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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

29/10/2014 06:34

Moto com apenas 1.6 mil km rodados vira relíquia e novo dono tem só 9 anos

Elverson Cardozo
Fernando ganhou a moto do pai. (Foto: Marcelo Calazans)Fernando ganhou a moto do pai. (Foto: Marcelo Calazans)

Uma motocicleta Yamaha, modelo RD-135Z, comprada em 1992 tem apenas 1.664 mil quilômetros rodados até hoje. Virou a relíquia de um representante comercial de Campo Grande.

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Fernando Oliveira Picerne, de 49 anos, já recebeu propostas que, para muita gente, seriam irrecusáveis. Mas ele não se desfaz por nada do veículo, que fica dentro da loja de motos onde trabalha.

A Yamaha foi um presente do pai, que a adquiriu na cidade de Votuporanga, interior de São Paulo. Uma dia, durante uma volta com a esposa em cima da “máquina”, o pai caiu. O acidente provocou arranhões e um trauma: nunca mais o dono a pilotou.

A moto ficou guardada até 2010, quando o filho, durante uma visita a Votuporanga, a ganhou e resolveu emplacá-la, já que nem isso tinha sido feito.

Em março deste ano, ele a trouxe para Campo Grande. Na Capital, chegou a receber R$ 15 mil de proposta, mas recusou. “Não está à venda. É para exposição e encontros”, diz, categórico.

“Quando me deu, meu pai fez uma exigência. Disse que eu podia ficar com ela, mas não era para vender. Hoje eu já dei ela para o meu filho de 9 anos, o Luiz Fernando, que já enche a boca para dizer que é o proprietário”.

A ideia é essa mesmo: passar o veículo de geração em geração. “Hoje não tem valor financeiro. É sentimental”, justifica. Inteira, sem nem uma peça substituída, a moto parece nova porque tem, inclusive, os selos de fábrica.

Modelo foi adquirido em 1992. (Foto: Marcelo Calazans)Modelo foi adquirido em 1992. (Foto: Marcelo Calazans)
Veículo tem apenas 1.664 km rodados. (Foto: Marcelo Calazans)Veículo tem apenas 1.664 km rodados. (Foto: Marcelo Calazans)

O manual e a chave reserva, originais, também estão guardados. Para quem não entende bulhufas de moto, Fernando fala grego, mas para quem domina o assunto, vale descartar, nas palavras dele, que trata-se de uma “moto de motor mecânica sistema dois tempos, aquela que utilizava o óleo dois tempos para lubrificação do motor”.

É, prossegue, “uma moto muito rápida, em relação a essas motos de hoje. Ela tem uma lubrificação por bomba individual”.

Pelo tempo de fabricação e, principalmente, pela conservação, o modelo é considerado uma relíquia. “Essa moto não se fabrica mais. É última da linhagem. Pelo histórico que puxei, só existem quatro no Brasil com quilometragem abaixo dos 3 mil e essa é uma delas”.

Para continuar nesse ranking, Fernando não anda com ela. “Desde março não coloquei ela na via pública. Só dei uma volta aqui do lado para movimentar, mas não ando no trânsito porque é meio arriscado. É um produto diferenciado e, às vezes, vem alguém aí, te pega em uma colisão e acabou a história da moto. Prefiro guardar ela, preservar aqui dentro, do que por na rua e, de repente, acontecer alguma coisa”.

 




A "viúva negra" á que o Wild se refere é uma Yamaha RD 350cc, e não essa 135cc. Mas essa moto é realmente relíquia, linda demais, parabéns ao jovem proprietário!!
 
Ogro em 30/10/2014 19:18:19
Wild essa moto nunca andara a 200 km e nunca foi moto de competição , ela é uma 135 cc e não uma viuva negra importada da década de 80 , por favor . rssss
 
JEFF em 30/10/2014 10:39:44
Amigo Wild essa moto não é a viuva negra para andar a 200 km por hora rssss e a viuva negra tbem ñ é a Rd 350 , então essa moto reliquia sim mais o sentimento fala mais, mais quem ofereceu 15 mil esta sobrando demais mesmo .
 
JEFF em 30/10/2014 10:35:32
Isso é louça.
Meu pai tem uma dessas, ele comprou zero km em 1989 e não vende por nada.
 
Fran em 29/10/2014 12:34:02
Realmente uma relíquia, a RD135 foi uma moto de competição que a Yamaha adaptou para as ruas, é uma moto muito veloz, se o moto estiver bom atinge facilmente os 200 km/h, é conhecida como "Viúva Negra", porque nos acidentes só sobrava ela.
 
wild em 29/10/2014 10:23:42
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