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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

01/01/2016 07:12

Para um 2016 incrível, responda: Aonde você encontrou o amor em 2015?

Paula Maciulevicius
Para pequena Julia, a vida dela é feita de amor. (Foto: Arquivo Pessoal)Para pequena Julia, a vida dela é feita de amor. (Foto: Arquivo Pessoal)

Aonde você encontrou o amor? Foi essa a pergunta que o Lado B fez a certos personagens que já foram história. Gente que de pronto respondeu ou teve de pensar um pouquinho mais. Encontrar o amor não é tarefa fácil, porque o sentimento não é material, não se acha para vender. É uma troca com o outro, é olhar para si e para quem está ao nosso redor. As respostas são de gente que tem 7 até 94 anos e são puro amor.

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Confeiteira, cozinheira e militante LGBT, Paulinha Ribeiro Bruno, de 34 anos, repete a pergunta antes de dar a resposta. Pensa um pouco e como quem faz um balanço do ano, fala de tudo o que fez. “Eu mais dei amor do que encontrei. Tenho trabalhos sociais com as minhas crianças em Três Lagoas, que são a minha vida. Eu recebi mais respeito que amor”, diz.

 

Paulinha quando foi eleita Miss Transex. O amor veio em se doar. (Foto: Arquivo/João Garrigó)Paulinha quando foi eleita Miss Transex. O amor veio em se doar. (Foto: Arquivo/João Garrigó)

Mas quem dá amor, também não recebe? Pergunto de novo. “É verdade. Quando compartilhamos amor ao próximo, a gente se sente tão satisfeita com essa boa ação, com esse serviço de cidadania, que acabamos nos sentindo amadas pelo que fazemos. É recíproco”.

Dona Delmira Boeira, no altos dos 94 anos, encontra o amor diariamente em casa, em especial com a neta, Renata, também jornalista. A resposta, ela tem na ponta da língua e mostra o afeto que recebe da família.

"Encontrei o amor dentro da minha casa, e nos meus bisnetos, que me dão coragem para viver, que não me deixam desacorçoar. Quando eles vêm me visitar parece que a casa enche de alegria, se eles não vem a casa fica pequena", diz.

Delmira, mãe, avó e bisavó, vê o amor na alegria de ter a casa cheia. (Foto: Arquivo Pessoal)Delmira, mãe, avó e bisavó, vê o amor na alegria de ter a casa cheia. (Foto: Arquivo Pessoal)

É um agradecimento e quase que um pedido, para que 2016 continue enchendo a casa dela de alegria e também de amor.

Julia Mazini tem 7 anos. Mas o que os olhinhos por trás dos óculos enxergam é de fazer adulto repensar. Não é de hoje que ela tem boas respostas. Fala, escreve como ninguém e tem um coração do tamanho do mundo que vê lá fora.

“Em 2015 eu encontrei amor na minha família, nos meus amigos, na minha escola. A minha vida é feita de amor. Porque amor é as pessoas estarem comigo, as pessoas que eu amo. E por isso a gente se reuniu bastante e por isso foi onde eu encontrei amor, na minha família e nos meus amigos”.

Aline encontrou no marido que abraçou a ideia de ser pai e na ovodoação. (Foto: Arquivo/Marcelo Calazans)Aline encontrou no marido que abraçou a ideia de ser pai e na ovodoação. (Foto: Arquivo/Marcelo Calazans)

Advogada, Aline Cristina Silva falou uma, mas pediu para trocar de resposta. As duas são tão interligadas que seria impossível separá-las. Ela encontrou o amor na vontade de ser mãe. E espera concretizá-lo o quanto antes.

“No meu marido. Ele abraçou a ideia de ser pai”.
“Vou mudar minha palavra se me permitir: ovodoação! Foi onde eu descobri que meu sonho de ser mãe poderia ser realizado e ainda pude realizar o sonho de outra família em ter seu próprio filho e isso não tem preço”.

Alcindo Rocha é colega, jornalista, completou 34 anos em 2015, no ano em que descobriu a leucemia.

"Aonde você encontrou o amor em 2015"? Considerando que a leucemia foi diagnosticada em 17 de janeiro, e ainda neste momento me recupero do transplante de medula, 2015 foi para mim o ano de confrontar a doença, de me tratar, de me curar.

Alcindo diz que amor foi confrontar a doença, leucemia. (Foto: Arquivo Pessoal)Alcindo diz que amor foi confrontar a doença, leucemia. (Foto: Arquivo Pessoal)
Carolina em entrevista em abril de 2015. (Foto: Arquivo/Fernando Antunes)Carolina em entrevista em abril de 2015. (Foto: Arquivo/Fernando Antunes)

Nesse período, o amor da minha família se manifestou de um modo tão patente e incondicional que me comoveu! A entrega total da minha mãe, pai, irmãos e demais familiares próximos marcará minha memória afetiva. É o que quero levar dessa página amarga que foi a leucemia na minha vida”, descreve Alcindo.

Publicitária por formação e nômade de alma, Carolina Sawada Torres, de 26 anos, encontrou amor em Deus. Longe de ser clichê ou seguir uma religião, o ano passado mostrou à ela isso.

"Eu achei amor em Deus, antes achava que ele era muito ocupado, por isso não pedia nada. Então ficava Deus lá e eu aqui, mas depois que eu fiquei doente, eu, minha família e meus amigos rezamos muito e me curei muito rápido. Resumindo ele existe e sempre está pronto para nos ajudar se pedirmos.

Antes eu nunca tinha ligado, ainda mais depois que meu pai morreu, não que eu não acreditasse, mas pensava que só quem ia à igreja ou que fazia coisas grandes que mereciam um milagre, sabe?" Carolina teve o dela. 

Mohamed Sokem Dalloul, estudante, fotógrafo e astro do documentário “Mohamed”, prefere nomear em pessoas o amor. “Encontrei o amor nas pessoas. "Mamãe, Papai, Leandro, Dayana, Nati, Heloísa (segunda mãe), Tião, Gabriel e Alê (segunda família) e o Breno, melhor amigo e primo”.

Que em 2016 o amor possa vir de todos os lugares, da página da doença virada, no nome dos familiares, no método encontrado para realizar o sonho de ser mãe, na escola, nos amigos, na casa cheia de gente, na alegria e no amor ao próximo. Se quanto mais se dá, mais se recebe, façamos um teste, de dar muito mais amor.

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Para Mohamed, amor está nas pessoas, que ele faz questão de nomear. Para Mohamed, amor está nas pessoas, que ele faz questão de nomear.



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