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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

10/03/2014 06:47

Para conhecer pessoas e unir os gays, grupo cria “Pinknique" no parque

Anny Malagolini
De 120 confirmações de presença, apenas 4 apareceram.  De 120 confirmações de presença, apenas 4 apareceram.

Um grupo de amigos inventou o “Pinknique” e no Parque das Nações Indígenas faz um lanche coletivo com a vontade maior de conhecer pessoas e, de tabela, unir os gays de Campo Grande.

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Cansados da “regra” de que para se fazer novas amizades e paquerar é preciso ir para a balada, primeiro eles criaram o “Clube do Bapho”. O grupo tem dois anos e hoje quem administra são os amigos Bruno Peter, de 19 anos, e Alexandre Torquatto, de 20. “São sempre as mesmas pessoas e tem pouca opção”, justifica Alexandre sobre a ideia de inventar novas formas de fazer contatos que não seja na noite.

Bruno nunca viajou, mas em conversas pela internet com pessoas que moram em outros estados, como São Paulo e Paraná, percebeu que os homossexuais eram mais livres e 'enturmados". "Eu era uma pessoa fechada, mas depois que me assumi, mudei. E vejo que aqui as pessoas são assim, fechadas".

Sobre o grupo e o piquenique "pink", ele explica que é não há qualquer preconceito. "Qualquer um pode participar, é apenas uma brincadeira. Não é um limite social", afirma. 

No evento criado no Facebook, mais de 120 pessoas confirmaram participação, mas apenas cinco compareceram. Mesmo com o número bem menor, o clube cumpriu a finalidade, já que uma nova pessoa apareceu.

A recomendação era de que todos levassem um lanche e lençol, mas sem muita criatividade, os amigos apelaram para os salgadinhos e refrigerantes, afinal, a ideia é conversar, não comer. 

Inainna Fabíola, de 19 anos, faz parte do grupo há dois anos e levou ao último encontro o colega de trabalho, o atendente de telemarketing Felipe Carvalho, de 20. “Vim para conhecer gente. A diferença é que não estão bêbados”, compara ele sobre as baladas.

Para a amiga, ir a um piquenique, a brincadeira de infância, na verdade é uma forma de se conhecer realmente alguém. “Da pra conversar e balada é muvuca”. Aparentemente o que eles procuram mesmo é alguém para dividir experiências. “Eventualmente, um romance pode nascer do grupo, mas a ideia não é essa”, comenta Bruno, que namora há mais de três anos

O que pode afastar muita gente ainda, segundo eles, é ao comportamento “blasé” de parte dos campo-grandenses. "Um quer ser melhor que o outro”, afirma Bruno, principalmente sobre o público gay. 

No facebook, são 300 pessoas que fazem parte do clube. A fama veio das festas que eles realizam a cada dois meses, em casa de integrantes, o último foi no bairro Rita Vieira e a próxima será em maio.

 

Para conhecer pessoas e unir os gays, grupo cria “Pinknique no parque



o engraçado é que assim que subimos para o local do show, chegou um pessoal e se uniu a nós, vamos ver se no próximo conseguimos mais gente, mas o que apareceram eram bem legais, o pessoal tem que ter menos preconceito a respeito dos nomes dos eventos e das pessoas que confirmam estar lá, mas foi bem legal!!!
 
Bruno Peter dos Santos Caetano em 10/03/2014 16:28:34
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