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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

25/07/2015 07:35

Nem só de bloqueios sobrevive a relação entre mães e filhas no Facebook

Naiane Mesquita
Ana Paula posta várias selfies ao lado da mãe Zahr no Facebook (Reprodução/Facebook)Ana Paula posta várias selfies ao lado da mãe Zahr no Facebook (Reprodução/Facebook)

Um dia Ana Paula resolveu fazer uma arte na cozinha. Enquanto, mexia com a panela, sabe se lá como conseguiu a façanha de queimar o fundo e grudá-lo na toalha de mesa. Em meio ao desespero de pedir ajuda e evitar a bronca da mãe, o jeito foi correr para o Facebook. Não, sem antes bloquear a matriarca da publicação.

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Com 23 anos de idade, a psicóloga lembra que essa foi a única vez que precisou tomar a medida drástica. Normalmente, a relação é um mar de rosas com a dona Zahr Ahmad Salem de Amorim, 58 anos.

“Meu plano nem durou muito. Minhas tias também estavam no Facebook e acabaram comentando com minha mãe, que lógico viu o estrago depois. O problema é que ela ficou perguntando porque não tinha visto o pedido de ajuda e eu tive que contar a verdade”, ri Ana Paula, que perdeu a panela e a toalha mesmo após enviar o S.O.S.

A relação de cumplicidade com a mãe nas redes sociais começou há algum tempo, quando ela e a irmã resolveram insistir para que Zahr usasse o Facebook.

“A gente tinha Facebook e sempre gostamos de aproximar minha mãe dessas tecnologias. Demos o celular touch e com Android para que ela se sinta incluída”, afirma Ana Paula.

Ela que ainda mora com a mãe, mas trabalha fora, acredita que a tecnologia foi capaz de estreitar a relação ainda mais.

“Ela já tinha um pouco de curiosidade e nós ajudamos bastante no início. As vezes, minha mãe compartilha umas coisa nada a ver, mas tiramos o sarro, brincamos, temos bom humor para lidar com a situação”, explica.

O bom humor da família no inbox do Facebook (Reprodução/Facebook)O bom humor da família no inbox do Facebook (Reprodução/Facebook)

Zahr se defende. “Eu fico mais no Facebook durante a noite, quando não tenho muito o que fazer e às vezes fica aberto no escritório. Mas não fico cuidando a vida dela”, brinca. A filha confirma.

“Nós temos uma relação muito tranquila, saudável, de cumplicidade mesmo. Eu acredito que é uma grande besteira filho que tem vergonha da mãe”, dispara.

Ana Paula ressalta que nessa história poucas vezes a rede social causou confusão. “Tem alguns momentos que criou-se algumas situações engraçadas. Uma vez eu falei que iria na casa de um amigo e postei uma foto em outro lugar. Ela comentou perguntando sobre a mudança de planos”, ri, a filha.

A mãe diz que prefere as postagens saudosistas. “Ela publica bastante coisa do passado, e eu gosto disso, é o que eu mais comento. Na verdade, estou sempre alerta nas coisas que elas postam”, confessa.

O próximo passo é incentivar a mãe a criar uma conta no Instagram. “Ela não quer, diz que não sabe mexer direito, mesma história de sempre. Depois, ela acostuma e acaba gostando”, acredita.

Para ela, ter a mãe cada vez mais pertinho é um privilégio que deve ser aproveitado sempre. “Eu não tenho muito o que esconder, sempre fomos tão próximas. Respeitamos o nosso limite, a privacidade de cada uma e isso é refletido nas redes sociais. Acho que todo mundo deveria investir um pouco mais nisso, no bem estar, nas coisas boas das redes sociais. Os pais adoram um agrado no Facebook também”, incentiva Ana Paula.

 




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