para trocar experiências, divertir as crianças, que vão receber presentes e visita do papai Noel e, também, colocar no papel os planos de se formar uma ONG na cidade.

A ideia surgiu a partir de um grupo criado no WhatsApp, o “Coração de Mães”, que é administrado, atualmente, pela artesã Grazianny Farias de Rezende, de 33 anos.

Ela é mãe de um menino de 7 anos, Leonardo José, que tem paralisia cerebral e não anda. Grazianny sabe, portanto, que tipo de dificuldade as mamães de cadeirantes encontram no caminho e, por isso, quer ajudar.

“Eu descobri a deficiência do Leonardo quando ele tinha 8 meses de vida. Os médicos falaram um monte de coisas, que meu filho não iria andar, enxergar, que ficaria em estado vegetativo, mas graças a Deus ele fala, enxerga, estuda, passou de ano na escola. Só não anda. A paralisia afetou a coordenação motora”.

Mas até aceitar a ideia e se dar conta de o menino poderia conviver bem com a limitação, muita coisa passou pela cabeça.

Grazianny e o filho, Leonardo, de 7 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)Grazianny e o filho, Leonardo, de 7 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Fiquei com medo, porque me falaram tantas coisas. Pensava: será que estou preparada? Esse presente é meu? Estou preparada para lutar? Eu fiquei perdida sim, até encontrar uma instituição correta para fazer a reabilitação do meu filho. Hoje ele é atleta, medalhista, leva uma vida normal”.

É isso que ela e as outras integrantes do grupo querem passar às mães ainda inexperientes. Mas a ideia de criar a Ong é para lutar e garantir direitos já reconhecidos, mas que ainda hoje não são cumpridos. “É a demora na entrega de cadeiras de rodas. Tem que ficar um ano esperando. Seis meses para receber um aparelho ortopédico...”, exemplifica.

No piquenique, situações como essa serão discutidas. “Vamos conversar, conhecer as mães, para criar a Coração de Mães”, afirma.

Mas a tarde não será só de assunto sério. O sábado promete ser divertido. Grazianny vai se vestir de Papai Noel para entregar presentes às crianças. Os brinquedos vieram de doações.

E o piquenique vai ter, claro, algumas delícias para saborear. “Cada mãe vai levar um prato de salgado e refrigerante”, adianta.




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