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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

31/01/2013 07:58

Quando o calor acaba, mas a potência do ar condicionado vira motivo de discórdia

Elverson Cardozo e Anny Malagolini
Na empresa que oferece empréstimos consignados, nove funcionários brigam pelos três aparelhos de ar condicionado. (Foto: João Garrigó)Na empresa que oferece empréstimos consignados, nove funcionários "brigam" pelos três aparelhos de ar condicionado. (Foto: João Garrigó)

É uma “briga” comum na maioria das empresas. Em locais onde várias pessoas dividem uma sala, o da ponta congela com o ar condicionado ligado na última potência, enquanto o do canto, que fica embaixo ou longe do aparelho, passa um calor danado. Piora a situação se as previsões climáticas para Campo Grande forem levadas em consideração.

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Chega a ser irônico – e engraçado, ver o coleguinha mais “friorento” usando casaco em pleno verão e o “calorento” se derretendo, a tempo de pedir socorro. Praticamente impossível evitar a reclamação.

Em uma empresa de proteção ao crédito da Capital cerca de 30 pessoas dividem 8 aparelhos de ar condicionado. O número, perto de outros exemplos, é grande e do tamanho da discórdia.

Assistente, Josiele da Silva Paz, de 20 anos, conta que o problema sempre existiu. A temperatura é causa do conflito. Como existe um ar perto de cada mesa, alguns funcionários acabam se tornando os “donos” do ar. É o suficiente para instalar a desordem climática.

Para evitar qualquer conflito e não correr o risco de ficar congelada, a jovem apelou para a solução mais prática. Leva um casaco. “Eu já deixo no armário. Tem dias que chego a usar dois, um por cima do outro de tanto frio. Tem alguns que pede emprestado”, conta.

Na mesma função e na mesma sala, Hortência Olívia da Silva Santos, de 18 anos, é outra que trava uma batalha diária com ar e, claro, com o colega do lado. A discussão já chegou a ponto dos funcionários cogitarem uma votação para definir se o aparelho deve ou não permanecer ligado.

Para não ficar pior para todo mundo, o “plebiscito” foi adiado, mas o motivo não foi só esse. Os clientes que procuram a empresa, como todo consumidor, esperam encontrar um ambiente agradável.

Priscilla Rodrigues recebeu o título de friorenta. (Foto: João Garrigó)Priscilla Rodrigues recebeu o título de "friorenta". (Foto: João Garrigó)

Azar de quem passa o dia todo no mesmo local. Estagiária, Priscilla Rodrigues, de 19 anos, é quem leva o título de “friorenta” porque vai trabalhar sempre com um casaco e de sapatos fechados. Mas não chega a dar “problemas”. Quando percebe que o ambiente está insustentável, vem a indireta: “Nossa! Está frio, né?”.

Em outra empresa, que oferece empréstimo consignado, o problema se repete. A reclamação também. Nove funcionários tentam, todos os dias, lidar com as “brigas” que giram em torno dos 3 aparelhos de ar condicionado.

Eliane dos Santos Pereira, de 28 anos, parece ser a mais “prática”. Se a sala esfria demais, ela vai lá e desliga o ar. Simples assim. “Quem estiver com calor liga o ventilador”, justifica, depois de contar que não chega a “congelar” porque a mesa dela fica escondida, atrás de uma coluna.

Carla Matielly é a “sofredora”. Para evitar o clima de estresse, ela também apelou para o traje de inverno. “Sempre sofro aqui. Tinha um rapaz que diminuía a temperatura e escondia o controle, acredita?”.

Correção - Problemas com ar condicionados são mais comuns do que se imagina. Arquiteta, Vanessa Froeder, de 32 anos, está trabalhando na sua primeira correção. O cliente tem uma sala em forma de "L", onde funciona a recepção de um consultório. O local tem um aparelho de 24 mil Btus.

O equipamento, segundo a arquiteta, é o suficiente para o espaço, mas a distribuição do ar não está correta. Quem fica na ponta, no “final do L”, passa calor. A recomendação ao cliente foi instalar dois aparelhos, cada um com 12 mil Btus. Um em cada canto.

