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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

20/03/2016 08:33

Mulheres se encontram para falar sobre a maternidade real e a autoestima

Naiane Mesquita
As reuniões acontecem na Le Parole, sempre uma vez por mês (Foto: Alan Nantes)As reuniões acontecem na Le Parole, sempre uma vez por mês (Foto: Alan Nantes)

Sentadas em uma roda, unidas pelos olhares e as vivências semelhantes, mães de todas as idades falam sobre os sentimentos após a chegada do filho. Os encontros são promovidos pela Aldeia, um grupo de mulheres que busca trocar experiências e momentos relacionados a maternidade. Na semana passada, o tema foi como a autoestima influencia na qualidade de vida de toda a família.

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Uma das organizadoras do grupo Ariana Osshiro, 32 anos, explica que esse é o primeiro encontro do ano do Gacaal (Grupo de apoio à Criação Consciente da Aldeia),que trabalha mais os primeiros anos de crescimento do filho, como dúvidas sobre a educação, volta ao trabalho e as demais mudanças da vida. “No Aldeia nós temos dois grupos, o Maternidade Ativa, que aborda mais a gestação, parto e os primeiros meses de nascimento enquanto o Gacaal são as demandas que vem após esse período, sobre educação pedagógica, home school, por exemplo, e outras dúvidas que surgem”, afirma Ariana.

Mãe de um filho de cinco anos, o Pedro, Ariana largou o salto alto de executiva e investiu em uma consultoria sobre brincadeiras após o nascimento dele. “Quando ele nasceu, eu me sentia isolada, o que é natural das mães. Eu mudei muito, era executiva e deixei de lado essa carreira, o salto alto e agora sou consultora do Brincar. Percebi durante minha gestação que as mulheres não conversavam mais, conversar como forma de se fortalecer, trocar experiências e não julgamentos ou palpites. Foi então que criamos a Aldeia”, ressalta.

Durante a reunião de ontem, os depoimentos eram variados, mas em determinado momento, a volta ao emprego dessa vez como mãe foi um dos pontos abordados. A mulher é vista de forma diferente por chegar cedo, mas precisar sair no horário correto e não fazer horas extras? Vestir a camisa da empresa significa deixar de lado os momentos com o filho? Para algumas, os colegas de trabalho e as organizações nem sempre compreendem essas mudanças na funcionária após a maternidade.

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A nutricionista Daniele Leite, 34 anos, tem um casal de filhos, Rafael de 7 anos e Maria Luiza de 3 aninhos. Na época que o primogênito nasceu não existiam grupos de apoio a mães e mulheres. “Eu me sentia muito sozinha. Foi quando fazíamos natação com os bebês e conheci as meninas do Aldeia e comecei a frequentar logo no início. Fez toda a diferença quando minha segunda filha nasceu, hoje percebo uma mudança significativa”, ressalta.

Para Daniele, o melhor é saber que todas as mães sentem quase as mesmas dúvidas e inseguranças. “Eu passo o que elas passam. As mães sentem medo, insegurança e não tem nenhum problema nisso. A baixa autoestima após o pós parto existe, as vezes você fica em casa desesperada e os encontros ajudam a lutar contra esse isolamento”, frisa.

Os grupos são abertos a novas mamães que queiram participar. “É bom falar que não é um grupo fechado de amigos”, diz Daniele. Realmente, cerca de 20 mães participavam do encontro, que tem venda de produtos produzidos por outras mães, que se tornaram empreendedoras durante e após a gravidez.

Informações sobre os próximos encontros, realizados sempre uma vez por mês no facebook ou no site.




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