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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

10/02/2016 07:23

Os anos parecem não ter passado para "meninas" que comemoram 50 anos de amizade

Paula Maciulevicius
Encontro das amigas para sempre. (Foto: Silas Souza)Encontro das "amigas para sempre". (Foto: Silas Souza)
Parte do grupo na década de 60. (Foto: Arquivo Pessoal/Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio )Parte do grupo na década de 60. (Foto: Arquivo Pessoal/Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio )

Da rua era possível ouvir as gargalhadas e as conversas de quem matava a saudade do tempo e da vida. Quando a porta se abriu, não ficou dúvida de que ali estavam as meninas da adolescência, que só trocaram o uniforme do antigo Auxiliadora pelas roupas de festa. A festa das "Amigas para Sempre" é um reencontro com cada uma delas. É rever o passado, comemorar o presente e fazer planos para o futuro.

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Era tanto assunto para se por em dia que fica até difícil interromper o diálogo. Quem se candidata a contar a história do grupo resume o que é felicidade ali. Os anos não se passaram para Regina, Marta e Ana Maria, o trio encarregado de narrar o que são os 50 anos de amizade.

"Se contar tudo, nós do grupo somos em 16 pessoas, todas mulheres", diz Martha Santos Pereira, hoje com 67 anos. Como numa conversa dos tempos de adolescentes, elas vão completando as frases uma da outra. "A gente é amiga, desde o que? 10, 11 anos?", pergunta Ana Maria e quem responde é Regina "e todo mundo tem o que? Entre 65 e 66? São 50 anos de amizade..."

Martha, uma das integrantes e quem motivou a formalização do grupo. (Foto: Silas Souza)Martha, uma das integrantes e quem motivou a formalização do grupo. (Foto: Silas Souza)

O grupo "amigas para sempre" surgiu, formalizado assim, há três anos, quando Martha recebeu o apoio das amigas por todos os lados. "Estive muito doente e quase morri. As meninas se uniram para me dar uma força. A gente já tinha essa amizade, mas ficamos alguns anos sem nos ver. Elas foram uma grande força, todo mundo tinha que ter amigas assim", diz a aposentada.

Da cura de uma necrose no esôfago de Martha, a turma resolveu formalizar o que já era eterno, a amizade delas e foram além disso, criaram duas campanhas anuais, de Natal e inverno, para estarem unidas também na solidariedade.

Elas se conhecem desde os tempos do "colégio das irmãs", o Nossa Senhora Auxiliadora, mas entre si, duas delas foram vizinhas à época em que os pais eram da Noroeste. "Eu já era vizinha da Regina", lembra Ana Maria. Aposentada, Ana Maria El Daher, tem hoje 66 anos e tantas histórias com as meninas...

Ana Maria recorda das risadas e histórias vividas e hoje revivivdas(Foto: Silas Souza)Ana Maria recorda das risadas e histórias vividas e hoje revivivdas(Foto: Silas Souza)

"A gente se viu muito no casamento dos filhos, depois acabou. Não tinha mais festa e a gente ia esperar o dos netos?" brinca. A vida corrida dos tempos de filhos que ainda dependiam delas as deixaram, por um tempo, desligadas até do ofício de amigas. "Com os filhos, você não tem tempo para se dedicar aos amigos. Mas agora? Agora tem e a gente se encontra. Chora junto, ri junto, faz caridade junto e tem que ser assim. Estar junto é melhor do que sozinho, sempre", completa.

Dentro do grupo estão três gerações que estudaram no Auxiliadora. O motivo da festa neste Carnaval era um só: a visita de Regina, que há 34 anos trocou Campo Grande por Cuiabá. "Faço questão de vir vê-las. A verdade é que eu não consigo viver sem essa amizade. Estou há 34 anos fora daqui e não existem amigas como elas...", descreve Regina Célia Mônaco Ribeiro, de 66 anos.

A vida delas é relembrar o passado com uma alegria de quem olha para uma das melhores fases da vida. "Na 14 de Julho, no final da tarde, saíamos todas para a casa da Martha, a gente tinha o que? 16, 17 anos. Era o footing, porque os rapazes passavam por lá e a gente ia paquerar...", recordam e caem na risada.

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Amigas para sempre, da infância até hoje, são 50 anos de história. (Foto: Silas Souza)Amigas para sempre, da infância até hoje, são 50 anos de história. (Foto: Silas Souza)
E outra parte do grupo. São três gerações do Auxiliadora envolvidas. (Foto: Silas Souza)E outra parte do grupo. São três gerações do Auxiliadora envolvidas. (Foto: Silas Souza)
Na escadaria do colégio e de uniforme. (Foto: Arquivo Pessoal/Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio )Na escadaria do colégio e de uniforme. (Foto: Arquivo Pessoal/Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio )
Turma da 8ª série, em 1964. (Foto: Arquivo Pessoal/Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio )Turma da 8ª série, em 1964. (Foto: Arquivo Pessoal/Mariam Kodjaoglanian Di Giorgio )



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