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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

01/07/2016 06:58

Paixão das adolescentes no passado, fotógrafa ressuscita o caderno de perguntas

Paula Maciulevicius
Arumi encontrou a si mesma na caixinha do passado e resolveu ressuscitar ideia do caderno de perguntas.Arumi encontrou a si mesma na caixinha do passado e resolveu ressuscitar ideia do caderno de perguntas.

Quando a caixa de recordações da Arumi menina foi aberta, o passado de adolescente veio à tona. O material guardado na casa da mãe trouxe a ela grandes lembranças da época de escola. Agendas antigas, com recados de amigas, poesias e o que sobrou da paixão das meninas: uma única folha do caderno de perguntas. 

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"Fui fazer um limpa, sabe? Eu sempre fui de guardar tudo. Acabei achando coisas de adolescente, de 98, 99... Fiquei vendo as agendas, meu caderno de poesias e pensando quanta história e como o tempo passa rápido", conta a fotógrafa Arumi da Silva Santos Figueiredo, hoje com 31 anos.

Junto dessas aventuras, veio a recordação do "Caderno de perguntas", que até merece letra maiúscula de tão significativo. "A gente fazia e passava o caderno com o intuito de chegar no carinha, descobrir do que ele gostava e assim agradar", resume Arumi. Era essa a função dos cadernos que tinham em média 30 perguntas.

Na edição 2016, caderno traz novos questionamentos, de quem hoje é adulto. (Foto: Arumi Figueiredo)Na edição 2016, caderno traz novos questionamentos, de quem hoje é adulto. (Foto: Arumi Figueiredo)

Ao abrir a caixa, ela sabia com o que iria se deparar, a melhor fase da vida: seus 13 anos. "Acho que me marcou tanto, foi uma fase muito boa de pular elástico, brincar de bets... Curti tanto que até hoje minha vontade é de voltar no tempo", descreve.

Como o tempo não pode voltar, para remediar a saudade, Arumi resolveu ressuscitar o caderno. "Percebo que hoje essa meninada não tem isso. É bom ter rede social? É, claro. Mas não pode deixar anular a vida real e ficar só mexendo em Whats, Face, que são coisas que eu acho superficiais nas relações", avalia.

O caderno tomou forma a partir do momento que vieram à memória as perguntas da época: "Seu signo, como foi seu primeiro beijo, quem você levaria para uma ilha deserta", enumera. Com a idade, vem também a diferença nos questionamentos e a abertura para entrar até em temas polêmicos.

"Parece que não tem mais aquela inocência, a fantasia, a bobeira de ser criança e adolescente", compara. Agora entraram perguntas como: "qual emoji você mais usa no WhatsApp" e até "de quem é a culpa pelo Brasil estar uma meleca?"

"Acho que dá para discutir assuntos sérios, ver a opinião das pessoas em determinados temas como política. Mas também coloquei: 'orgamos múltiplos, mito ou realidade?'" exemplifica Arumi. A penúltima pergunta continua sendo aquela: faça-me uma pergunta e na outra página, vem a resposta, encerrando com o pedido para que ali seja deixada uma recordação.

Qual emoji você mais usa no Whats? Resposta inclui também o desenho. (Foto: Arumi Figueiredo)"Qual emoji você mais usa no Whats?" Resposta inclui também o desenho. (Foto: Arumi Figueiredo)

A amiga Joziane Fernandes de Arruda, foi a primeira a responder, 14 anos depois do último contato com o caderno. "Foi uma emoção, uma recordação da adolescência, do tempo de escola..." tenta descrever a administradora de 31 anos.

Para ela o caderno também era o momento de saber o que pensava o garoto por quem seu coração batia forte. "Era a forma da gente paquerar. As meninas de hoje, elas nunca vão sentir a emoção desse tempo", brinca.

Joziane lembra até hoje quais eram as perguntas preferidas: "que música você gosta" e "qual é o grande amor da sua vida". As respostas agora seriam bem diferentes. Casada, a administradora se lembra que o amor da adolescência era André, o menino que toda a escola era fascinada. 

"Respondendo eu fiquei rindo sozinha... Pensando que tempos atrás eu responderia de outra forma, é outro mundo, outro sentimento", resume Jozi.

A dona do caderno já passou as perguntas adiante... "Resolvi ressuscitar por essa parte saudosa e como uma recordação. Assim como eu lembro hoje 15 anos depois, daqui 15, 30 anos eu quero poder pegar e lembrar de agora", diz Arumi.

E aí, se anima a responder um caderno de perguntas? Curta o Lado B no Facebook. 

Paixão da adolescência, quem nunca respondeu a um caderno de perguntas? (Foto: Arumi Figueiredo)Paixão da adolescência, quem nunca respondeu a um caderno de perguntas? (Foto: Arumi Figueiredo)



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