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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

11/04/2015 07:23

Na vizinhança do Carandá Bosque, as corujas têm casa própria e de alvenaria

Aline Araújo
A casa foi pintada recentemente. (Foto: Fernando Antunes) A casa foi pintada recentemente. (Foto: Fernando Antunes)

As casinhas são curiosas, de alvenaria, a morada de corujas há anos. Não tem como passar e não ficar de olho até uma delas aparecer no cruzamento das avenidas Santa Luzia e Aracruz, no Carandá Bosque III, ou na Praça Augusto Campos Braga, entre a rua Vitório Zeola e rua Preciosa, no mesmo bairro.

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Feitas de tijolos, com telhado, reboco e pintura, elas já fazem parte da paisagem e as corujas da vizinhança. Saíram até no jornal do bairro.

A massoterapeuta Graça Torres sempre passa pelo local, e nesta semana resolveu parar e fazer fotos das corujas que estavam ao lado da casa. “Eu passo aqui todo dia e elas são muito mansinhas. Resolvi tirar foto para mostrar para um tia de São Paulo, ela não acredita que aqui a gente encontra bichos assim na rua. Elas são lindas, não são?”, comenta a senhora de 63 anos.

As construções são antigas. Quando Maria Carolina Barbosa, de 50 anos, mudou-se para o bairro, elas já estavam ali, como "cuidadoras da vizinhança".

Na praça, as casinhas foram construídas em 2006. (Foto: Fernando Antunes) Na praça, as casinhas foram construídas em 2006. (Foto: Fernando Antunes)
Algumas perderam o telhado com o tempo.(Foto: Fernando Antunes) Algumas perderam o telhado com o tempo.(Foto: Fernando Antunes)

“Qualquer barulho estranho elas avisam. E de tardinha, de vez enquanto, elas ficam no muro só observando a gente”, conta a moradora.

Perto dali, na pracinha do bairro, duas casinhas também são o abrigo de corujas. Uma já está até um pouco depredada, sem telhado. Carlos Alberto Gondim, de 58 anos, mora na casa que fica em frente a praça há 13 anos.

Ele conta que as casinhas foram construídas em 2006, junto com a praça, por uma sugestão dele.

Carlos e Eunice moram há 13 anos e consideram as corujas parte da vizinhança já. (Foto: Fernando Antunes) Carlos e Eunice moram há 13 anos e consideram as corujas parte da vizinhança já. (Foto: Fernando Antunes)

“Eu vi essas casinhas lá na saída para São Paulo, ai perguntei para o pessoal (da prefeitura) se eles não poderiam fazer a casa para as corujas, já que era tão simples. Lembro que eles falaram que iriam perguntar para o chefe, quando terminaram a praça, as casinhas já estavam ai”, relembra.

Ele e a esposa, Eunice Gondim, de 58 anos, contam que as corujas já fazem parte do cenário e não incomodam ninguém, pelo contrario, como são predadoras naturais de ratos e certos insetos, acabam ajudando no controle.

“Elas são tranquilas, não incomodam ninguém! Essa gurizada que incomoda elas. Quando a gente vê, fala para deixar os bichinhos em paz, mas sabe como é molecada”, comenta.




Alguém deveria arrumar as casinhas que estão sem telhados... na chuva isso provoca o alagamento do ninho. Os próprios moradores do local, que tanto se beneficiam da paisagem que elas proporcionam, deveriam fazer isso, já que algumas telhinhas não sairia tão caro, porque, se esperar da prefeitura de hoje nada vai acontecer.
 
Mariana Carvalho em 12/04/2015 00:43:43
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