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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

22/10/2014 12:25

Menina resolve vender o cabelo para poder ir de bicicleta para a escola

Ângela Kempfer
Luana e o cabelão negro. (Foto: 94 FM)Luana e o cabelão negro. (Foto: 94 FM)

Luana precisa andar 10 quilômetros para ir à escola todos os dias. Como criança não pode trabalhar e os pais também não têm dinheiro para facilitar a vida da menina, aos 9 anos ela resolveu oferecer um dos únicos bens: o cabelão longo e negro.

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A história foi contada pela 94 FM de Dourados, ao descobrir o desprendimento da indiazinha da aldeia Jaguapiru, filha caçula de uma família com mais 3 irmãos. O caso é tão encantador, que o Lado B decidiu compartilhar.

Segundo a reportagem, a decisão foi difícil, já que Luana faz o tipo vaidosa. “Não queria cortar os cabelos, gosto deles assim, mas meus pais não têm condições de comprar uma bicicleta para mim e me canso muito”, explica.

Ela já escolheu até o modelo, quer uma bicicleta rosa com cestinha para carregar os livros e cadernos. O incentivo veio da mãe Luciana de Souza, diante da rotina de sacrifício da menina e a propaganda é boa. “Cabelo muito bem cuidado, sem pontas duplas aparentes, muito pesado e parece até que é pintado de tão brilhoso e escuro...sem qualquer produtos químico e uma beleza garantida pelo zelo”.

A questão, no entanto, criou um impasse dentro de casa. O pai não aprovou a ideia. Admite ser ciumento, mas diz que não gostaria que Luana cortasse por saber o quanto a menina cuida do cabelão.

Mas não houve outra solução e a prima, Renata Souza, passou a divulgar em redes sociais a oferta do cabelo. “Ela e as irmãs são excelentes alunas, ótimas filhas e obedientes”, reforça Renata.

Já surgiram interessados, mas com preço que não pagaria a tal bicicleta. “Alguns donos de salão disseram que compravam, mas querem pagar um valor que nem dá para comprar o produto, que é a finalidade do corte”, diz a prima.

A solução parece ser encontrar algum empresário bonzinho que não peça o cabelo de Luana como pagamento pela bicicleta.

Quem quiser ajudar, pode ligar para a família (96900406) em Dourados.




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