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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

07/12/2015 12:00

O que deu certo na sua vida em 2015? Na minha...nada

Paula Maciulevicius
O que deu certo na sua vida em 2015? Na minha...nada

Às vésperas de terminar o ano, o "balanço" de 2015 da jornalista Bianca Bianchi, de 28 anos, não é lá muito positivo. O que deu certo? Nada, garante ele. Bianca começou janeiro de um jeito e termina dezembro com uma vida que não parece a dela.

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Recusou a proposta de ser efetivada numa redação de TV, deixando de lado estabilidade, salário e benefícios para entrar de cara na proposta de uma amiga. Um negócio que não vingou. Paralelo a isso, reencontrou um cara do passado, mas se vendo no meio de um furacão na vida profissional, disse que não era a hora certa. Ele voltou para a ex e ela está sozinha e desempregada há quatro meses.

O desabafo foi a forma que encontrou de por em palavras o aprendizado de 2015. No fim das contas, por mais conselhos que as pessoas dêem sobre as nossas decisões, é a gente que vai arcar com as consequências delas sozinha, ensina Bianca aqui no Voz da Experiência.

O que deu certo na sua vida em 2015? Na minha...nada

Tia Bibis vai contar uma história pra vocês. Muitas pessoas vão reconhecer essa história, algumas fizeram parte dela: Era uma vez.... Não, péra.

Certa vez, deixei um emprego e um namoro que estavam me deixando doente. Naquele ponto que você só quer se livrar e seguir em frente. Namorado não queria outro não, precisava ficar sozinha; emprego eu coloquei na mão de Deus e confiei.

Em alguns dias, e com a força de uma amiga, estava com um emprego bacana - temporário, mas ainda assim bacana, e, mesmo sem estar no clima, reencontrei um cara incrível. Quando o emprego temporário estava pra se tornar efetivo, recebi uma outra proposta. Menos atrativa logo de cara, mas, muito insistente e cheia de promessas.

Falei um "não" pra um emprego com um bom salário, benefícios, estabilidade, mas teoricamente "sem vida", e entrei de cabeça num negócio que nem era meu, mas que eu comprei a ideia e trabalhei para dar certo como se fosse.

Amigos, familiares, me chamaram de louca e irresponsável e eu, topetuda que sou, batia de frente e enchia a boca pra dizer que sabia o que estava fazendo.

Não sabia.

Não sei se foi só a crise do país, ou se somou com uma má gestão e mais a falta de lealdade, mas, não saiu nada como planejado e eu fiquei desempregada. Em 5 meses.

E ainda estou. Há quase 4..

No pior momento que a minha geração já viu o país passar, eu estou com contas para pagar, sem emprego, muitos sonhos em stand by e uma frustração no nível hard. E acho que a frustração se deve às expectativa que eu criei - e não se cumpriram - mas também ao comportamento das pessoas diante de tudo isso. O sentimento de dó ou pena não deveria existir. Mas existe. Quem pense: "bem feito" também.

Daí você acha que pode contar com algumas pessoas, em especial. Às quais já ajudou, inclusive. Mas, é ignorada. Manda mensagem a pessoa lê e não responde. Liga, a pessoa não atende e também não retorna. Mas você não recorre a elas porque acha que elas te devem algo, e sim porque acha que amigos são pra essas horas também. Não são.

De gente que te "ouve" com respostas monossilábicas, diz "fica bem" e vira as costas, o mundo tá cheio. O namoro recente é mais importante que você, o show da banda preferida, a roupa e o sapato novos, o culto da religião que nem é a dela, o show da banda que ela nunca ouviu falar. Tudo é mais importante que você. E talvez seja mesmo.

Em um ano que tinha tudo pra ser incrível, parece que eu tô vivendo uma vida que não é a minha.

Quem me conhece sabe que esse texto não é uma forma de chamar atenção, até porque tudo que eu tinha pra falar para pessoas específicas eu falei na cara delas. É uma dose de realidade nesse mundo perfeito de vidas perfeitas que as pessoas insistem em enfiar goela abaixo nas redes sociais, é um desabafo que eu espero que ajude outras pessoas a pensarem em suas escolhas.

Ah, e o cara incrível que eu reencontrei? Pedi tempo e espaço pra me recuperar. Fui vítima do "você é a pessoa certa na hora errada" e do "o problema não é você, sou eu" que eu mesma disse. Ele voltou com a ex. Fim.

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