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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

02/11/2014 07:45

Mande um feliz aniversário, mas nunca chame Ciro de Oliveira de senhor

Lenilde Ramos
Ciro, voz da rádio e da cultura sul-mato-grossense. (Foto: Reprodução Facebook)Ciro, voz da rádio e da cultura sul-mato-grossense. (Foto: Reprodução Facebook)

Ciro de Oliveira Oliveira, campo-grandense da gema, nasceu no final da Treze de Maio, em frente ao “Vai ou Racha”, lendário bar do Cascudo, antigo nome do bairro São Francisco.

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Antes de ir para a escola, já dominava a vitrola de casa e na adolescência demonstrava conhecimento musical, de Délio e Delinha a Pixinguinha, Dilermando Reis, clássicos paraguaios, tango, bolero, samba, marchinhas e orquestras.

Começou como "sonoplasta" na Rádio Educação Rural em 1968, pelas mãos de Ailton Guerra. Eu o conheci em 1970.

Trabalhou com Sabino Presa, Durvalino, Juca Ganso e João Bosco de Medeiros. Promovido a discotecário, em uma semana organizou todos os discos da rádio, memorizando suas localizações. Depois veio a programação musical, que se completou com a criação de roteiros e projetos de novos programas.

Em 1974 Ciro de Oliveira foi para a Difusora, levando com ele Éder Mosciaro, radialista e músico. Ali foi colega de Antônio Mário, que tocava no conjunto do Rádio Clube e de Wilson Minossi, moço de fina estampa que apresentava o Jornal da TV Morena.

Muito antes das FM, ele produzia o “Difusora Faixa Musical”, tocando Milton Nascimento, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque e Elis Regina. Envolveu-se com o jornalismo do rádio, colhendo preciosas notícias do interior, numa época em que era verdadeira batalha fazer interurbano. Assim chegou à TV Morena, onde cumpriu com maestria 25 anos de trabalho.

A dedicação à música e ao jornalismo aproximou-o dos festivais, proporcionando-lhe estreita convivência com o movimento cultural do MS. Às vezes gastava o salário quase inteiro investindo em um acervo que começou com discos de 78 rotações e LPs.

Hoje seu acervo passa de 6 mil exemplares. Quando vi sua alcova musical, me escapou um “uau... estou na caverna do tesouro!”.

As gravadoras também lhe presentearam com réplicas de discos raros, que ele mantém, pesquisa e utiliza no programa que não poderia ter outro nome:"Encontro de Gerações", no ar desde 1995, aos domingos de manhã na 104, onde também mantém um programa, de segunda a sexta, das 20 às 23h. Ciro é incansável e até hoje divide o rádio com a televisão.

Atualmente integra a equipe de Jornalismo da TV MS. Energia não lhe falta, nem humor. Mas, quer vê-lo rodar a baiana? É só chamá-lo de "senhor" !




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