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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

08/04/2016 06:50

Parei de me limitar e descobri quão longe poderia chegar no que escolhesse ser

Mariana Monge
Interpretei a mulher enferma na encenação da Paixão de Cristo (Foto: Desirée Do Valle)Interpretei a mulher enferma na encenação da Paixão de Cristo (Foto: Desirée Do Valle)

"Um artista é um sonhador que consente em sonhar o mundo real". Não sei de quem é essa frase, mas sei que ela define a sensação que tive nesta semana ao participar da encenação da Paixão de Cristo em uma chácara. Mas o que me inquieta hoje vai além da emoção sentida ao viver uma personagem. O que lateja dentro de mim é um querer de que isto seja só um começo.

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Sou jornalista e descobri essa paixão quando cursava a faculdade de Psicologia, ainda aos 18 anos. E durante a jornada, conheci várias facetas do Jornalismo e vivenciei na prática as diversas áreas da minha profissão.

Mas um dia, uma pergunta me provocou. Uma senhora chegou para mim e disse: “Você é jornalista e o que mais?” De supetão, logo pensei: “Oras, bolas! Ser jornalista dá um trabalhão. Isso já não é o suficiente?” Poderia ser... Mas na verdade nunca foi e eu só precisava de um empurrãozinho para descobrir isso.

Elenco da encenação da Paixão de Cristo (Foto: Desirée Do Valle)Elenco da encenação da Paixão de Cristo (Foto: Desirée Do Valle)

Custei um bom tempo para me apropriar da infinidade de “ser” que habita em mim. Ao me julgar “apenas” jornalista, acabava deixando de lado as tantas atividades que eu poderia desenvolver, sem deixar de ser jornalista.

Vi que eu também poderia espalhar meus textos por aí, colocar no papel o meu tão sonhado (e cobrado) livro e ser uma escritora. Ao tirar meus biscoitos do forno e ver o quanto de gente se delicia com ele, posso dizer que sou biscoiteira. Ao clicar o botão de uma máquina fotográfica e transpor o meu olhar no retrato, por que não dizer que sou fotógrafa? E olha, que tudo isso já me rendeu, além de aprendizado e paixão, alguns bons trocados pra engrossar o orçamento.

Esses dias, para aliviar o estresses, inventei de pintar e fazer alguns enfeites artesanais. Além de realmente relaxar, descobri certa habilidade e gosto por artes manuais. E por que não poderia dizer que tenho um lado artesã?

E por fim, descobri um gosto diferente pela encenação. Sempre gostei muito do teatro, da magia do palco e das coxias, mas encenar ganhou um espaço especial no meu coração. Em meio a um tento de artistas profissionais, lá estava eu, crua, completamente foca e totalmente encantada com tudo o que estava vivendo ali. E quem sabe este seja o início do caminho para um dia eu dizer que sou atriz?

Tenho achado uma delícia descobrir talentos dentro de mim e poder dizer que além de jornalista, sou isso ou aquilo. Cheguei à conclusão de que posso ser aquilo que eu bem quiser ser, sem títulos específicos e recheada de muito amor e dedicação por tudo o que eu escolher fazer.

Mariana Monge é jornalista e colaboradora do Lado B. Mais textos da autora na página Mariana Monge.




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