Ar condicionado deve ser distribuído por todo o ambiente. (Foto: João Garrigó)Ar condicionado deve ser distribuído por todo o ambiente. (Foto: João Garrigó)

Neste caso específico, há um agravante. A sala tem um ponto forte de insolação; dois painéis de vidro. É de competência do arquiteto, explicou, realizar um estudo antes de pontos de luz antes da construção. O objetivo é minimizar o consumo de energia do cliente.

O ideal - Depois da construção, na hora de instalar um aparelho de ar condicionado o arquiteto também pode avaliar o ambiente para indicar a melhor posição dos equipamentos e a potência adequada.

“Você tem que fazer o dimensionamento correto do ambiente e, através disso, dividir por metro quadrado, aí você escolhe as máquinas”, disse.

O cálculo é complexo. Em tese, começa em 600 Btus por metro quadrado. Mas só isso não define a necessidade de refrigeração do ambiente. Cada caso deve avaliado por um profissional capacitado, um arquiteto ou um técnico. “Tem que considerar a quantidade de luz externa, aquecimento solar e pontos de iluminação artificial”, disse.

A dica, para quem não pode pagar um arquiteto, é solicitar, junto à empresa onde comprou o ar, essa medição. O serviço geralmente é gratuito. Outra orientação é instalar o aparelho sempre na posição contrária da que as pessoas vão estar.




Não é só o eng. mecânico que pode dimensionar e posicionar o ar condicionado, o arquiteto tem habilitação para tal, assim como o cívil e o elétrico; atraves de disciplinas como arquitetura bioclimática e conforto ambiental onde se aprende como cálcular para tal, levando em consideração os materiais e a carta solar da região.
 
Nery Ribeiro em 01/02/2013 08:41:49
Onde trabalho a pessoa chega ao cúmulo de esconder o controle.
 
Adriane Moraes em 01/02/2013 08:24:42
É uma situação verdadeira. Bem isso mesmo.
Isso sempre ocorre em ambientes onde tem 2 ou mais pessoas. É extremamente normal!!(risos)
 
Kelly Onishi em 01/02/2013 07:36:16
DONA SILVIA FRANÇA A SENHORA DEVIA TER UM POUCO MAIS DE RESPEITO PELOS OUTROS. SE A SENHORA É FRIORENTA SO A SENHORA
USE UMA BLUSA.
POIS O CLIMA DE CAMPO GRANDE É MUITO QUENTE NÃO ACHA.
A SENHORA NÃO USA AR CONDICIONADO.
DEMAGOGIA NÃO
 
JULIO JUNIOR em 31/01/2013 22:24:22
Eder Lima, você está corretíssimo! Me lembra a época da faculdade, onde tinha ar condicionado na sala, os friorentos desligavam e os demais, 40 ou 45 alunos derretiam lá dentro. Quem comandava o liga desliga? os alunos que sentavam perto do equipamento e que se arvoravam no direito de serem os termômetros da sala. Grande falta de educação. Além disso, os homens de terno e as mulheres de blusinha, fica uma concorrência desigual!
 
Gustavo Ribeiro em 31/01/2013 20:34:11
So lembrando, que unico profissional habilitado para dimensionamento de aparelhos e posicionamento dos aparelhos de "ar condicionado" é o engenheiro mecânico!!!
 
Leonardo Limberger em 31/01/2013 17:51:52
Eu acho um exagero ar nos últimos, parecem que as pessoas estão mortas. Porque não vão então para um frigorífico então, trabalhem dentro de câmeras frias.
 
Silvia França em 31/01/2013 17:29:39
Acredito que te-se que encontrar um consenso pois a questão da saúde também deve ser levada em consideração pois sabe-se dos danos causados por exposição prolongada à ambientes insalubres.
 
juraci montanha em 31/01/2013 16:46:09
Já trabalhei em lugar assim, uma ideia seria trocar os lugares, as pessoas que sentem mais frio, trocar de lugar com a pessoa que está longe do ar condicionado (se for o caso) e levar o básico casaquinho, até porque, antes passar um friozinho do que morrerrr de calor......rs.
 
