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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

08/08/2014 06:23

Por amor ao Estado, médico tatua no braço mapa de MS com direito a jacaré

Elverson Cardozo
Paulo tem apenas uma tatuagem em referência ao Estado, mas pretende fazer outra. (Foto: Marcelo Victor)Paulo tem apenas uma tatuagem em referência ao Estado, mas pretende fazer outra. (Foto: Marcelo Victor)

Na infância, o médico Paulo de Tarso, de 50 anos, gostava muito de pescar e, por isso, era chamado de Jacaré. O apelido dado pelos amigos pegou e, na fase adulta, ele resolveu tatuar o bicho no braço direito.

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Por muito tempo, o desenho ficou sozinho, mas há menos de uma semana a arte ganhou novas cores com o retoque, e o contorno do mapa de Mato Grosso do Sul, junto com o pôr-do-sol avermelhado do Pantanal, uma pé de bocaiuva, arvore típica do cerrado, e algumas piraputangas. Tudo isso foi posto em uma única imagem, que recebeu uma sombra marcada do lado de fora.

A tatuagem, feita por Kallel Henrique, foi finalizada em três sessões e demorou aproximadamente oito horas para ser concluída. Deu trabalho, mas Paulo saiu satisfeito com o resultado.

Nascido e criado em Campo Grande, o médico, que também diz ser compositor e poeta, é apaixonado pelo Estado onde mora. “Sou sul-mato-grossense de corpo e alma e não pretendo mudar daqui. Já vivi fora, inclusive fora do país, mas não nada igual”, diz.

Há tempos ele vinha pensando em declarar esse amor todo na pele, mas tinha receio do resultado, até que os filhos indicaram o tatuador. Paulo não chegou com uma arte pronta. O desenho foi elaborado aos poucos.

Tatuagem reúne símbolos de MS. (Foto: Marcelo Victor)Tatuagem reúne símbolos de MS. (Foto: Marcelo Victor)

“Ele lançou a ideia, mas eu que bolei”, conta o Kallel. “Eu queria colocar o jacaré, que estava sozinho, no habit natural dele, aí aproveitei para colocar mais coisas que são minha paixão, como o pôr-do-sol do Pantanal, os peixes de Bonito, a bocaiuva, isso que representa nossa fauna e flora, além do contorno do mapa, para eternizar essa paixão que está além do coração”, diz o médico.

Kallel nunca havia tatuado algo tão regional, no máximo algumas artes em referência aos indígenas. “Lembro de ter feito duas ou três, mas nenhuma representação de estado. Já fizeram arara, mas não azul”, comenta.

Paulo de Tarso também nunca havia visto algo do tipo, mas gostou tanto que pretende repedir a experiência. “Tenho intenção de fazer outra, com ideias que tenham a ver com Mato Grosso do Sul, mas ainda estou trabalhando nelas”, afirma.

O antes e o depois da tatuagem. (Foto: Divulgação/Estúdio Kallel)O antes e o depois da tatuagem. (Foto: Divulgação/Estúdio Kallel)



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