Elissandra Andrade em 31/01/2013 13:12:34
onde eu trabalho eu divido a sala com meu colega que tem a samanta (samanta de gordura pelo corpo). rsss, ou seja, acabo sentindo frio, mais isso nunca foi motivo de brigas, sempre tenho um casaco grosso e fico na minha. afinal, quem tem frio que coloque, agora quem tem calor nao pode tirar a roupa.
 
deyvid lemes em 31/01/2013 12:56:46
O povo é muito desorganizado, individualista e desenformado. Par evitar esse tipo de desavenças, a ABNT criou normas para determinar temperatura certa para locais como empresas. Se a pessoa é mais friorenta, ela que mantenha seu casaco a mão...

Nao tem nada que desligar o ar da empresa. E os outros?
 
Fabiano Silva em 31/01/2013 11:51:48
No Brasil e principalmente em sociedade como a nossa, prefere-se o prático ao tecnicamente correto. O que podemos considerar tecnicamente correto é contratar um técnico para fazer o projeto de refrigeração do ambiente e dele aplicar materiais, equipamentos e processos para que o ambiente tenha o melhor ganho de refrigeração com o menor custo de manutenção. Fora isso, é fazer o que sempre se fez, pega o Seu Zé da refrigeração, instala um "sprit" e temo como resultado, situações como descritas no texto. è preciso profissionalizar todo o tipo de prestação de serviço. Instalações elétricas, hidráulicas, construção civil em geral, tudo tem que ser realizado segundo as normas da Abnt e por profissionais comprovadamente qualificados independente de ser engenheiro, arquiteto dentre outros.
 
Flávio Márcio em 31/01/2013 11:31:10
Eu acho que quem sente frio tem que levar um casaco, pois o frio com casaco resolve e o calor só o Ar condicionado resolve.
Teve uma situação que tinha 90 pessoas numa capacitação e 3 aparelhos de ar condicionado, um pedia para abaixar a temperatura outro para aumentar, no final do dia o aparelho ficou louco e começou a jogar pedras de gelo, fora o stress que passei.
 
Matheus Cestari em 31/01/2013 10:19:43
Já quase não existem mais ventiladores, principalmente em repartições públicas...
 
mila bud em 31/01/2013 10:16:36
Como mostra a matéria: os que sentem frio, resolvem com um casaquinho... porque se desligar, os que sentem calor não tem como resolvier, daí, cai a produtividade,o bom humor....Sempre tive um casaquinho em meu armário, apesar de ser das calourentas...
 
mila bud em 31/01/2013 10:15:19
Parabens Eder Silva, sou da mesma opiniao.

Quem estiver com frio, se é que isso é possivel com clima de Campo Grande, que use uma casaco, um terninho ou outra coisa. Simples assim.
 
Alessander Pinto em 31/01/2013 10:14:37
Concordo com o Eder, e como diria Gloria Kalil, é questão de educação, bom senso e é regra de etiqueta, mas mais que isso, nos dias de hoje é necessidade, e como ela cita em seu livro sobre etiqueta, para frio, da-se jeito, deve se usar casaco, porém para calor, só ar mesmo.
 
Ricardo Almeida em 31/01/2013 09:51:18
Chega a ser cômico. Mas vamos ao lado prático: usando a razão, é mais fácil quem está com frio colocar um casaco do que quem está com calor desligar o ar-condicionado ou tirar a roupa para trabalhar, concordam?
 
Bruno Nodes em 31/01/2013 09:20:37
[ Eliane dos Santos Pereira, de 28 anos, parece ser a mais “prática”. Se a sala esfria demais, ela vai lá e desliga o ar. Simples assim. “Quem estiver com calor liga o ventilador” ]
Se trabalhasse pra mim já tinha sido demitida. Comprar um aparelho de ar condicionado e sua manutenção, que não é barata pra mantê-lo desligado é perder dinheiro, e funcionário de desperdiça recursos tem que ir pra rua, isso sim é praticidade.

Ar condicionado deve permanecer ligado e quem sentir frio deve levar casaco, principalmente em ambientes fechados, com computadores e sem janelas.

É função do gestor informar isso aos funcionários, o prático é carregar um casaco ou blusa, não ficar suando. Absurdo alguém sentir frio em Campo Grande e condenar todo um outro grupo de funcionários ao mal estar do calor.
 
Eder Lima em 31/01/2013 08:23:55
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